sábado, 20 de novembro de 2010

Princípios Básicos e Gerais Sobre o Uso da Música na Igreja

Princípios Básicos e Gerais Sobre o Uso da Música na Igreja
Vandir Rudolfo Schäffer
1) Fazer sempre o melhor
Os músicos precisam ensaiar bem a sua parte, Fazer um preparo técnico e espiritual para desempenharem a sua atividade na igreja da melhor forma possível. Não deve haver improvisos e nem convites de última hora. Isto requer: ensaio, preparação, disciplina e pontualidade. “Todo o serviço deve ser efetuado com solenidade e reverência, como se fora feito na presença pessoal de Deus” (E.G.W., Testemunhos Seletos, vol. 2, p. 195).
2) A música no culto também é arte
O treinamento constante da voz ou dos instrumentos que tocamos fará com que adquiramos mais técnica para uma melhor expressão do nosso louvor. “Que haja tempo para o cultivo da voz…” (E.G.W., Testemunhos, vol. 9, p. 143). “E que o canto seja acompanhado de instrumentos musicais habilmente tocados” (E.G.W., Testemunhos, vol. 9, p. 144).
3) O músico deve apresentar-se com espírito de humildade e com entendimento.
O talento musical encoraja freqüentemente o orgulho e o desejo de exibição e os músicos acabam pensando pouco no real espírito e objetivo da música na igreja. O músico deve colocar o seu talento nas mãos de Deus a fim de que seja dirigido e inspirado por Ele. “… o talento da voz é uma bênção, desde que seja consagrado ao Senhor para servir a Sua causa” (E.G.W., Evangelismo, p. 498).
4) O músico deve reconhecer os seus limites
Isto envolve: volume, registro e efeitos da voz ou instrumento. “Pensam alguns que, quanto mais alto cantarem, tanto mais música fazem; barulho, porém, não é música. o bom canto é como a melodia dos pássaros – dominado e melodioso” (E.G.W., Evangelismo, p. 510).
5) O programa geral de música deve envolver todos os músicos da igreja.
I igreja deve ter um programa de música tão atraente e envolvente que estimule e dê oportunidade a todas as pessoas de algum talento musical ou bem dotadas, de participarem das atividades musicais da igreja. Importante: formação de corais (preferencialmente de diversas faixas etárias) e grupos instrumentais. “Nem sempre o canto deve ser feito apenas por uns poucos. Permita-se o quanto possível que toda a congregação dele participe” (E.G.W., Testemunhos, vol. 9, p. 144).
6) O uso de instrumentos musicais
Utilizar instrumentos de maneira adequada e no momento próprio da programação do culto é uma bênção para a igreja e estimula o estudo e o aperfeiçoamento musical. Incentivar também a formação de novos músicos. Utilização – prelúdios, ofertórios, acompanhar os cânticos, marchas, acompanhando grupos vocais, etc. “Alegro-me de ouvir os instrumentos musicais. Deus quer que os tenhamos”(E.G.W., Evangelismo, p. 503). “Ergam-se as vozes em cânticos de louvor e adoração. Que haja auxílio, se possível, de instrumentos musicais…” (E.G.W., Obreiros Evangélicos, p. 325).
7) Unidade entre os músicos e com os membros da igreja
Não se pode admitir que os músicos – cantores ou instrumentistas – que atuam juntos na programação da igreja vivam em discórdia, isto é, não falem entre si ou estejam em desavenças com os membros da igreja. Importante: unidos em Cristo e uns com os outros em pensamento e amor. “Rogo-vos, porém, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que digais todos uma mesma coisa, e que não haja entre vós dissensões; antes sejais unidos em um mesmo pensamento e em um mesmo parecer” (I Coríntios 1:10). “Sede unânimes entre vós” (Romanos 12:16).
8) A música deve ser apresentada com espírito alegre e para vencer o desânimo
A música deve levar e trazer alegria aos nossos corações “Alegrai-vos no Senhor, e regozijai-vos, vós os justos; e cantai alegremente, todos vós que sois retos de coração” (Salmos 32:11). “Com hinos de gratidão [Jesus] alegrava Suas horas de labor e levava alegria celeste ao cansado e ao abatido” (E.G.W., A Ciência do Bom Viver, p. 42). “O canto é uma arma que podemos empregar sempre contra o desânimo. Ao abrirmos assim o coração à luz da presença do Salvador, teremos saúde e Sua bênção” (Idem, p. 354)
9) Música para os diferentes momentos da programação da igreja
Fazer a escolha das músicas, para o canto congregacional ou músicas especiais, requer bom senso, percepção musical e espírito cristão, para encontrar a música adequada para cada ocasião e programa. “Os que fazem do canto uma parte do culto divino devem escolher hinos com música apropriada para cada ocasião, não notas de funeral, porém melodias alegres e, todavia, solenes” (E.G.W., Evangelismo, p. 508).
10) A música ideal
É aquela que, além de louvar a Deus, tem um significado espiritual para a congregação e para cada indivíduo. Deus é a fonte da mensagem musical e essa mensagem deve alcançar três dimensões: a) a Deus (o céu); b) a si mesmo (o seu interior) e c) os ouvintes (o próximo – a congregação). “A música deve glorificar a Deus e ser a mais nobre e melhor. Fazer música significa, acima de tudo, aproximarmo-nos de nosso Criador e Senhor e O glorificarmos” (Documento da Filosofia Adventista de Música, A.G. voto 144-03).
11) A música deve atualizar-se?
  1. A música da igreja deve acompanhar a evolução de sua geração. A música não pode ficar somente nas experiências musicais das gerações passadas.
  2. É evidente que deve haver equilíbrio para que não surjam conflitos de gerações;
  3. Atualizar o vocabulário – as palavras mudam bastante, surgem novas expressões, e a música, como forma de expressão humana, deve acompanhar esta evolução.
  4. Procurar assuntos que sejam temas de programações (congressos, lemas, etc.)
Observação: Devemos nos atualizar, mas nunca abandonar as verdades imutáveis da Palavra e, muito menos, misturar ou confundir a nossa música de louvor a Deus com a música secular. A música dos hinos deve estar ligada à vivência cultural, musical e espiritual do povo.
12) O músico deve levar em consideração sempre o objetivo principal da música na igreja: “Impressionar o coração do homem com as verdades espirituais”
O objetivo do canto e da música em geral é para imprimir verdades espirituais. O músico e seu talento precisam estar consagrados para esta sublime e importante tarefa. “Cada talento de influência deve ser sagradamente cultivado para o propósito de levar almas para o lado de Cristo” (E.G.W., Manuscrito 57, 1906).
Para Reflexão:
Segundo Ellen G. White, a música tem poder para:
  • vencer o desânimo;
  • impressionar o coração com as verdades espirituais;
  • fortalecer a vida cristã;
  • tornar o trabalho mais agradável;
  • afastar o inimigo e vencer a tentação;
  • trazer alegria;
  • criar um ambiente inspirador;
Considerações Finais:
  1. Não permita que a crítica o desanime de fazer aquilo que Deus lhe pede para fazer;
  2. Nunca abandone a Jesus por causa daquilo que outra pessoa possa ter feito ou dito;
  3. Ao sentir e desenvolver o seu idioma/linguagem/estilo musical, faça-o com orientação divina;
  4. Demonstre o seu amor a Jesus amando as pessoas e, assim, escolhendo as músicas que elas gostam de ouvir;
  5. Faça uma música que atrai as pessoas a Jesus;
  6. Ofereça a Deus o melhor que você pode;
  7. Entregue o seu talento a Jesus para que Ele o transforme num Dom Espiritual.

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