sábado, 21 de maio de 2011

Bento XVI pede união de todas as Igrejas cristãs


O papa Bento XVI pediu hoje a unidade de todas as igrejas cristãs, porque “a comunhão dos cristãos torna mais crível e eficaz o anúncio do Evangelho”, antes de rezar o Ângelus dominical na Praça de São Pedro, diante de cerca de 50 mil fiéis. Bento XVI anunciou que assistirá amanhã à cerimônia ecumênica presidindo as solenes vésperas na Basílica de São Paulo Extramuros, no encerramento da Semana de Oração para a União dos Cristãos, que coincide com a conversão de são Paulo. “A Igreja é concebida como o corpo, do qual Cristo é a cabeça, e forma com Ele um uno”, acrescentou o papa, citando São Paulo: “Todos fomos batizados mediante um só espírito em um só corpo, judeus ou gregos, escravos ou libertos, e todos saciamos nossa sede espiritual.”
Graças aos carismas, “a Igreja se apresenta como um organismo rico e vital, não uniforme, fruto do único Espírito Santo que conduz todos a uma unidade profunda, assumindo as diferenças sem aboli-las e realizando uma união harmoniosa”, disse.
Portanto, é justo em Cristo e no espírito que a Igreja é una e santa, o que é uma íntima comunhão que supera a capacidade humana e a sustenta, afirmou o pontífice.
O papa lembrou a figura de São Francisco de Sales, padroeiro dos jornalistas e da imprensa católica, cuja memória litúrgica é celebrada hoje e a relacionou com a mensagem que enviou ontem aos sacerdotes para que divulgassem o evangelho pela internet.


Nota: Gilberto Theiss - Mais próximos do fim estamos e cada declaração como esta sintetiza com precisão o que os adventistas pregam a dezenas de anos. Está união é cimentada gradativamente à medida em que os antagonismos religiosos vão sendo diluídos pelo tempo. Ellen White em suas visões viu que a união papal ao protestantismo se dariam em pontos em que eles podem apertar as mãos com nenhum obstáculo. Observe:

"A vasta diversidade de crenças nas igrejas protestantes é por muitos considerada como prova decisiva de que jamais se poderá fazer esforço algum para se conseguir uma uniformidade obrigatória. Há anos, porém, que nas igrejas protestantes se vem manifestando poderoso e crescente sentimento em favor de uma união baseada em pontos comuns de doutrinas. Para conseguir tal união, deve-se necessariamente evitar toda discussão de assuntos em que não estejam todos de acordo, independentemente de sua importância do ponto de vista bíblico" (Grande Conflito, p. 444).

Quando pensamos nas diferenças entre romanistas e protestantes de imediato refletimos nas impossibilidades de união entre ambos. Porém, quando pensamos nas semelhanças percebemos que, uma união nestes pontos comuns, pode ser claramente possível já que os pontos comuns, nos últimos anos, tem sido o carro chefe nas apologias entre eles. Observe com atenção esta profecia escrita por Ellen White a mais de cem anos:

"Mediante os dois grandes erros - a imortalidade da alma e a santidade do domingo - Satanás há de enredar o povo em suas malhas. Enquanto o primeiro lança o fundamento do espiritismo, o último cria um laço de simpatia com Roma. Os protestantes dos Estados Unidos serão os primeiros a estender as mãos através do abismo para apanhar a mão do espiritismo; estender-se-ão por sobre o abismo para dar mãos ao poder romano; e, sob a influência desta tríplice união, este país seguirá as pegadas de Roma, desprezando os direitos da consciência" (Grande Conflito, p. 588).

Quando esta união, baseada em pontos comuns, se efetuar definitivamente uma apologia a favor do domingo se fundamentará com mais rigor. A apologia a favor do domingo sairá do âmbito meramente religioso para se tornar uma apologia política. Veja esta outra declaração interessante:

"Quando as principais igrejas dos Estados Unidos, ligando-se em pontos de doutrinas que lhes são comuns, influenciarem o Estado para que imponha seus decretos e lhes apóie as instituições, a América do Norte protestante terá então formado uma imagem da hierarquia romana, e a aplicação de penas civis aos dissidentes será o resultado inevitável" (Grande Conflito, p. 445).

Quando este evento se desdobrar de vez, as profecias do capítulo 13 e 17 de Apocalipse terão o seu devido cumprimento pois "No desfecho desta controvérsia, toda a cristandade estará dividida em duas grandes classes - os que guardam os mandamentos de Deus e a fé de Jesus, e os que adoram a besta e sua imagem, e recebem o seu sinal. Se bem que a igreja e o Estado reúnam o seu poder a fim de obrigar "a todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e servos", a receberem "o sinal da besta" (Apoc. 13:16), o povo de Deus, no entanto, não o receberá. O profeta de Patmos contempla "os que saíram vitoriosos da besta, e da sua imagem, e do seu sinal, e do número de seu nome, que estavam junto ao mar de vidro, e tinham as harpas de Deus. E cantavam o cântico de Moisés, ... e o cântico do Cordeiro". Apoc. 15:2 e 3" (Grande Conflito, p. 450). E desta forma, os fogos da inquisição serão acesos novamente, porém, pasmem, pois quem acenderá estas fogueiras inquiridoras e intolerantes serão os protestantes e não o catolicismo. Os protestantes é que darão vida a imagem da besta (Ap 13:15). Neste período a igreja e o estado se unirão novamente para impor leis que forcem osrebeldes grupos minoritários a aderirem a favor do descanço dominical. Assim "A igreja apelará para o braço forte do poder civil, e nesta obra unir-se-ão romanistas e protestantes. Ao tornar-se o movimento em prol da imposição do domingo mais audaz e decidido, invocar-se-á a lei contra os observadores dos mandamentos" (Grande Conflito, p. 607).

Esta verdade deve ser levada a todos os povos. Ela também está inserida na mensagem dos 3 anos de Apocalipse 14:6-12. A advertência ali contida é clara e deve ser proclamada com grande voz. Devemos alertar o mundo e os cristãos contemporêneos desta nítida revelação dada por Deus em sua palavra.

"Os protestantes têm-se intrometido com o papado, patrocinando-o; têm usado de transigência e feito concessões que os próprios romanistas se surpreendem de ver e não compreendem. Os homens cerram os olhos ao verdadeiro caráter do catolicismo, e aos perigos que se devem recear com a sua supremacia. O povo necessita ser despertado a fim de resistir aos avanços deste perigosíssimo inimigo da liberdade civil e religiosa" (Grande Conflito, p. 566).

Retirado de Gilberto Theis

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