sábado, 24 de abril de 2010

A Posição da Igreja Adventista Sobre o Racismo

Um dos males mais odiosos dos nossos dias e o racismo, a crença ou prática que vê ou trata certos grupos étnicos como inferiores e, portanto, objetos de dominação, discriminação e segregação.

Embora o pecado do racismo seja um fenômeno antiqüíssimo baseado na ignorância, no medo, na alienação e no falso orgulho, algumas das suas mais hediondas manifestações têm ocorrido em nosso tempo O racismo e os preconceitos irracionais operam em um circulo vicioso.

O racismo está entre os piores dos arraigados preconceitos que caracterizam seres humanos pecaminosos. Suas conseqüências são geralmente devastadoras, porque o racismo facilmente torna-se permanentemente institucionalizado e legalizado. Em suas manifestações extremas, ele pode levar à perseguição sistemática e mesmo ao genocídio.


A Igreja Adventista condena todas as formas de racismo, inclusive a atuação política do apartheid, com sua segregação forçada e discriminação legalizada.

Os adventistas querem ser fiéis ao ministério reconciliador designado à igreja cristã. Como uma comunidade mundial de fé, a Igreja Adventista deseja testemunhar e exibir em suas próprias fileiras a unidade e o amor que transcendem as diferenças raciais e sobrepujam a alienação do passado entre os povos.

As Escrituras ensinam claramente que todas as pessoas foram criadas à imagem de Deus, que “de um só fez toda a geração dos homens, para habitar sobre toda a face da Terra” (Atos 17:26). A discriminação racial é uma ofensa contra seres humanos iguais, que foram criados à imagem de Deus. Em Cristo, “não há judeu nem grego”(Gál. 3:28). Portanto, o racismo é realmente uma heresia e em essência uma forma de idolatria, pois limita a paternidade de Deus, negando a irmandade de toda a espécie humana e exaltando a superioridade racial de alguém.

A norma para os adventistas está reconhecida na Crença Fundamental no 13 da Igreja, “Unidade no Corpo de Cristo”, baseada na Bíblia. Ali é salientado: “Em Cristo somos uma nova criação; distinções de raça, cultura e nacionalidade, e diferenças entre altos e baixos, ricos e pobres, homens e mulheres, não devem ser motivo de dissensões entre nós. Todos somos iguais em Cristo, o qual por um só Espírito nos uniu numa comunhão com Ele e uns com os outros; devemos servir e ser servidos sem parcialidade ou restrição.”

Qualquer outra abordagem destrói o âmago do evangelho cristão.

Esta declaração foi liberada por Neal C. Wilson, então presidente da Associação Geral, após consulta com os 16 vice-presidentes mundiais da Igreja Adventista, em 27 de junho de 1985, durante a assembléia da Associação Geral realizada em Nova Orleans, Louisiana.

2 comentários:

  1. MAIS NA PRATICA NAO E ASSIM QUE FUNCIONA.

    SOU NEGRA E O MEU MARIDO E BRANCO ESTOU A 13 ANOS NA IGRJA E NUNCA TIVEMOS GARGOS DE DIREÇAO .E O PASTOR NEM CULTO NO DIA DO NOSSO CASAMENTO QUIZ REALIZAR.EU SEI MUITO BEM QUE EXISTE RACISMO DENTRO DA IGRJA ADVENTISTA POIS POR ENQUANTO FAÇO PARTE DELA, MAS POR ESSE MOTIVO PELO PRECONCEITO QUE EXISTE ATE NAS ESCOLAS, NOS ESTAMOS MUITOS FRUSTRADOS.AH,AQUI NA CIDADE DE PELOTAS ONDE MORAMOS, EM 2007 UM PASTOR FOI MANDADO EMBORA PORQUE ELE ERA NEGRO.UM PASTOR DA IGREJA CENTRAL DE PELOTAS.

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  2. Cara irmã.

    Obrigado por expor suas idéias e sentimentos em nosso blog.

    Primeiramente quero ressaltar que a posição conforme apresentada no artigo é oficial da IASD, votada em assembléia e amplamente difundida.

    Gostaria também de dizer que apesar da posição oficial assumida pela organização, há que se observar, que existem "pessoas e pessoas" dentro de nosso corpo de crentes.

    Não é de se estranhar que ainda existam irmãos nossos que não entendam perfeitamente essa questão. É ainda mais lamentavel quando isso acontece com pessoas que tomam a direção da obra.

    Contudo, gosto de pensar em nossa igreja como um hospital, onde todos precisam ser curados, onde todos tem seus defeitos e problemas. O que posso lhe dizer é que seu problema pode ser localizado.

    Em meu distrito, especificamente, nosso pastor é negro e é perfeitamente respeitado e aceito por todos.

    REssalto novamente, que ainda que essa região tenha tais grotescos problemas, essa não é realidade total da igreja.

    Ore, irmã, ore para que todos alcancem a plena visão do evangelho, e para que todas as barreiras (sejam de que tipo forem) caiam por terra.

    E lembre-se: Pode não ser esse o povo, mas certamente, essa é a Igreja.

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