domingo, 31 de janeiro de 2010

O Demônio da Bateria

Uma das mais pertinazes e irritantes discussões sobre música sacra envolve o conjunto de instrumentos percursivos que chamamos de bateria. Será que bateria pode ser usada na música sacra? A renitente dúvida divide opiniões há décadas. Poucos se deram conta de que se trata de uma indagação inútil, por dois fatores principais:

1.Não é um instrumento que determina se a música é sacra ou não: um instrumento não serve de nada, a não ser como meio de expressão. O que o indíduo expressa como forma de arte é o que precisa ser avaliado. A bateria pode ser usada para louvar a Deus? Associada a outros instrumentos, a bateria pode ser usada como instrumento de louvor, quando utilizada de forma que não caracterize um ritmo ou gênero musical popular. O mesmo vale para, praticamente, todos os demais instrumentos. Infelizmente, tendemos facilmente a erguer a voz quando a percursão se destaca, aproximando-se do rock, mas poucos reclamam quando alguém toca um violão e dá a um hino a roupagem de bossa-nova. Tudo depende do coração do músico, que definirá que tipo de arranjo será executado. Pena que ainda existam pessoas que imagem que o diabo inventou a bateria para desviar o povo remanescente do louvor celestial; ou que, a semelhança dos pregadores pentecostais, aleguem haver um espírito demoníaco na bateria, capaz de possuir a mente daqueles que ouçam seu som mefistotélico;

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Juventude espiritual

Adolescentes e jovens não se interessam em igreja e religião. Essa impressão às vezes leva os pais e líderes espirituais a coçar o queixo, franzir a testa e declamar discursos de ordem. Porém, isso pode refletir muito mais a realidade dos adultos e seu próprio desinteresse. É o que revela uma pesquisa entre adolescentes e jovens norte-americanos, realizada pelo Barna Research Institute.

Segundo a pesquisa, os adolescentes e jovens vão mais à igreja do que os adultos e participam mais de reuniões de pequenos grupos. Apesar disso, eles oram menos que os adultos e leem menos a Bíblia (10% menos, em ambos os casos). O que a juventude mais espera em relação à igreja (45%) é “louvar e ter uma experiência de comunhão com Deus”. Conhecer melhor as próprias crenças é a segunda principal preocupação desse grupo (42%). Entre as preocupações menos importantes, estavam participar de um grupo de estudos (19%) e estudar a Bíblia (18%).

Embora adolescentes e jovens desejem ter comunhão com Deus e conhecer mais a respeito das próprias crenças e valores, parece que têm pouca paciência para os modelos tradicionais de estudo da Bíblia. A geração Orkut tem dificuldade em assimilar formas de estudo bíblico lineares e não interativas. Isso não representa falta de espiritualidade, mas revela uma nova forma de encarar a vida e aprender. Essa realidade desafia pais e líderes espirituais a deixar de lado o conforto dos seus próprios modelos e buscar formas de maior interação, estabelecendo conexões entre a mensagem em seu contexto histórico, os dramas e as alegrias do público jovem, e a realidade atual.

Adolescentes e jovens estão em uma fase de definição de seu futuro espiritual. Mais do que doutrinados, querem ser ouvidos quanto às suas dúvidas, aconselhados em relação aos seus temores. Então, poderão ser guiados à fonte de toda a verdade e estabelecer links infinitos entre a Palavra e a vida.

Guilherme Silva, jornalista

Fonte: Conexão JA.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Cuidado com os Achismos...

Autor: Prof. Gilson Medeiros

Infelizmente, tem sido cada vez mais comum encontrarmos pessoas defendendo dogmas e interpretações equivocadas da Bíblia, com base unicamente em sua própria "elucidação" do texto Sagrado (cf. 2Ped. 1:20).

No meio Adventista, especialmente devido ao constante e importantíssimo incentivo que se dá para que todos estudem a Bíblia com dedicação, e procurem conhecer a fundo os temas que envolvem nossa fé, parece que esta tendência do "achismo" é ainda mais forte que em outras denominações, menos interessadas em um estudo mais acurado das Escrituras.

Lembro-me que há alguns anos surgiu aqui no Brasil um desses "achólogos", dizendo que havia "descoberto", através dos seus cálculos escatológicos, o dia da saída do decreto dominical, bem como a data exata do fechamento da porta da graça (clique aqui). Segundo ele, nós estamos vivendo no período em que a "porta" está fechada! E agora?!

Creio que nem sempre este tipo de "descoberta" parte de uma intenção espúria (vender livros, por exemplo). Talvez alguns sejam sinceros em sua maneira de estudar a Bíblia, e acabam fazendo suas próprias interpretações, sem levarem em conta todo o contexto no qual as passagens, por exemplo, estão inseridas.

Vejamos alguns destes "achismos" bem comuns...

domingo, 24 de janeiro de 2010

Torrente de esperança


Deitado nas areias úmidas da praia do Rincão, no litoral sul-catarinense, contemplo o céu estrelado e sem nuvens. Muitas dúvidas povoam minha mente de adolescente: De onde veio tudo isso? Seria o Universo fruto de uma explosão? Diante de toda essa vastidão, o que somos? Qual o nosso valor e que sentido há naquilo que fazemos, se somos meras partículas neste oceano cósmico? As respostas tiveram que esperar mais alguns anos, mas vieram.

Em 1989, conheci um jovem adventista enquanto estudávamos no curso técnico de química, no ensino médio. Deus o usou para abrir diante de mim uma verdadeira torrente de revelações maravilhosas; uma janela para a verdade que eu tanto ansiava, mas não sabia onde encontrar. Uma a uma, minhas dúvidas foram se dissipando. Meus conceitos foram abalados e meus preconceitos, desfeitos.

As palavras de Apocalipse 14:6 e 7 pareciam saltar das páginas da Bíblia: "Vi outro anjo voando pelo meio do céu, tendo um evangelho eterno para pregar aos que se assentam sobre a terra, e a cada nação, e tribo, e língua, e povo, dizendo, em grande voz: Temei a Deus e dai-Lhe glória, pois é chegada a hora do Seu juízo; e adorai Aquele que fez o céu, e a Terra, e o mar, e as fontes das águas."

sábado, 23 de janeiro de 2010

O Ministério de Ellen White

Autor: Prof. Gilson Medeiros
Uma coisa que tenho observado nos críticos da Igreja Adventista, tanto os do passado quanto os do presente, é que eles nunca mencionam Ellen White em seus argumentos contra a doutrina da Igreja, ou quando o fazem é no estilo "self-service", escolhendo texto sem levar em conta o "pano de fundo" no qual o mesmo foi escrito.

Ultimamente têm surgido muito material na Internet questionando temas da nossa doutrina, como a Trindade, a Pessoa do Espírito Santo, a devolução dos Dízimos, o modelo administrativo, etc. Mas nota-se claramente que quase nunca são citados textos da autora. Por que?

Resolvi, então, analisar aqui rapidamente alguns pontos referentes ao ministério de Ellen White. Meu objetivo não é fazer um estudo exaustivo sobre o tema, o que está além das características de um Blog, mas sim resumir de forma básica o assunto. O material é uma adaptação de tópicos do excelente livro do Dr. Herbert Douglass, "Mensageira do Senhor", ponto de partida para todo sincero estudioso do ministério profético de Ellen White.

Quem São os que Não Aceitam Ellen White como Profetiza?

1. Aqueles que crêem em alguma forma de inspiração verbal baseiam muitas vezes sua crítica ou rejeição na casual mudança de uma palavra ou data questionável. Dizem que se existem erros históricos ou científicos, por exemplo, então não podemos crer na inspiração do profeta.



sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

O Vinho na Bíblia

Autor: Prof. Gilson Medeiros


É comum encontrarmos pessoas defendendo o uso do vinho, alguns o colocando até na categoria de "alimento". Devido a determinadas referências que a Bíblia faz ao vinho, também encontramos cristãos que acreditam não haver mal algum no consumo desta bebida.

Necessário se faz, portanto, um esclarecimento sobre o que a Bíblia chama de "vinho", e qual seria o tipo indicado para o consumo por aqueles que se preparam para serem cidadãos do Céu.


O VINHO NA BÍBLIA

“A vereda dos justos é como a luz da aurora que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito. Prov. 4:18”






quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Por que o culto na Igreja Adventista não deve ser semelhante aos cultos Neopentecostais


Na última sexta-feira (15), já nas primeiras horas do sábado, fui pagar uma promessa que havia feito ao um casal que, em busca de melhores condições para educar seus dois filhos, havia abandonado a cidade e sua influência degradante para fixar residência no interior do Maranhão. Eles venderam tudo quanto possuíam e investiram em um negócio em uma pequena cidade com apenas 6 mil habitantes. Eles haviam me comunicado que queriam realizar um culto em Ações de Graças ao Senhor antes da inauguração, e queriam que eu fosse o pregador, então confirmei a eles que iria.

Quando cheguei ao local do culto tudo já havia sido preparado, as cadeiras colocadas em ordem na rua, o som já estava funcionando. Os vizinhos estavam começando a chegar, alguns traziam suas cadeiras. Ao chegar com minha esposa e filho, nos assentamos e aguardamos ansiosamente o início do serviço de cânticos. Não demorou muito e a esposa anfitriã foi à frente dá as boas vindas e fazer uma breve oração. Logo depois um jovem iniciou o serviço de cânticos.

Os hinos cantados eram bem calmos e singelos, com uma mensagem maravilhosa, sem gritarias, sem bagunça, havia ordem e decência. Percebi que havia muitas visitas e que elas demonstravam surpresa com a forma do culto, pois havia calma e tranquilidade, em pleno contraste com os cultos que eram acostumados a assistir. Então resolvi perguntar antes de começar o sermão: quem está freqüentando a um culto da Igreja Adventista pela primeira vez? Para surpresa minha, a grande maioria levantou a mão. Perguntei a elas se haviam percebido que os nossos cultos eram diferentes das demais denominações evangélicas, e a resposta foi positiva. Fiz outra pergunta: Quantos desejam saber o motivo dos nossos cultos serem calmos e tranquilos? Todos levantaram as mãos. Então os convidei a abrir a Bíblia em I Reis 19:11-12.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Que demora...


Por que Cristo ainda não voltou

Qual é o dia mais importante da História? Poderia ser o dia de uma grande descoberta científica? Ou o dia em que o homem pisou na Lua? Poderia ser o dia do seu aniversário – sim, esse foi um grande dia –, mas me refiro a algo maior. Tente imaginar, então, um só dia sem morte, dor, angústia, doenças, guerra, poluição e medo. Existirá um dia assim? Se ele existir, será o dia mais importante de todos, você não concorda?

É interessante notar que o primeiro e o último dia deste planeta têm algumas semelhanças. No primeiro dia, as trevas que estavam sobre o abismo deram lugar à luz. Hoje, nosso mundo está em grandes trevas e muitas vidas estão à beira do abismo, mas o dia final será marcado pelo poderoso brilho da luz de Jesus Cristo. Então, o maior de todos os dias será o último, porque é o dia da volta de Jesus.

Esse dia – o mais espetacular de todos – será marcado por contrastes: enquanto alguns estarão ressuscitando, outros estarão pedindo a morte. Uns receberão a vida eterna, outros receberão o começo da condenação, e então o justo será finalmente separado do ímpio. Todas as coisas serão desfeitas. Esse dia também é importante porque põe fim a um ciclo de ação de Satanás e seus anjos, desde que eles se rebelaram e deram início à obra de ruína e destruição.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

A internet e o sábado

A World Wide Web, ou a Internet, como é mais conhecida, tem ganhado alcance em todas as classes e setores da sociedade. Fato ruim ou bom? Em primeira instância, o leitor poderia dizer que é bom, pois como outras tecnologias criadas para facilitar a vida do ser humano ou para potencializar suas ações, essa ferramenta nos oportuniza comunicação rápida, entretenimento, acesso a volumes cada vez maiores de informação, enfim traz benefícios à humanidade.

No entanto, como qualquer outra tecnologia, seu sentido primário foi adulterado. Vamos citar o caso do avião. Tamanha foi a alteração sofrida em sua intencionalidade e função que fez com que seu inventor tirasse a própria vida, por desgosto provavelmente. Uma máquina projetada para encurtar distâncias e saudades, para alcançar localidades e pessoas isoladas, foi usada como arma de guerra para destruir, separar e matar. Alguma semelhança? Mera coincidência?

Você já deve estar se perguntando o que este discurso tem a ver com o título proposto a “Internet e o sábado”? A Internet foi corrompida e por isso não deve ser usada no sábado? Mas, se ela foi corrompida então não deveria ser usada em nenhum dia da semana? E o que dizer daqueles que trabalham por meio dessa tecnologia, estão condenados? Não! Decisivamente minha proposta de reflexão não é esta.

domingo, 17 de janeiro de 2010

Evolucionista ou criacionista, qual a sua posição

De acordo com o que tenho observado, a escolha entre uma ou outra visão quanto à origem do Universo e da própria vida tem muito mais que ver com o tipo de experiência que cada um enfrenta na vida, do que com as informações a que foram expostos. Ninguém questiona a importância de peças fundamentais como o meio em que alguém cresceu, a educação que recebeu, os modelos de pessoa que se lhe apresentaram, o afeto (ou o desprezo) e o cuidado (ou a negligência) que recebeu, etc. No fim das contas, no entanto, parece que a ideia de origem que uma pessoa sustentará está essencialmente ligada à sua experiência com a religião, notadamente nos anos de sua infância e adolescência.

Nesse período crucial da vida, muitos fatores são capazes de iniciar o processo que resultará na negação do indivíduo de qualquer simpatia pela religião (ainda que inconscientemente e de maneira não declarada).

Destaco, por exemplo, a rigidez religiosa, que cultua muito mais a forma da religião do que o seu objetivo central de religar o homem ao seu Criador; a incoerência entre o discurso e as atitudes práticas de pais, professores e líderes religiosos; as explicações simplistas, ignorantes e irrazoáveis para os questionamentos simples e inteligentes [como ocorreu com Dan Brown]; a secularização da prática religiosa, reduzindo-a a um mero e antiquado fenômeno social; enfim, a própria ausência de religiosidade no lar - provavelmente resultante desses mesmos fatores.


sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Sexo. Por que não?

Como quase toda jovem cristã, ela era muito romântica e sonhava conhecer a pessoa ideal com quem se casar. Encontrou o “príncipe” e o namoro começou. Só que, com o tempo e a intimidade, os limites que haviam estabelecido começaram a ser desafiados. “A cada dia a gente falava mais sobre amor, e até sobre casamento. Era tão bom ficar com ele!”, relata a moça que prefere não ter o nome divulgado. “Mas percebemos que alguma coisa errada acontecia entre nós quando o sexo dominava nosso relacionamento. Quanto mais nos envolvíamos, mais íntimos nos tornávamos; e, mesmo assim, brigávamos muito. De qualquer maneira, estava segura de que ele era a pessoa certa para mim.”

O problema é que a “pessoa certa” acabou se transformando com o tempo. “Pouco a pouco, perdemos o respeito um pelo outro... Logo, tudo se inverteu. O amor começou a se desgastar. Havíamos compartilhado tudo e, como éramos muito jovens para nos casar, nosso relacionamento perdeu a graça. Haviam me prevenido sobre isso. Falaram-me repetidas vezes sobre a mágoa de se dar algo que nunca mais poderá ser recuperado. Agora entendo. Fui tola o bastante para descobrir por mim mesma.”

A garota da história acima tinha apenas 15 anos quando terminou o namoro e ficou com as mágoas. Ela ficou com medo de se apaixonar de novo e confiar novamente em alguém. Tremia só de pensar em falar de seu passado com um novo namorado. Tinha medo de não poder ter uma vida verdadeiramente íntima com ele, caso não contasse. “É terrível sentir-se privada do mistério do futuro, de sua dignidade, valor e respeito próprio. Eu amava o Guto*. A ferida vai demorar muito tempo para sarar”, é o desabafo de uma alma muito jovem para suportar tanto peso.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

O Dom de Línguas


Uma análise mais aprofundada sobre a “evidência” do batismo com o Espírito Santo deixa claro que não há UM SINAL específico, único, que simbolize tal batismo.

O grande e verdadeiro SINAL é a vida transformada (cf. Gál. 5:22-23).

Relatos de recebimento do Espírito Santo, sem a menção de que falaram em línguas

Há 9 passagens no livro de Atos que tratam sobre pessoas “cheias” do Espírito Santo, mas nenhuma delas fala do dom de línguas:
4:8 – Pedro perante o Sinédrio
4:31 – Igreja em oração pela libertação de Pedro
6:3 – Escolha dos diáconos
6:5 – Descrição de Estêvão
7:55 – Estêvão perante os líderes judaicos
9:17 – Imposição de mãos sobre Paulo
11:24- Descrição de Barnabé
13.9 – Paulo perante Elimas
13:52- Relato sobre os discípulos

O sinal do batismo no Espírito Santo

No Novo Testamento, a evidência do recebimento do Espírito não reside no fenômeno extático exterior, passível de enganosa imitação, mas na conversão do homem a Jesus Cristo, com seus respectivos frutos (Gálatas 5:22-26).

Força Jovem

Um recurso ainda pouco utilizado para Deus

“Ninguém o despreze pelo fato de você ser jovem, mas seja um exemplo para os fiéis na palavra, no procedimento, no amor na fé, na pureza.” I Timóteo 4:12, NVI

A própria expressão “adventistas pioneiros” evoca imagens de pessoas de meia-idade e grisalhas. A realidade, porém, foi bem diferente. No princípio, nossa igreja foi moldada por jovens entusiastas, firmes, que não se intimidavam diante dos desafios, e que eram motivados por seu compromisso de servir a Deus, custasse o que custasse.

Pensemos no jovem Uriah Smith, de 23 anos, a quem foi confiada a responsabilidade de editar a revista Review and Herald (a atual Adventist Review). Lembremos de Ellen G. White, menina de saúde debilitada e com apenas 17 anos, quando recebeu de Deus a primeira visão. Pensemos em John Andrews, que com 26 anos desempenhava uma função importante registrando nossas crenças teológicas.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Altar de Hollywood


Igreja e cinema. O que eles têm em comum? A resposta pode ajudá-lo a tomar uma decisão

É comprovado que o ser humano sempre teve necessidade de adorar alguma coisa em algum lugar. Pode-se ver isso em todas as culturas, em todos os lugares, até nos dias atuais. Do ponto de vista espiritual e escatológico, é interessante que o cinema surgiu no século 19, praticamente na mesma época que o movimento adventista. Quando foram feitos os primeiros filmes, as sessões eram realizadas nos mesmos horários de cultos e missas, aproveitando o tempo disponível das pessoas e o “ritual” que já era feito nesse tipo de deslocamento.

Para ir ao cinema, deve haver, obviamente, um deslocamento chamado pela psicologia de “representação dirigista”, ou seja, pessoas que não se conhecem se orientam em uma mesma direção, com o mesmo objetivo. Dessa forma, o indivíduo se sente sociável, representando a crença de que, para conseguir algo, deve-se sair de casa, e de que coisas importantes se fazem em locais especiais.

Pela Psicologia da Comunicação, o estudo da Semiótica, sabe-se que a pessoa que vai ao cinema está indo literalmente a um templo – é um ritual religioso em sua essência, sendo, então, o preenchimento da necessidade básica de adoração. O cristão que vai ao cinema possivelmente começará a perder a vontade de se deslocar até sua igreja. Há uma competição entre as duas “igrejas”. A necessidade que Deus colocou no ser humano – de adorá-Lo – será preenchida pelo ritual de ir ao cinema, um caminho, digamos assim, mais “atraente”.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Para Quem?


- O que você está ouvindo? - perguntou Rogério ao colega de trabalho ao lado. Ambos estavam sentados no coletivo, voltando para seus bairros ao término do dia.

- Gospel - respondeu Zaqueu sacolejando a cabeça ao ritmo do som. Tirou um dos fones do ouvido e o ofereceu ao amigo.

Rogério colocou o fone e fez uma careta.

­- O que é isso, Záque?

­- Louvor, ué! - respondeu o colega, ainda balançando a cabeça no ritmo violento do som de bateria e guitarra ecoando aos ouvidos.

- Louvor para quem?

Zaqueu pensou para responder, mas finalmente disse, com certa dúvida:

­- Para Deus!?

- Pode me chamar de careta, mas não consigo imaginar Deus sentado em Seu trono, chacoalhando a cabeleira branca, enquanto os anjos tocam rock'n'roll ou outras melodias pop.

- Ah, Rogério, eu gosto desse ritmo. Creio que Deus não Se importa com isso, ainda mais quando a letra é sacra.

- Está bem, mas não chame isso de louvor. Não para Deus. Pode ser um louvor para você. Você está cultuando seu gosto pessoal e não O adorando.

- Deixa de ser chato - disse Zaqueu e cutucou uma espinha no queixo.

- Ótimo argumento o seu. Sou chato por não acreditar que esse tipo de música agrade a Deus. Meu amigo, se você gosta, tudo bem, mas não minta para si mesmo, alegando que Deus aceita tudo o que você aprecia. Eu gosto de muitas coisas também; coisas que não agradariam a Deus. Abandonei muitas práticas para tentar ser igual a Jesus e me aproximar dEle. Seria muito fácil se Jesus Se transformasse à minha imagem e ficasse igual a mim. Perdoe-me pelo sermão, mas acho que o cristianismo pede justamente o contrário: que nós nos transformemos à imagem e semelhança de Deus, como fomos criados no Éden.

- Faz sentido - concordou o jovem, retirando o fone do ouvido e prestando atenção.

- Olha, vivemos numa guerra em que o que está em jogo é, justamente, quem vamos adorar. Vamos cultuar este mundo, nossos gostos pessoais ou ao Criador? Ao louvarmos, a pergunta não é "Isto me agrada?", mas "Isto agrada a Deus?" O louvor não é para mim, para minha carne, é para Deus.

Os pneus do ônibus chiaram com a frenagem. Os jovens desceram naquele ponto e continuaram caminhando à luz dos postes. Despediram-se numa das esquinas e Zaqueu chegou em casa. Jogou a mochila no canto da sala e atirou-se no sofá, pensando nas palavras de Rogério.

Buscou na mente uma data que indicasse a última vez que havia sentido o louvor fluindo de si para o alto. De fato, ouvia músicas evangélicas o tempo inteiro, mas a grande maioria parecia ir ao encontro apenas de suas necessidades e gostos humanos. Há muito não louvava a Deus de verdade.

Buscou na estante um CD de hinos, que sua mãe tinha comprado havia algum tempo. Colocou-o no aparelho e escolheu a música. O som inundou o pequeno ambiente e eriçou os pelos dos braços e da nuca de Zaqueu. O jovem acompanhou toda a música, cantando com uma voz melodiosa. Sentiu um calor no peito e reconheceu o que estava fazendo: adorando e louvando ao Criador.

Por Denis Cruz


Denis Cruz é formado em Direito, atualmente trabalha como servidor do Ministério Público no Estado do Mato Grosso do Sul, onde reside na cidade de Mundo Novo. Autor do livro ALÉM DA MAGIA, tem se dedicado, ultimamente, à escrita de contos contendo valores cristãos e livros de mesmo cunho.

Acesso livre


Domine a internet, mas não seja dominado por ela

Quando a internet surgiu, lá pelos anos 70 e 80, muitas pessoas anunciaram o início de novos tempos. Falava-se que ninguém mais sairia de casa para fazer compras nem ir ao banco, que a vida social das pessoas seria absolutamente comprometida. Pode parecer confuso, mas tudo isso é e não é verdade.

Por meio da internet, você pode estudar, fazer amigos (MSN, Orkut e Skype que o digam), ganhar um espaço, ficar informado, trabalhar. É um universo fascinante. Você clica aqui, clica ali... e acessa o mundo, em qualquer lugar ou hora. O Marechal Rondon, reconhecido “Patrono das Comunicações Nacionais”, ficaria surpreso com a comunicação digital. No Brasil, segundo a Agência Estado, “o número de internautas residenciais que utilizaram a internet em abril de 2006 atingiu 13,4 milhões de pessoas”. Se você levar em consideração a população brasileira (estimativa de 182 milhões até o fim deste ano, segundo o IBGE), o número de usuários da internet não é tão assustador. No entanto, é bom lembrar que a maioria desses usuários é jovem.

Dorothy Lehr, 17 anos, do Unasp, Campus Engenheiro Coelho, é uma dessas internautas. “Uso a internet para lazer, para conversar com os amigos que estão longe”, diz ela. Mas nem tudo foram rosas no uso da grande teia. “No passado, a internet virou um vício na minha vida. Eu já deixei de jantar, de estudar e até de ficar com meus amigos para navegar na internet. A gente não vê o tempo passar.” Como era um vício consciente, Dorothy decidiu mudar. “Foi um pouco difícil, mas consegui. Atualmente, eu fico umas cinco horas por semana”, conta a garota que é fã de MSN, Orkut e fotologs.