terça-feira, 22 de março de 2011

Excitando-se ou Recreando-se?

    Homens e mulheres após longos dias de trabalho buscam um equilíbrio na vida, no contexto de suprir o que há em falta após o findar de uma semana trabalhosa. Se a ocupação do indivíduo é voltada para o lado físico, conclui-se que o equilíbrio será buscar um tempo para ler, repousar e outras atividades mais intelectuais. Já os que possuem atividades sedentárias é imperativo que as atividades físicas fosse tidas como primordiais para alcançar o equilíbrio.

    No contexto do século em que vivemos, a porcentagem de ocupações diárias que exigem muito pouco de atividades físicas é muito maior das que exigem. Com esse fator em alta, a grande tendência do mundo moderno para encontrar o equilíbrio é exacerbar em atividades físicas em busca de prazer e divertimento em um curto espaço de tempo, buscando contudo suprir a inatividade acumulada de uma vez só. Contudo sedentarismo não faz parte da vida do cristão, tão pouco é o proposito da recreação cristã prover excitação inútil, mas sim revitalizar o indivíduo para o trabalho útil. 

    A escritora cristã Ellen G. White faz a seguinte definição: “Há diferença entre recreação e divertimento. A recreação, na verdadeira acepção do termo - recriação - tende a fortalecer e construir. Afastando-nos de nossos cuidados e ocupações usuais, proporciona descanso ao espírito e ao corpo, e assim nos habilita a voltar com novo vigor ao sério trabalho da vida. O divertimento, por outro lado, é procurado com o fim de proporcionar prazer, e é muitas vezes levado ao excesso; absorve as energias que são necessárias para o trabalho útil, e desta maneira se revela um estorvo ao verdadeiro êxito da vida.”.¹

    Entendido esse conceito a atenção deve ser voltada para as crianças. A formação de uma sociedade bem estruturada depende de pessoas bem educadas e pessoas bem educadas dependem de pais bem informados e firmes nos corretos princípios da educação cristã. A criança de modo geral naturalmente encontra prazer em imitar o que os pais praticam e o brinquedo natural é uma imitação do trabalho. As meninas tendem a brincar de donas de casa, os rapazes de construtores, motoristas, agricultores e etc, isso quando a vida demonstrada no lar é de trabalho útil, em contra partida um exemplo sedentário e uma forte paixão pelo que o mundo chama de “jogo” como meio de recreação, automaticamente os filhos seguem um exemplo que “estimulam o amor ao prazer, alimentando assim o desinteresse pelo trabalho útil, a disposição de evitar os deveres práticos e as responsabilidades. Tendem a destruir a graça pelas sóbrias realidades da vida e seus prazeres tranquilos. Desta maneira, abre-se a porta para a dissipação e desregramento, com os seus terríveis resultados.”. ²

    Qualquer espécie de jogo é na realidade uma disputa. Seu espírito é de competição exaltando o vencedor e humilhando o perdedor. Enquanto o interesse natural de imitar o trabalho útil como brincadeira e promover um crescimento com inclinação para a utilidade, o jogo demonstra um instinto de rivalidade, excitação física excessiva e um espírito de guerra. Deste modo, definitivamente os pais que desejam contribuir para a formação de um caráter celestial em seus filhos, devem abolir qualquer tipo de atividade que habitualmente absorva o tempo, na medida de afastar as crianças e jovens do trabalho produtivo, das atividades de serviço e do amor a Deus. Introduzir isto na edução é contraprodutivo e acarretará defeitos de caráter que ao alcançarem a maturidade, o jovem terá uma grande batalha à combater, que poderá ser evitada pela correta recreação promovida pelos país na meninice guiada pelo Santo Espírito de Deus.

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1- Ellen G. White, Educação, pág. 207
2- Ibidem, pág. 211

Fonte Literalmente Verdade

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