terça-feira, 27 de outubro de 2009

O Povo a Caminho

Semana passada vi esse comentário de Sikberto Marques (veja o site AQUI) para a escola sabatina. Achei muito relevante e por isso estou postando aqui. Vale a leitura.

...Como aquele enorme povo saía de uma condição de escravidão, deviam libertar-se da cultura terrestre de escravos, para saberem como viver livremente na nova pátria que lhes aguardava. Assim também é conosco. Essa Terra é um lugar de escravidão, de costumes, de estilos de vida, de modos de alimentação, de adoração, etc., que não são compatíveis com a Nova Terra para onde estamos indo. Assim como os israelitas, nós também devemos agora aprender a viver a liberdade que teremos quando chegarmos à Canaã Celestial. Mas isso devemos aprender aqui, enquanto ainda estamos caminhando no nosso deserto, que é a sociedade de consumo de tudo que é coisa, um enorme deserto espiritual quanto a verdadeira adoração. Essa é a condição do mundo antes do fechamento da porta da graça.

Eles tiveram que aprender organização, ordem, disciplina, obediência a leis e princípios de vida, para poderem viver onde estava indo. Nós, da mesma forma, devemos aprender essas mesmas coisas. E isso devemos fazer em nossa igreja. As programações nunca devem ser improvisos, nem mal preparadas, ou alguém na última hora deixa de cumprir seu compromisso e não avisa os responsáveis, ou até o próprio líder nem aparece (isso é bem comum!!!). Há casos em que horários não são cumpridos, começa tarde e “se espicha” sabe lá até que horas, que ninguém prevê. É freqüente a música nada ter a ver com a mensagem. Mais freqüente ainda é se ter música secular dentro da igreja, até por meio de cantores profissionais, conjuntos profissionais, grupos, quartetos etc., embora a abundante literatura oficial a tratar sobre esse assunto. Vai ficar cada vez mais desafiador ser cristão entre os cristãos, como foi na Idade Média.

Não será assim que a igreja se preparará para a Nova Terra. Em outras palavras, quem agir assim, uma só coisa é certa, esse não se salva. A Nova Terra Celestial é um lugar que prima pela organização e obediência a princípios eternos, e jamais se inclinará ao que nós, aqui na degenerada Terra, entendemos ser culto a DEUS. Todos nós devemos ler e pensar muito sobre esses pontos acima, pois por falta de literatura não se pode mais alegar inocência. DEUS nos tem orientado suficientemente por meio de EGW, e mais recentemente, por meio de livros e revistas oficiais, onde existe informação sobre como nós nos devemos portar para sermos futuros cidadãos do Reino de DEUS. A realidade, infelizmente, nos diz que grande parte de nós, como os israelitas naqueles tempos antigos, não estamos nos preparando para a Nova Terra.

... é mais fácil alguém se salvar que se perder. Isso é real, não apenas palavras agradáveis.

Para se perder tem que seguir o mundo, e tem que suportar sofrimento, ilusões, ficar mais doente, ser enganado, viver sem esperança, em freqüentes conflitos com familiares e outras pessoas. Mas para se salvar tem que só aprender a sentir o amor de CRISTO e por isso entregar-se a Ele e sentir a transformação (algo muito agradável), terá esperança, uma certeza de futuro excelente, tem melhor saúde, perde menos tempo e dinheiro com tratamentos médicos, tem amigos confiáveis, não vive em inimizade (embora possam existir pessoas que não gostem de bons cristãos, e são muitos, mas o verdadeiro cristão não é inimigo de ninguém). É mais prazeroso viver no caminho da salvação do que no da perdição.

Para ser salvo CRISTO já providenciou tudo, nós só temos que optar e Ele mesmo nos transformará. O que muitos acham difícil é fazer essa opção (entrega) pois tem que abrir mão de muito do que o mundo oferece, atrai e seduz. Mas para se perder, tem que correr como louco atrás do dinheiro, tem que beber bebida alcoólica, tem que não ter tempo para a família, tem que viver consumindo de tudo, tem que estar sempre atento às modas, tem que assistir programas indecentes, e tudo o mais que satanás está oferecendo o tempo todo. Viver com CRISTO ao lado é algo muito bom, emocionante até, embora as provações, mas viver com satanás por perto é desesperador, tem que estar sempre iludido para não perceber a realidade imediata. Viver com CRISTO é ter certeza de vida eterna, mas viver como o mundo, só tem uma certeza, dias piores virão com futuro é negro.

Mesmo assim, a maioria das pessoas prefere o mundo. Qual a explicação? As pessoas gostam do mundo e preferem ser iludidas, apreciam enganar, portanto, também deverão submeter-se a serem enganadas. Algo assim é racional?

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Do mundo virtual ao espiritual

Ao viajar pelo Oriente, mantive contatos com monges do Tibete, da Mongólia, do Japão e da China. Eram homens serenos, comedidos, recolhidos e em paz nos seus mantos cor de açafrão. Outro dia, eu observava o movimento do aeroporto de São Paulo: a sala de espera cheia de executivos com telefones celulares, preocupados, ansiosos, geralmente comendo mais do que deviam. Com certeza, já haviam tomado café da manhã em casa, mas como a companhia aérea oferecia um outro café, todos comiam vorazmente. Aquilo me fez refletir: “Qual dos dois modelos produz felicidade?”

Encontrei Daniela, 10 anos, no elevador, às nove da manhã, e perguntei: “Não foi à aula?” Ela respondeu: “Não, tenho aula à tarde.” Comemorei: “Que bom, então de manhã você pode brincar, dormir até mais tarde.” “Não”, retrucou ela, “tenho tanta coisa de manhã...” “Que tanta coisa?”, perguntei. “Aulas de inglês, de balé, de pintura, piscina”, e começou a elencar seu programa de garota robotizada. Fiquei pensando: “Que pena, a Daniela não disse: ‘Tenho aula de meditação!’”

Estamos construindo super-homens e supermulheres, totalmente equipados, mas emocionalmente infantilizados. Por isso as empresas consideram agora que, mais importante que o QI, é a IE, a Inteligência Emocional. Não adianta ser um superexecutivo se não se consegue se relacionar com as pessoas. Ora, como seria importante os currículos escolares incluírem aulas de meditação!

Uma progressista cidade do interior de São Paulo tinha, em 1960, seis livrarias e uma academia de ginástica; hoje, tem sessenta academias de ginástica e três livrarias! Não tenho nada contra malhar o corpo, mas me preocupo com a desproporção em relação à malhação do espírito. Acho ótimo, vamos todos morrer esbeltos: “Como estava o defunto?” “Olha, uma maravilha, não tinha uma celulite!” Mas como fica a questão da subjetividade? Da espiritualidade? Da ociosidade amorosa?

Outrora, falava-se em realidade: análise da realidade, inserir-se na realidade, conhecer a realidade. Hoje, a palavra é virtualidade. Tudo é virtual. Pode-se fazer sexo virtual pela internet: não se pega aids, não há envolvimento emocional, controla-se no mouse. Trancado em seu quarto, em Brasília, um homem pode ter uma amiga íntima em Tóquio, sem nenhuma preocupação de conhecer o seu vizinho de prédio ou de quadra! Tudo é virtual, entramos na virtualidade de todos os valores, não há compromisso com o real! É muito grave esse processo de abstração da linguagem, de sentimentos: somos místicos virtuais, religiosos virtuais, cidadãos virtuais. Enquanto isso, a realidade vai por outro lado, pois somos também eticamente virtuais...

A cultura começa onde a natureza termina. Cultura é o refinamento do espírito. Televisão, no Brasil - com raras e honrosas exceções -, é um problema: a cada semana que passa, temos a sensação de que ficamos um pouco menos cultos.

A palavra hoje é “entretenimento”; domingo, então, é o dia nacional da imbecilização coletiva. Imbecil o apresentador, imbecil quem vai lá e se apresenta no palco, imbecil quem perde a tarde diante da tela. Como a publicidade não consegue vender felicidade, passa a ilusão de que felicidade é o resultado da soma de prazeres: “Se tomar este refrigerante, vestir este tênis, usar esta camisa, comprar este carro, você chega lá!” O problema é que, em geral, não se chega! Quem cede desenvolve de tal maneira o desejo, que acaba precisando de um analista. Ou de remédios. Quem resiste, aumenta a neurose.

Os psicanalistas tentam descobrir o que fazer com o desejo dos seus pacientes. Colocá-los onde? Eu, que não sou da área, posso me dar o direito de apresentar uma sugestão. Acho que só há uma saída: virar o desejo para dentro. Porque, para fora, ele não tem aonde ir! O grande desafio é virar o desejo para dentro, gostar de si mesmo, começar a ver o quanto é bom ser livre de todo esse condicionamento globalizante, neoliberal, consumista. Assim, pode-se viver melhor. Aliás, para uma boa saúde mental três requisitos são indispensáveis: amizades, autoestima, ausência de estresse.

Há uma lógica religiosa no consumismo pós-moderno. Se alguém vai à Europa e visita uma pequena cidade onde há uma catedral, deve procurar saber a história daquela cidade - a catedral é o sinal de que ela tem história. Na Idade Média, as cidades adquiriam status construindo uma catedral; hoje, no Brasil, constrói-se um shopping center. É curioso: a maioria dos shopping centers tem linhas arquitetônicas de catedrais estilizadas; neles não se pode ir de qualquer maneira, é preciso vestir roupa de missa de domingos. E ali dentro sente-se uma sensação paradisíaca: não há mendigos, crianças de rua, sujeira pelas calçadas...

Entra-se naqueles claustros ao som do gregoriano pós-moderno, aquela musiquinha de esperar dentista. Observam-se os vários nichos, todas aquelas capelas com os veneráveis objetos de consumo, acolitados por belas sacerdotisas.

(Frei Betto, Jornal Conversa Pessoal)

Fonte: Criacionismo

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Teria Deus Criados os Tambores?

TERIA DEUS CRIADO OS TAMBORES?
Seria isto verdade ou apenas uma suposição?


Antes de continuar, gostaria de demonstrar o meu respeito aos que defende esta ideia, eles são servos de Deus e têm desempenhado um grande trabalho nesta igreja, que é o único instrumento de Deus nesta Terra. E afirmo: Não haverá outra! Os fiéis desta igreja se transformarão no povo remanescente que Cristo virá buscar. Portanto, não tenho como objetivo combatê-los, mas apenas fazer algumas considerações a respeito do assunto em questão.

Perguntas que surgem
Se Deus criou os tambores, por que eles não se encontram em nenhum dos versos que autorizam o uso de instrumentos musicais no Templo? Afinal, foi ele uma cópia do “verdadeiro Tabernáculo que o Senhor erigiu e não o homem”. O modelo do Templo é uma cópia do Santuário Celeste, onde são executados os louvores para adoração a Deus. Se Deus criou os tambores para Lúcifer dirigir o louvor no Santuário Celeste, por que não autorizou o uso em seu Templo Terrestre? Teria Deus mudado o sistema de adoração? Deus altera suas determinações a respeito de como devemos adorá-lo? (I Cr. 25:3, II Cr. 5:12, II Cr. 20:28, II Cr. 29:25, Êx. 25:8, Hb. 8:2, Ml. 3:6).

Alguns podem argumentar sobre a existência de címbalos no templo, mas címbalos não são tambores, apesar de serem instrumentos de percussão, existem várias diferenças entre eles, principalmente na maneira como os címbalos eram utilizados. Sugiro a leitura do artigo O Uso da Percussão na Adoração à Luz da Bíblia de Levi de Paula Tavares, para uma melhor compreensão do assunto.

Então de onde surgiu esta ideia?
Este ponto de vista surgiu a partir da leitura do verso encontrado em Ezequiel 28: 13, conforme a tradução Almeida Revista e Corrigida que diz:

“Estavas no Éden, jardim de Deus; toda a pedra preciosa era a tua cobertura, a sardónia, o topázio, o diamante, a turquesa, o onix, o jaspe, a safira, o carbúnculo, a esmeralda e o ouro: a obra dos teus tambores e dos teus pífaros estava em ti; no dia em que foste criado, foram preparados.” Ez. 28:13.

Quero analisar junto com você o texto do Comentário Bíblico Adventista sobre o verso.

Tamboriles.
Plural de tof, pelo geral um tamborzinho de mão (t. III, p. 32). Alguns pensam que tof se refere aqui ao lugar em onde era engarzada a gema.

Flautas.
Heb. néqeb, palavra escura que talvez significa "passagem subterrânea" ou "mina". Alguns pensam que esta palavra faz alusão à cavidade na qual se engarzaba a pedra. Se isto fosse assim, a passagem estaria falando da formosa montura na qual estavam engarzadas as pedras preciosas. A BJ traduz: "Em ouro estavam lavrados os aretes e pinjantes que levavas", mas admite que se trata de uma "tradução duvidosa". Por outro lado, se se fala aqui de instrumentos musicais, isto corresponde com Lucifer, quem foi diretor dos coros do céu (1 SP 28-29).

Você pode ler o Comentário Bíblico Adventista em português clicando aqui

O termo tof não está definido como tambores, o Comentário Bíblico Adventista coloca outra opção e não a desqualifica. Nós sabemos que em todas as línguas existem palavras com grafias iguais, mas com significados diferentes, chamadas de homônimos. Portanto, para não haver problemas de interpretação, deve se levar em consideração todo o contexto. Isto é coerência.

Quanto ao termo néqeb, ele não está definido como pífaros, pelo contrário, existem no mínimo três diferentes significados. 1. Passagem Subterrânea. 2. Cavidade onde de colocava a pedra. 3. Instrumento Musical.

Levando em conta a coerência no texto, seria bem mais aceitável a interpretação que tof e néqeb se referem a locais onde eram presas as pedras preciosas na vestimenta de Lúcifer, as quais todo o verso se refere.

Apesar do Comentário Bíblico Adventista não definir nada quanto ao assunto, mas apenas fazer algumas suposições, um dos comentários bíblico mais bem conceituado entre os eruditos, O Comentário Bíblico de Moody, considerado um dos maiores pregadores que já existiu, concorda com esta posição ao comentar Ezequiel 28: 13.

“De ouro se te fizeram os engastes e os ornamentos. O T.M. diz : e (de) ouro (era) o acabamento (me'lakâ) de seus tamborins (o contexto exige "engastes") e dos seus encaixes (penetrações, neqeb; provavelmente, "gravuras". Cons. Ac. e Ug.).”

Conclusão
Concluímos então que o livro de Ellen White citado no Comentário Bíblico Adventista ( 1 SP 28-29 – Spirit of Prophecy, vol. 1. Pág. 28-29), onde ela afirma ter sido Lúcifer diretor do coro celestial, foi uma revelação Divina, pois em nenhuma passagem da Bíblia isto é confirmado. O fato desta citação se encontrar ali é apenas para citar a fonte de onde foi tirada a ideia de ter sido Lúcifer diretor do coro celestial, mas não para comprovar a suposição levantada de que Deus teria criado os tambores para Lúcifer.

No mesmo livro Ellen White afirma que Lúcifer solicitou uma audiência com Cristo para pedir que fosse lhe concedido uma segunda chance. Assim como esta, muitas outras afirmações são feitas por ela em Spirit of Prophecy. Ela fez estas declarações por que tinha autoridade profética para isso. Ela tinha esta autoridade, mas nós não a possuímos.

É muito perigoso fazer qualquer declaração baseado em suposições. Portanto, o mais sensato é permanecer em silêncio diante de textos como este, logo por que não existe confirmação em nenhuma outra parte das Escrituras para corroborar essa ideia, fugindo, assim, da orientação bíblica em Ec. 7:27 e Is. 28:10.


Fonte:
Resta Uma Esperança
(http://restaumaesperanca.blogspot.com/2009/10/teria-deus-criado-os-tambores.html)

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Rua em São Paulo se especializa para atender evangélicos

Revista Veja, Semana de 11 de outubro de 2009.

Ruas especializadas são características da cidade de São Paulo. Há uma rua das noivas, uma de madeiras, outra de motores, a dos eletrônicos, a dos lustres, a dos joalheiros, a dos instrumentos musicais e, agora, como sinal dos tempos, a dos evangélicos, ironicamente localizada às costas da Catedral da Sé. Em pouco mais de duas quadras, há galerias, lojas e camelôs vendendo artigos de que fiéis e pastores possam precisar – desde bíblias até envelopes para a coleta do dízimo. Pode-se encontrar ali o mobiliário necessário para montar um templo. Esse é, por sinal, um, digamos, segmento de mercado em ampla expansão, com a abertura de 10 000 templos evangélicos por ano.

Durante a semana, o maior movimento na rua é de lojistas de todo o país em busca de mercadorias. No sábado é a vez do comprador individual. "Vim com a família comprar peças de vestuário para o novo grupo de jovens da igreja", diz o paulistano Valteci Figueiredo dos Santos, que não resistiu à pechincha de três gravatas por 10 reais. O burburinho na Conde de Sarzedas é similar ao das vias de comércio popular das proximidades. A peculiaridade é que nela os camelôs e as barraquinhas de comida dividem as calçadas com pregadores e cantores gospel. Naturalmente, os ambulantes vendem produtos pirateados, só que autenticamente evangélicos. Por enquanto, o negócio é próspero para todos. "A pirataria ainda não conseguiu nos incomodar", diz Renato Fleischner, editor-chefe da Editora Mundo Cristão, com estimativa de venda de 1,5 milhão de livros neste ano.

Na década de 90, as variadas denominações evangélicas se multiplicaram no Brasil. O número de fiéis cresceu quatro vezes acima da média da população brasileira. Ao contrário da maioria católica, discreta no que diz respeito a compras ligadas à religião, os evangélicos se revelaram consumidores vorazes. O mercado de produtos específicos para eles é estimado em 1 bilhão de reais, o dobro de quatro anos atrás. O apetite consumista se deve bastante aos pentecostais (confissões mais antigas e severas em questões de vestuário e comportamento), como a Assembleia de Deus, com 15 milhões de fiéis, e aos neopentecostais (mais recentes e liberais em relação ao comportamento do fiel), como a Universal do Reino de Deus, com 8 milhões de seguidores.

Sete anos atrás, a primeira edição da ExpoCristã, a maior feira de negócios evangélicos da América Latina, em São Paulo, reuniu 58 expositores e recebeu 4 500 visitantes. Neste ano, o número de expositores chegou a 315 e o de visitantes passou dos 150 000. Há também versões mais modestas montadas em Belo Horizonte e no Rio de Janeiro. Estima-se que três de cada dez CDs vendidos no país sejam de música gospel. Um dos discos de Aline Barros, a mais popular cantora evangélica, vendeu mais de 3 milhões de CDs e DVDs. Nas prateleiras da Ebenezer, a maior loja da rua, pode-se escolher qualquer gênero musical – pagode, rap, heavy metal, todos devidamente evangélicos.

Na Brother Simion, é difícil conciliar a imagem tradicional da religião com as jaquetas de couro, correntes de metal e bolsas de padrão oncinha do estilo roqueiro. Quem entra é recebido por uma vendedora de cabelos vermelhos. "Boa tarde, irmã, olha que linda essa mochila que acabou de chegar", diz Juliana Cristina Melo, 20 anos, na loja há sete meses. Ela é uma vendedora elétrica, atenta a cada freguês que entra. "Foi Jesus quem me deu o dom da comunicação fácil", explica Juliana. Ela divide o atendimento com o dono da loja, Brother Simion. Cinquentão, com uma carreira de sucesso no rock gospel nacional, ele gosta de contar seu momento de "iluminação". "Fui morar na Holanda e me envolvi com drogas", relata. "Então conheci Jesus e voltei meu rock para a música gospel. Hoje, minha missão é ‘descaretizar’ a religião."

Pelo menos uma dezena de pregadores tenta ao mesmo tempo atrair novos fiéis e vender alguma coisa na Conde de Sarzedas. Alguns pregam aos gritos, outros tocam música com caixas de som em alto volume. Israel Dias, 38 anos, é cantor gospel há quatro e disputa todos os dias um espaço na rua para propagandear seus dois CDs – ambos de produção independente. Ele sai de Santo Amaro, no sul da cidade, às 8 da manhã e caça fregueses na rua por cinco a seis horas. No meio do dia faz uma pausa para se perfumar e arrumar o terno impecável. "É isso que cativa os clientes", diz Israel, que fatura de 150 a 200 reais por dia. Dá uma boa renda mensal. Deus seja louvado!

Nota Realidade em Foco: O problema é quando Jesus ou a religião se transformam em moda, produto para consumo rápido e, fatalmente, descarte posterior. Além disso, a mistura de rock com gospel pode ser interessante sob o ponto de vista comercial. Claro que existem ávidos por dinheiro e a classe evangélica é um nicho a ser explorado pelas ações de marketing. Talvez isso esteja longe, no entanto, da vida simples de Jesus Cristo tal como descrita nos evangelhos e de Sua missão que, conforme Lucas 19:10, "era a de buscar e salvar o perdido". Aproveita-se para jovens terem contato com a religião, mas é essa religião mesmo a ensinada por Cristo?

Fonte: Realidade em Foco
(http://www.felipelemos.com/2009/10/rua-em-sao-paulo-se-especializa-para.html)

terça-feira, 6 de outubro de 2009

A intoxicação pelo cinema

Anteriormente, tinha abordado aqui o tema 2012, um ano no qual ocorrerá o final de um ciclo de 5126 anos para a humanidade, segundo o calendário Maia.

Relembro ao leitor mais distraído que esta antiga civilização evoca religiosamente algumas semelhanças com o cristianismo: análise profética do tempo, jejum e confissão são algumas delas. No entanto, os sacrifícios humanos e animais como forma de renovar e estabelecer relações com o mundo dos deuses inspiram um paganismo politeísta em que o bem e o mal andavam de mãos dadas.

A suposta profecia apocalíptica maia apontada para o ano 2012, recebeu acolhimento na indústria cinematográfica americana, e um filme, com o título '2012' foi produzido chegando em breve às salas de cinema.

Não pretendo fazer publicidade à película, até porque tenho intenção de não assistir. O que gostaria de destacar é a intoxicação dos sentidos que o tratamento deste tipo de assunto pode provocar. Veja aqui o trailer antes de avançar com algumas considerações.





Uma cidade (nas imagens, porque no argumento sugere-se o mundo inteiro) completamente destruída de um momento para o outro!

Será que já ouvimos falar de algo semelhante? Sim, tanto no passado como para o futuro. E existe forte relação entre os dois casos...

No passado, encontramos a história do dilúvio; no futuro (já está a adivinhar, não é...?) vemos, pelos olhos da instrução e profecia bíblicas, a final destruição deste mundo de pecado pela mão de Deus.

Claro está que não consigo imaginar nos produtores deste filme a intenção de recordar a história do fiel Noé, tampouco colocar os pensamentos dos espetadores nesse grande e glorioso dia que em breve surgirá. Ainda assim, não tenho dificuldade nenhuma em admitir que nessa ocasião, algumas das cenas que terão lugar serão idênticas às produzidas para esta obra e que vimos no trailer.

Quero com isto sugerir dois aspetos importantes.

Primeiro, todos os filmes que relatam cenas apocalípticas apresentam um herói (leia-se, solução) humano. Devo confessar ao leitor que não assisto à esmagadora maioria dos filmes que surgem; mas pelo que me apercebo, esta é uma realidade.

Ora, esta noção (já bem vincada, por exemplo, na série Super-Homem - uma figura extra-terrestre que resolve todos os problemas do mal) contraria frontal e totalmente o ensinamento bíblico que somente em Jesus se encontram as soluções para os grandes males que afetam este mundo. Diz a Sagrada Escritura que 'em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos' (Atos 4:12).

Espantosamente, a cada nova série ou filme, surge uma nova figura que substitui Jesus nessa tarefa (no caso referido do Super-Homem, ele vem de fora deste mundo, não tem pais humanos biológicos, tem pais humanos adotivos, tem poderes sobrenaturais, destaca-se desde criança, vive sem ser reconhecido e tem quem o queira destruir... - já viu as semelhanças com o verdadeiro Salvador?!!!).

Segundo, este tipo de imagens fantásticas, porque trazidaa à luz numa obra de ficção, provoca no espetador uma noção de fantástico quase impossível de concretizar.

Quando eu era uma criança, nos inícios e meados da década de 80 do século passado, havia uma série de ficção-científica chamada 'Espaço 1999'. Nele, sugeria-se para esse tempo, então no futuro, viagem cómodas pelo espaço e sofisticadíssimas naves que permitiam cruzar o Universo de um ponta à outra. Agora que já passaram dez anos desde 1999, sabemos que nada disso é realidade; essa série, como muitas outras é assumida como o fantástico e imaginário da mente humana... e nada mais.

Por isso, se alguém, suponhamos que os Adventistas do Sétimo Dia, proclamarem que em breve este mundo acabará, o mar entrará pela terra, os montes de atirarão no meio do mar, que fogo engolirá a terra... não será difícil, pela intoxicação cinematográfica, vermos muitos a sugerirem que falamos da nossa própria imaginação e fanatismo, como se de um filme se tratasse.

Parece-lhe um raciocínio lógico? Se não, atente para este excerto de Ellen White em 'Patriarcas e Profetas', p. 103 e 104.

'Enquanto os servos de Deus estão a dar a mensagem de que o fim de todas as coisas está às portas, o mundo se absorve em divertimentos e busca de prazeres. Há uma constante sequência de sensações que ocasiona a indiferença para com Deus, e impede o povo de se impressionar com as verdades que, unicamente, o podem salvar da destruição vindoura.

No tempo de Noé, declaravam os filósofos que era impossível ser o mundo destruído pela água; assim, há hoje homens de ciência que se esforçam por provar que o mundo não pode ser destruído pelo fogo, ou seja, que isto seria incoerente com as leis da Natureza. Mas o Deus da Natureza, o autor e dirigente das leis da mesma Natureza, pode fazer uso das obras de Suas mãos para servirem ao Seu propósito.

Quando os grandes e sábios provaram para a sua satisfação que era impossível ser o mundo destruído pela água, quando os temores do povo se acalmaram, quando todos consideraram a profecia de Noé como uma ilusão, e o olhavam como a um fanático, então é que veio o tempo de Deus. “Romperam-se todas as fontes do grande abismo, e as janelas do céu se abriram” (Gên. 7:11), e os escarnecedores foram submersos nas águas do dilúvio.'


E agora? Já faz toda a lógica, não faz...?

Fonte: O Tempo Final
(http://otempofinal.blogspot.com/2009/10/intoxicacao-pelo-cinema.html)

Pais devem sempre falar a verdade

Os pais podem afirmar que a honestidade é sempre o melhor ao criar os filhos, mas um novo estudo diz que os educadores têm o costume de frequentemente distorcer a verdade ou mentir aos filhos. “Ficamos surpresos ao ver quão frequentemente os pais mentem”, afirma o pesquisador Kang Lee, da Universidade de Toronto, no Canadá. O estudo feito pela equipe de Lee ainda é preliminar, mas traz à tona as implicações das mentiras para crianças em uma fase em que elas tentam descobrir como funcionam as relações sociais. “A pesquisa descobriu que mesmo os pais que promovem a importância da honestidade para os filhos costumam mentir”, diz.

Para pegar as mentiras dos pais, os pesquisadores realizaram dois estudos, em que pais e estudantes comentaram sobre nove situações hipotéticas, em que o pai mente para a criança – para deixá-la feliz ou para moldar seu comportamento.

Um exemplo que foi utilizado no estudo foi o de um pai dizendo a uma criança chorando que a polícia virá buscá-la se o choro não parar. Outro exemplo sobre as emoções é o de afirmar à criança que um parente próximo que faleceu se tornou uma estrela para cuidar da criança, por exemplo. (...)

De acordo com a pesquisadora Gail Heyman, da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, as mentiras podem impedir as crianças de aprender algumas regras. A afirmação é reiterada pela pesquisadora Victoria Talwar, da Universidade McGill, no Canadá. “Se o educador sempre mente para que a criança faça X, Y ou Z, então a criança nunca realmente aprende a fazer essas coisas”, afirma Talwar.

Os especialistas admitem que às vezes é aceitável encobrir um pouco a verdade, como ao dizer que os rabiscos da criança são bonitos, por exemplo. O detalhe é que o estudo revelou que as mentirinhas contadas pelos pais vão além de pequenas coisas, e são contadas para evitar discussões ou conversas longas, por exemplo.

Independente da questão sobre a mentira dos pais ser ou não aceitável, Heyman chama a atenção aos pais para que eles façam uma reflexão antecipada sobre a criação dos filhos, para evitar mentiras contadas no calor do momento. “Muitas mentiras são contadas impulsivamente, e os pais não pensam sobre como o que eles dizem irá afetar os filhos”, afirma a pesquisadora. “Acredito que os pais devem discutir antecipadamente sobre suas crenças, para quando o momento chegar, trabalhar com o que realmente acredita e não com o que surgir na sua cabeça no momento”, diz Heyman.

(Hypescience)

Nota Saúde e Família: Falar a verdade é um princípio bíblico e deve nortear todas as relações humanas. Principalmente no que diz respeito à moral e à conduta, as crianças são muito perceptivas e notarão a incoerência entre palavras e atos.[DB]

Fonte: Saúde e Família
(http://saude-familia.blogspot.com/2009/10/pais-devem-sempre-falar-verdade.html)

sábado, 3 de outubro de 2009

Pão e Circo


Autor: Prof. Gilson Medeiros

Na época do Império Romano, havia uma "ideologia" que representava muito bem a maneira como os imperadores lidavam com os problemas sociais.

"Pão e circo para o povo", era o que Vespasiano dizia.

Em outras palavras:

"Para o povo ficar sob controle, é só a gente oferecer uma 'festa', um 'showzinho', de vez em quando, alternando com alguma distribuição esporádico de alimentos".

E parece que a ideia pegou! Até hoje!

O Brasil, por exemplo, encontra-se empenhado atualmente na realização das Olimpíadas aqui no ano de 2016. A soma prevista para os gastos é estratosférica! Na casa dos BILHÕES.

Hoje, sexta-feira, o Rio de Janeiro está em festa, na expectativa da escolha da sede do evento. Durante todo o dia, a praia de Copacabana estará repleta de atrações para as milhares de pessoas que ali forem para aguardar o anúncio do Comitê Olímpico. Até ponto facultativo foi decretado nas repartições públicas.

Isso é só um dos inúmeros eventos que são realizados frequentemente para desviar a atenção das pessaos dos REAIS problemas e temas sociais. Carnaval, micaretas, feriados religiosos, eventos regionais, rodeios, exposições agropecuárias, etc., etc., etc...

Este é o "circo" de Vespasiano...

O "pão" também está por ai, nas "bolsas" da vida...

Enquanto o povo se diverte e se distrai com tanta "festa", esquece da corrupção, da violência sem controle, dos crimes assombrosos, das lavagens de dinheiro, das brigas entre os partidos políticos, dos baixos salários, da pobreza, da miséria, da falta de educação e saúde de qualidade... e por ai vai.

Enquanto rios (ou oceanos) de dinheiro são gastos para promover esta "imagem utópica" de um País Maravilha, pessoas continuam morrendo nas filas dos hospitais, nos assaltos do trânsito; crianças continuam fora das escolas de qualidade, vivendo na ociosidade e marginalidade; estradas continuam matando mais do que guerras; ricaços "pintam e bordam", enquanto "ladrões de galinha" mofam das prisões fétidas das grandes cidades; inocentes morrem diariamente vítimas das "balas encontradas"...

Eu trouxe hoje este tema para reflexão, para despertar a nossa consciência de que este mundo, que só quer saber de "pão e circo", está com seus dias contados.

Os tsunamis estão ai para mostrar ao mundo que a "Natureza geme", alertando para a presença visível e invisível do pecado entre nós.

Aqueles que, de verdade, aguardam a inauguração do Reino da Glória, trazido por Jesus, não podem se deixar influenciar pela enganação que os governos, desde Vespasiano, se utilizam para nos deixar "sob controle".

Jesus está voltando! Aleluia!
Este mundo vai passar, destruído pela "pedra arremessada sem auxílio de mãos humanas", como descreve o profeta Daniel.

Como diz o sagrado escritor, "este mundo passa, e sua concupiscência", por isso não devemos "amar o mundo, nem as coisas que nela há".

Sediar um evento olímpico mundial é algo muito bonito e empolgante, mas eu preferiria que esta montanha de dinheiro fosse aplicada para amenizar o sofrimentos dos idosos que penam nos corredores dos hospitais públicos, ou em benefício das crianças que vão à escola apenas em busca da merenda, pois nada têm em casa para comerem, e não encontram uma educação que lhes dê uma perspectiva de futuro profissional promissor...

Jesus está voltando! Aleluia!

Só não vê quem não abrir os olhos...

"... Voltarei e vos receberei, para que onde Eu esteja, estejais vós também" (João 14:1-3).

Fonte: Blog do Prof. Gilson Medeiros
( http://prgilsonmedeiros.blogspot.com/2009/10/pao-e-circo.html)

Nota Direto do Front (onde publiquei originalmente): Quando esse artigo foi escrito ainda não havia saído o resultado. Durante o período da tarde foi divulgado que o Rio de Janeiro sediará os jogos de 2016.
Como foi dito pelo Prof. Gilson, milhões serão gastos em uma festa que vai passar ao invés de investir na população e em quem precisa. Alguns poderão dizer que os jogos são importantes para a política do país, e eu digo: E o povo acaso não é?

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Bom senso e aparência pessoal

“Da mesma forma, quero que as mulheres se vistam modestamente, com decência e discrição, não se adornando com tranças e com ouro, nem com pérolas ou com roupas caras, mas com boas obras, como convém a mulheres que declaram adorar a Deus. (1 Timóteo 2:9, 10 NVI). “A beleza de vocês não deve estar nos enfeites exteriores, como cabelos trançados e joias de ouro ou roupas finas. Ao contrário, esteja no ser interior, que não perece, beleza demonstrada num espírito dócil e tranquilo, o que é de grande valor para Deus” (1 Pedro 3:3, 4 NVI).

Todo ser humano necessita de apreciação e gosta de ser elogiado. É saudável para a autoestima. Acontece que a aparência pessoal é apenas uma das facetas que contribuem para que nos sintamos bem com nós mesmas.

Há pessoas que superenfatizam a aparência, investem “pesado” em adornos externos e logo ficam sem recursos! Atraem a atenção, mas não conquistam qualquer afeição duradoura.

Os textos bíblicos acima não são uma apologia ao desleixo e mau gosto, nem tampouco se referem a regras sobre usar ou não usar joias. O uso ou não de joias está relacionado à consagração a Deus, e esse não é o assunto em pauta nesses versos. Tanto Paulo quanto Pedro se referem à modéstia cristã, que significa evitar exageros. A mulher modesta tem vergonha de ultrapassar os limites do que é decente e apropriado. “Bom senso” significa “ter uma mente sóbria e discernente”. Descreve o domínio próprio interior: um “radar” espiritual que mostra à pessoa o que é bom e apropriado.

Onde a discrição e a modéstia se perderam na História?

As mulheres sempre gostaram de se arrumar e ser “vistosas”. Houve um tempo em que as túnicas de homens e mulheres eram semelhantes. Com o passar dos anos, a Grécia lançou o “topless”, com túnicas longas que deixavam os seios descobertos. A partir daí, a moda do exibicionismo foi tornando-se cada vez mais ousada, se alastrou e conquistou adeptas. As mulheres romanas e as efésias já gostavam de seguir a última moda e competiam entre si para ver quem tinha as roupas e penteados mais sofisticados. Era comum às mulheres arrumarem os cabelos com pentes de ouro, prata e até pedras preciosas. Usavam roupas caras e elaboradas que eram trocadas várias vezes ao dia, só para impressionar umas às outras.

O glamour é artificial e exterior. A verdadeira beleza é real e interior. O glamour é algo que a pessoa pode pôr e tirar; mas a verdadeira beleza está sempre presente. O glamour é corruptível; desfaz-se e some. A verdadeira beleza do coração torna-se mais maravilhosa com o passar do tempo. A mulher cristã que cultiva a beleza do ser interior não precisa depender de adornos exteriores vulgares. Deus Se preocupa com valores, não com preços.

Com vistas à beleza que perdura, a mulher cristã deve cuidar da saúde e da aparência com equilíbrio e segurança. Deve escolher os artigos de vestuário pensando na durabilidade e beleza, não no exibicionismo ou modismo. As pessoas se deleitam em apreciar uma mulher atraente, mas essa beleza deve vir do coração, não de uma loja. Nas palavras de Ellen White:

“Os cristãos não se devem dar a trabalhos para se tornar objeto das atenções gerais por uma maneira de vestir diferente do mundo. Mas, se em harmonia com sua fé e seu dever relativamente a vestir-se com modéstia e higiene, acharem-se fora da moda, não devem mudar de atitude a fim de ser semelhantes ao mundo. Cumpre-lhes, porém, manifestar nobre independência e coragem moral para serem retos ainda que todo o mundo seja diferente. Se o mundo apresentar um modo de vestir discreto, conveniente e saudável, que esteja em harmonia com a Bíblia, não alterará nossa relação para com Deus ou o mundo o adotarmos esse estilo. Os cristãos devem seguir a Cristo, e harmonizar seu traje com a Palavra de Deus. Devem fugir dos extremos e seguir humildemente uma orientação reta, para a frente, a despeito de aplausos ou censuras, apegando-se ao direito justamente por ser direito” (Mensagens Escolhidas, v. 2, p. 476, 477).

A mulher do século 21 é independente e pensante. O adorno, a vestimenta mais atraente e digna são as boas obras em prol do próximo: da família, dos amigos, de quem necessitar. O amor desinteressado, demonstrado em boas obras, acrescido de uma aparência bela, discreta e saudável, proporcionarão às mulheres o prazer de ser sinceramente amadas e respeitadas. A aparência exuberante não pode ocultar o defeito de um gênio desagradável ou a falta de boas obras.

(Rejane Godinho, graduada e mestranda em Teologia)

(*) Texto baseado no Comentário Bíblico Expositivo de Warren W. Wiersbe, p. 283, 529; Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia.


Fonte: Saúde e Família
(http://saude-familia.blogspot.com/2009/10/bom-senso-e-aparencia-pessoal.html)

Tomando a Cruz

Hoje estive lendo um trecho do livro Grandes Sermões do Mundo e me impressionou o trecho abaixo. Que todos sejam abençoados por essa leitura.

Bem-aventurado é o homem, fiel é esse servo, que perpetuamente leva as feridas sagradas de Jesus em seu coração; e, se a adversida-de o encontra, recebe-a como da mão de Deus e piamente a suporta, para que ele, pelo menos em algum grau, seja conformado com o Crucificado. Ele é digno de ser visitado e consolado por Cristo, que analisa amplamente para se conformar na vida e na morte com sua paixão. Este é o caminho da santa cruz, esta é a doutrina do Salvador, esta é a sabedoria dos santos, esta é a regra dos monges, esta é a vida dos bons, esta é a lição dos escreventes, esta é a meditação dos devo-tos: imitar Cristo humildemente, sofrer o mal por Cristo, escolher o amargo em vez do doce; menosprezar as honras, suportar o desprezo com serenidade, privar-se das delícias do mal; fugir das ocasiões dos vícios, evitar a dissipação; lamentar por nossos próprios pecados e pelos dos outros, orar pelos atribulados e pelos tentados, ser grato pelos benfeitores, fazer súplicas pelos adversários para que se convertam; regozijar-se com os que estão em prosperidade, lamentar com os que sofrem dano, socorrer os indigentes; não buscar coisas suntuosas, escolher o que é humilde, amar o que é simples; cortar superfluidades, estar contente com pouco, laborar pelas virtudes, lutar dia-riamente contra os vícios; subjugar a carne pelo jejum, fortalecer o espírito pela oração e leitura, recusar os elogios humanos; buscar a meditação, amar o silêncio, estar livre para Deus; suspirar pelas coi-sas celestiais, desprezar de coração tudo o que é terreno, pensar que nada, exceto Deus, traz conforto. Aquele que faz isso, pode dizer junto com o bendito apóstolo Paulo: "Para mim o viver é Cristo, e o morrer é ganho". E, novamente: "Mas longe esteja de mim gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim e eu, para o mundo" (Gl 6.14).

Fonte: Livro Grandes Sermões do Mundo