quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Estejam preparados para mais uma batalha no ENEM

Caros Colegas

Lamentavelmente o Governo Federal não se preparou adequadamente para o novo ENEM.
Estejam preparados para enfrentar muitos problemas, de toda ordem, principalmente para os guardadores do Sábado.

Como muitos alunos adventistas se inscreveram antes da definição dada pelo MEC, de que deveriam solicitar no ato da inscrição um atendimento diferenciado, como guardador do sábado, aconselhamos apresentar no portão de entrada uma declaração assinada pelo pastor de que é membro regular da igreja. Essa declaração deverá ter firma reconhecida em cartório pelo pastor. (outros fizeram a opção pelo atendimento diferenciado e o MEC não separou sala de “reclusão”)

Em contato com o Governo, foi nos colocado de que o MEC não pediu nada disso, porém não faria mal algum adotar esse procedimento, tendo em vista que muitos centros de aplicação do exame poderão pedir uma identificação da igreja.

Em contato com as secretarias municipais de educação, a maior parte delas não estavam sabendo, nem de que teriam de ter um horário especial para os guardadores do sábado e muito menos uma sala separada para reclusão. O que deveremos fazer é copiar a regulamentação do MEC sobre o assunto, anexando junto a carta de identificação como membro regular, e escalar professores para acompanhar nossos alunos até o portão de entrada dos centros de aplicação do exame, para que, se necessário, possam ajudar os nossos alunos nessas questões especiais.

Vamos orar e solicitar as orações de todos!

Nosso pedido é não deixar os alunos sozinhos nessa hora.

Muito obrigado por sua ajuda nesta hora difícil.

Pr. Orlando Mário Ritter
UCB - Educação

[Recebido via Associação Paulistana]


Fonte: Diário da Profecia (reproduzido integralmente)
(http://diariodaprofecia.blogspot.com/2009/09/estejam-preparados-para-mais-uma.html)

sábado, 26 de setembro de 2009

Verdade absoluta ou relativa?

Seria simplista demais concluir que atualmente há uma busca frenética e objetiva em torno da verdade. Podemos dizer que há, sim, um desejo latente por tentar encontrar verdades que se adaptem às necessidades ou prazeres. No Brasil, vários programas de TV têm investido tempo e dinheiro em atrações que se propõem a extrair a verdade de participantes por meio de perguntas constrangedoras e dos tais polígrafos que se tornaram verdadeiras referências “científicas” do que é ou não verdade. Em alguns casos, altas somas de dinheiro são pagas aos que agem com mais “sinceridade”, embora quem estude um pouco o assunto saiba com clareza que os parâmetros de análise são insuficientes para se definir com precisão se determinada pessoa mente ou fala o que realmente lhe aconteceu. Nem sempre o que mais interessa é a verdade, mas as verdades ali relatadas.

A busca da verdade ou de verdades sempre gerou historicamente discussões filosóficas e teológicas. Impérios do passado sempre adotaram a prática de impor suas “verdades” para os povos conquistados e subjugados. Seriam verdades sob o ponto de vista religioso e cultural que teriam de ser aceitas pelo único fato de aquelas nações terem sido derrotados em guerras. Mais tarde, temos o exemplo da época medieval em que os dogmas religiosos se tornaram verdades absolutas. Ou seja, aquilo que era definido pela religião predominante deveria ser acatado pelos demais sem negociação prévia ou exercício de convencimento ou persuasão. Em torno desse debate, novas igrejas surgiram, antigas raízes filosóficas se reergueram e chegou-se ao ponto de pensadores declararem que tudo era relativo e que a razão poderia explicar tudo sem necessidade de crenças sobrenaturais.

O interessante é que realmente a Bíblia fala de verdade absoluta. Não há como negar isso. Quando o autor de um dos evangelhos afirma, conforme João 8:32, que “conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” certamente ele está falando de algo completo e não de uma visão parcialmente humana a respeito de um assunto. Vamos mais além. O apóstolo Paulo, formado na tradicional escola judaica, também compartilha dessa mesma linha de pensamento sobre verdade. Nas advertências e saudações finais em sua carta aos cristãos da cidade de Corinto, Paulo declara, no capítulo 13 e versículo 8, que “pois nada podemos contra a verdade, senão em favor da verdade”. Mas, afinal de contas, que verdade é essa? O próprio Jesus Cristo dá a resposta em João 14:6. Cristo diz claramente que Ele mesmo é o “caminho, a verdade e a vida”. Esse raciocínio nos afasta da mentalidade meramente racionalista em que tudo precisa ser provado e que nada pode ser considerado absolutamente correto ou incorreto. Remete-nos imediatamente à fé em Jesus, ou seja, crença de que dependemos Dele e que não se trata apenas de ter mais uma ideia. Ele se apresenta como a resposta ao que o ser humano precisa, aos anseios mais profundos.

Talvez o medo de se comprometer é que faça muitos fugirem da verdade absoluta. Sim, porque relativizar tudo é mais cômodo, não há uma ligação com qualquer ponto de vista ou doutrina ou fundamentação. Sem compromisso com Alguém que seja a verdade, não há necessidade, também, de submissão, obediência, renúncia ou qualquer ação desse tipo. A Bíblia confirma que verdade é Jesus Cristo e não uma mais uma opinião em meio às outras. E sabe o que significa isso na prática?

O missionário JN Andrews sabia o que era isso falando pragmaticamente. Enviado dos Estados Unidos para a Europa, no século XVIII, para difundir ensinamentos da Bíblia ele realmente acreditava em uma verdade. Naquela terra estranha, sem a esposa e depois de perder dois filhos, só tinha a companhia de uma outra a filha que era uma importante ajudante no trabalho de elaborar publicações sobre a Bíblia. A jovem, porém, foi acometida de tuberculose e faleceu. Mesmo assim, Andrews continuou a acreditar naquela mensagem, naquela verdade. Na minha opinião, só pode exercer confiança semelhante quem considera a verdade como muito mais do que um conceito humano.

Cada pessoa pode ficar ao lado de várias verdades nas quais acredita. Mas a Bíblia expressa verdade como Jesus Cristo, ou seja, Deus Filho, o que efetivamente tem poder para mudar a vida e transforma a mente. Claro que isso é fé. Algo que exige confiança plena, completa, sem reservas. E ousadia também. Nem todos estão ainda dispostos a dar esse passo. Mas devem ser respeitados. A relativização de tudo o que se pensa e se faz pode ser uma segurança contra dogmas fechados, mas pode ser um desprezo a algo maior do que nós mesmos, algo que transcende nossa vida por aqui.

Felipe Lemos – Jornalista e blogueiro

Fonte: Advir Blogs
(http://www.novotempo.org.br/advir/?p=2261)

Controlando as carícias


A excitação e o sensualismo são oferecidos com força cada vez maior pelos meios de comunicação, e nós, cristãos, também somos alvos disso. A sensualidade é usada para vender desde carros até sapatos, e sem notar a mente começa a ser alimentada com as insinuações, imagens e propostas que são apresentadas.

É exatamente por isso que, quando você está com sua namorada, põe para fora os desejos com os quais a mente foi alimentada.

Existem duas questões que devem ser bem observadas por você: em primeiro lugar o tipo de alimento que você está oferecendo à sua mente, e em segundo, as reais prioridades que você tem para sua vida.

É preciso lembrar sempre que você é um resultado de seus pensamentos. Quando você deixa de alimentar sua mente com as coisas de Deus e não tem tempo para a Bíblia, oração, testemunho e envolvimento com a igreja, você começa a enfraquecer sua defesa contra a tentação e abre o caminho para o inimigo. Pior ainda quando você, além disso, cria o hábito de alimentar sua mente com sensualismo através de piadas, revistas, filmes, sites, chats ou outros meios. Neste caso, você se torna um vulcão incontrolável, apenas esperando o momento para explodir. O encontro com a namorada se torna o melhor momento para tornar real o sonho e o prazer alimentados. Ellen White lembra que “A melhor maneira de evitar o desenvolvimento do mal é ocupar primeiro o terreno. São necessários o máximo cuidado e vigilância no cultivo da mente...” (Só para Jovens, 18) Ela continua alertando ainda: “Quem não deseja ser presa das armadilhas de Satanás deve guardar bem as avenidas do coração, evitando ler, ver ou ouvir qualquer coisa que sugiram pensamentos impuros”. (idem, 21)

O caminho para fortalecer a mente começa por abrir o coração a Deus e orar claramente pelo problema, sem rodeios. A ligação com Deus afasta a tentação, pois o inimigo não tem poder. Faça isso através da leitura da Bíblia, oração, testemunho e envolvimento com as coisas de Deus.

Como resultado dessa relação mais forte com Deus, você precisa mudar alguns hábitos. Podem ser filmes ou programas de televisão, quem sabe algumas piadas, revistas, lugares ou outros alimentos impuros que você pode estar colocando na mente. São esses hábitos que fortalecem a tentação. Se eles não são abandonados, acabam bloqueando o milagre de Deus.

Procure conversar, também, com sua namorada sobre a dificuldade que você está tendo para manter os limites. Isso vai servir para que vocês possam definir juntos como enfrentar a situação, e ao mesmo tempo vai lhe ajudar, também, a conhecer melhor as convicções dela sobre essa questão. Além disso, as mulheres controlam melhor seus impulsos, e por isso sua namorada pode lhe ajudar.

Por outro lado, você precisa definir muito bem o que quer para sua vida, e agir hoje de acordo com aquilo que você está buscando para o seu futuro. A Bíblia é bem clara quando diz que “Tudo o que o homem semear, isso também ceifará” (Gál. 6:7). Aliás, essa é uma regra da vida. Você planta hoje, e colhe amanhã. Se sua prioridade é construir uma relação madura, baseada no amor, compreensão e aceitação e se também quer preservar sua namorada é preciso plantar isso hoje. Deixando esses conceitos e essa visão bem claros, você vai conseguir, pela graça de Deus, administrar melhor a situação. Quando você tem prioridades claras e definidas é mais fácil ajustar suas atitudes a elas.

Procure, também, planejar bem seu namoro. Não deixe que as coisas simplesmente aconteçam, pois assim vai acontecer o que não deve. Você pode definir bem os lugares e os horários aonde vocês vão se encontrar ou ficar juntos. Essa é uma questão muito séria, por isso Ellen White diz que “É comum o hábito de ficar conversando até altas horas da noite, mas isso não agrada a Deus, mesmo se vocês dois forem cristãos” (Só para Jovens, 105). Você pode, ainda, conduzir as conversas de vocês para que não sejam provocantes. Se você toma estes cuidados já vai sentir um alivio da situação.

Deus é o maior interessado em ver você e sua namorada fiéis e felizes. Por isso lembre-se de que com ação e oração é possível mudar a situação.

Fonte:
IASD Jovem
(http://iasdjovem.blogspot.com/2009/03/namoro-como-controlar-as-caricias.html)

Cristãos no mundo pós-moderno

A pós-modernidade (termo surgido por volta da década de 1930, mas que ganhou amplitude a partir da década de 1970) trata-se de um questionamento da Idade Moderna. Para se entender o pensamento pós-moderno, é preciso vê-lo no contexto do mundo que o deu à luz, ou seja, o mundo moderno. Segundo muitos historiadores, esse período histórico nasceu no alvorecer do Iluminismo, ou mesmo antes, na Renascença, que elevara a humanidade ao centro da realidade. Foi um momento de grande otimismo, com o fortalecimento da ideia de que o ser humano poderia dominar a natureza se descobrisse os segredos dela. A religiosidade medieval teocentrista deu lugar à “religião natural” que, depois, acabou substituída pelo racionalismo cético. Acreditava-se que o conhecimento era preciso, objetivo, bom e acessível à mente humana. Assim, a felicidade repousava sobre os avanços científicos e tecnológicos (imprensa, pólvora, caravelas, motores...). Até que eclodiram as duas guerras mundiais.

A desilusão tomou conta da humanidade. “Ao evitar o mito iluminista do progresso inevitável, o pós-modernismo substitui o otimismo do último século por um pessimismo corrosivo”, afirma Stanley J. Grenz, em seu livro Pós-Modernismo (Vida Nova), p. 20. Não se tem mais certeza de que a mente humana possa organizar a realidade de maneira coesa. O que ocorre a partir daí é um “duelo de textos”, verdades relativas, pontos de vista distintos. Começam os questionamentos na área da Linguística e desconstrutivismo. As emoções e a intuição – substituindo a tão valorizada razão – passam a ser vistas como caminhos válidos para o conhecimento, que é sempre incompleto e relativo. Impera a crença no fim da verdade absoluta. O conhecimento é substituído pela interpretação. Para Jean-François Lyotard, pós-moderno é a “incredulidade em relação às metanarrativas”, ou cosmovisões (weltanschauung).

O Übermensch (super-homem) de Nietzsche (filósofo considerado precursor do pós-modernismo) se revelou frágil, e com a morte da ideia de Deus, a humanidade mal se deu conta (embalada ainda pela euforia de progresso modernista) de que morria junto a família, a moral e a esperança. Mas como viver sem esses valores?

Os pós-modernos correram para as prateleiras dos supermercados da fé na tentativa de preencher o vazio da alma com “modismos espirituais”. Como se distanciaram da crença bíblica, passaram a adotar no lugar dela (no lugar do vazio espiritual) todo tipo de irracionalismo. Ao passo que negam a historicidade de Jesus (para não dizer a divindade dEle), acreditam em duendes, cristais, Nova Era... Ao mesmo tempo em que rejeitam a fé tradicional (graças aos resquícios do pensamento iluminista dos quais talvez nem se deem conta), abraçam crendices sem fundamento racional algum. (Aliás, o próprio Jesus é esvaziado e o cristianismo se torna irracional e místico.)

Assim, de um lado está a multidão espiritualmente desnorteada tentando encontrar/escolher uma crença que lhe dê maior satisfação (numa aplicação espiritual do pensamento consumista), e, de outro, mas em menor número, os herdeiros do Iluminismo/Naturalismo, os neoateus e céticos, colocando no mesmo “saco” todo tipo de crença. Onde os cristãos – e particularmente os adventistas – se inserem nesse contexto?

Resistentes que são às verdades reveladas e às instituições religiosas, os pós-modernos precisam ver na vida dos cristãos a diferença e a relevância que eles afirmam encontrar no evangelho. Precisam ver que ainda existe esperança, mas que ela não vem da humanidade; vem do alto. Apenas o evangelho vivido sincera, genuína e experimentalmente na vida dos cristãos poderá atrair os desesperançados e desesperados pós-modernos, sempre em busca dos prazeres, do consumismo e das experiências místicas que, na verdade, só fazem aumentar o vazio existencial.

A Igreja Adventista nasceu num contexto moderno. Mas não podemos ser nostálgicos a ponto de querer retornar à modernidade. Temos que pregar o evangelho no contexto em que estamos inseridos, e esse é o pós-moderno. A apologética ainda tem o seu lugar, tendo em vista que os que desafiam as bases racionais da fé (os herdeiros do Iluminismo) continuam por aí. Por isso, os cristãos devem se valer de todos os meios possíveis para divulgar a superioridade da Bíblia Sagrada, aproveitando-se dos poderosos recursos da era da informação. Mas nunca é demais lembrar que isso não basta para o pós-moderno.

A modernidade destronou a Revelação e colocou em seu lugar a razão como árbitro da verdade – daí ser necessário, sim, usar a razão para chamar atenção à Revelação. Mas o pós-modernismo minimiza a ambas – a Revelação e a razão – e adiciona a intuição e o sentimento. E isso não é ruim, pois, na verdade, a cosmovisão cristã ultrapassa os limites da razão humana, avançando nos domínios do sobrenatural e da fé. “Além disso, os cristãos assumem uma postura cautelosa e até mesmo desconfiada em relação à razão humana. Sabemos que em decorrência da queda da humanidade, o pecado é capaz de cegar a mente humana. Estamos conscientes de que a obediência ao intelecto, às vezes, pode nos desviar de Deus e da verdade” (Pós-Modernismo, p. 237).

Se quisermos alcançar os pós-modernos, temos que ir além da mera proclamação racional da verdade. Temos que nos relacionar e mostrar a relevância prática do evangelho. Só assim as pessoas poderão ser convencidas de que, afinal, o estilo de vida proposto por Deus é o único que oferece verdadeira esperança. Vendo na vida dos cristãos a felicidade, a harmonia, a saúde, a paz – valores buscados por todos –, muitos se convencerão de que a cosmovisão bíblica não faz sentido apenas para os cristãos, mas que se trata de boas-novas para todos. Além disso, é preciso – com todo tato e respeito – mostrar as incoerências (além das potencialidades) do pós-modernismo e a impossibilidade de ajustá-lo ao dia a dia.

O projeto iluminista favoreceu o dualismo “mente” e “matéria”. A nova geração, no entanto, está cada vez mais interessada na pessoa como um todo. Os adventistas, em especial, podem dar sua contribuição apresentando a visão holística que têm do ser humano e a importância que dão à saúde e a educação integrais, ou seja, valorizando os aspectos físico, mental, espiritual e social, exatamente como Jesus fez durante Seu ministério terrestre.

Como os pós-modernos valorizam a vida em comunidade, podemos nos valer de recursos como os pequenos grupos e mesmo as tradicionais reuniões de culto (com algum tipo de reformatação, mas sem descambar para o emocionalismo neopentecostal) para mostrar que concordamos com a ideia de que os indivíduos se aproximam do saber por meio de uma estrutura cognitiva mediada pela comunidade da qual participam, que também é essencial para a formação da identidade. Na verdade, devemos deixar claro que o conceito de comunidade é extremamente valorizado nas Escrituras.

Embora entendamos que os princípios da Palavra de Deus não devam ser adaptados convenientemente às convenções e aos padrões humanos, é importante compreender o zeitgeist reinante a fim de que a proclamação do evangelho seja tornada relevante para as pessoas que vivem neste momento histórico.

Michelson Borges

Fonte: Criacionismo
(http://criacionista.blogspot.com/2009/09/cristaos-no-mundo-pos-moderno.html)

domingo, 20 de setembro de 2009

Posicione-se contra a mediocridade

Os adolescentes de hoje são fortemente induzidos a tornarem-se complacentes e sobre eles estão as pressões para se ajustarem ao tipo de comportamento da maioria dos seus companheiros de idade. O problema é que o comportamento da maioria dos adolescentes exibe um estilo de vida moral decadente e com reflexos numa fraca vida acadêmica e vocacional. São inúmeros os professores que podem contar histórias e mais histórias de adolescentes inteligentes que jamais se esforçaram para serem bons alunos. Muitos técnicos podem falar sobre atletas que têm potencial para serem excelentes no seu campo de atividade se simplesmente se dedicassem mais ao treino. Um número muito grande de patrões constantemente despede adolescentes porque estes não exibem uma ética saudável no trabalho.

Se for válido fazer, então vamos fazer certo. Quando Cristo nos pede para andar uma segunda milha, Ele nos orienta que devemos fazer um esforço extra em tudo. Precisamos ser bons em todas as coisas porque somos representantes de Cristo e nossos filhos precisam ter essa visão. Uma visão de serem embaixadores do Reino.

Como pais podem incutir nos filhos o desejo de serem bons no que fazem:

- Tome a decisão de ser modelo e ensine o compromisso de ser o melhor naquilo que você vier a fazer.

Olhe para sua própria vida: Você está satisfeito com o que você é, você explora o seu potencial, seu filho lhe vê como uma pessoa que está crescendo, trabalhadora e esforçada?

- Entenda que Deus lhe deu a responsabilidade de desenvolver o potencial de seus filhos de uma maneira plena.

Incentive-os a serem os melhores. Anime-os quando estiverem desencorajados. Ajude-os com os trabalhos escolares e projetos de aula. Insista para que os trabalhos de escola sejam feitos da melhor maneira possível.

O que causa a mediocridade nas crianças?

- Uma baixa expectativa.

Seja qual for a tarefa, estabeleça metas que façam com que seu filho se esforce (sem quebrá-lo) e insista na qualidade. Certifique-se de que eles cumprem prazos sem baixar o padrão. Ensine o princípio de aprender a ser fiel nas coisas pequenas para que assim possas ser confiável nas coisas maiores. (Mt. 25:14-30)

- Pressão do grupo.

A atitude que vale entre os adolescentes é: “ser parte do grupo não é suficiente”. Conheça os amigos dos seus filhos e encoraje-os constantemente a terem amizades com crianças que dêem valor aos estudos e à escola.

- Prêmios e motivações inadequadas.

Se seu filho fez um bom trabalho, seja generoso ao premiá-lo. Recompense tudo que demonstra que ele está indo em direção oposta à mediocridade. Louve suas conquistas e esforços em todas as áreas de sua vida, não apenas nas notas e atividades esportivas. Exija cooperação com a limpeza da casa, na administração da mesada, e na forma de se vestir e falar.

- Apoio inadequado de pessoas chaves.

Você é a pessoa chave para fazer com que seu filho se eleve acima do nível da mediocridade. Seja o fã número um do seu filho. Solicite ajuda de outras pessoas que porventura façam parte da vida dele como um professor, um treinador de esporte ou o líder da mocidade da igreja.

Autor: Junior Vieira

Fonte: Pais Cristãos
(http://paiscristaos.wordpress.com/2007/11/11/posicione-se-contra-a-mediocridade/)

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Porta Fechada

- Vamos fazer o culto aqui fora - sorriu o Sr. Nivaldo e uma expressão feliz marcou todas as rugas e seu rosto.

Parados em frente à porta da igreja, um ou dois sorriram, mas a maioria ficou com expressão consternada.

- O diácono já devia ter chegado - disse um jovem chamado Júnior.

- Ninguém mais tem a chave? - perguntou a Sra. Judite. - Eu não trouxe a minha.

Aos poucos, mais pessoas iam chegando, juntando-se ao grupo cada vez maior em frente à entrada do templo.

- Já são quase nove horas - resmungou Júnior; - é um absurdo esquecerem-se de abrir a porta.

- No fechamento da porta da graça será assim - disse Valéria, uma mulher que sempre achava uma brecha para falar sobre doutrinas. - Depois que fechar, ninguém mais entra.

Uns riram, outros ficaram sérios. Não sabiam se ela estava brincando ou se realmente estava ensinando. Quando eram nove horas, havia um bom número de pessoas em frente à igreja, entre elas a diretora da Escola Sabatina, com um monte de papéis sob o braço, batendo impaciente o solado do sapato.

Nove horas e um minuto e um casal intolerante quanto ao horário foi embora com suas Bíblias, hinários e lições debaixo do braço. Levaram consigo mais outros três irmãos.

- Nove e cinco - disse o ancião, com cara ranzinza. - Temos que lembrar de tratar sobre esse assunto na comissão da igreja. Quem está com a chave deve ter mais responsabilidade na hora de chegar.

- Lembro-me de quando não tínhamos igreja - disse o Sr. Nivaldo e apontou para uma árvore de tronco forte à direita do prédio da igreja. - Fazíamos o culto ali, diante da criação de Deus.

O Sr. Nivaldo foi até a árvore, abriu o hinário e entoou um cântico. Um grupo de irmãos o seguiu e cantaram juntos.

Nove horas e dez minutos e o carro branco do diácono estacionou na frente da igreja. De dentro dele saiu o homem de semblante impassível, sereno, com a maior parte da expressão escondida debaixo da farta barba grisalha. Todos fizeram silêncio enquanto ele caminhava calmamente por entre os irmãos, em direção à porta. Um ou outro deu um sorrizinho simpático ou um "feliz sábado" tímido enquanto ele passava.

- Precisei vir mais cedo à igreja hoje - disse ele e encostou a mão no trinco da porta. - Como voltei para casa pouco antes das nove horas, deixei a porta destrancada, apenas encostada. - Dizendo isso, empurrou a barreira e a viu deslizando suavemente pelos trilhos - Ninguém verificou se a porta estava realmente trancada?

Todos, surpresos, viram a porta se abrindo. De fato, ninguém tinha tentado abrir a entrada da igreja.

Por Denis Cruz

Fonte: Outra Leitura
(http://www.outraleitura.com.br/web/artigo.php?artigo=221:Porta_fechada)

A 'americanização' indesejável

Fazendo parte de uma sociedade moderna, que há muito deu o salto classificativo de industrializada para o tecnologicamente avançada, somos constantemente bombardeados por uma panóplia de influências, quantas vezes indecifráveis no seu todo, que nos tentam moldar o pensamento e, em última instância, as atitudes.

Creio que um dos expoentes deste fenómeno é a americanização generalizada de costumes, hábitos e estilo de vida - desde Hollywood ao MTV, passando pelo McDonald's e a Coca-Cola, quantas sociedades pelo mundo fora não estão hoje moldadas e de perfil acertado conforme a imagem americana?

Se não tinha ainda refletido nisto, veja e comprove por si próprio como nas últimas décadas as empresas americanas invadiram os mercados emergentes das novas condições políticas nos países do leste europeu, conquistando uma vitória - normalmente económica - bem mais conseguida que aquela militar que ainda hoje o seu governo procura no Iraque.

Um papel fundamental e imprescindível em todo este processo é desempenhado, como já sugeri, pelo cinema e pela televisão. Os modelos americanos - desde a tipificação de heróis e criminosos, louvores e condenações, valores e regras - são impingidos massivamente às pessoas que, na esmagadora maioria, os absorvem sem questionar para validação dos seus propósitos e vantagens.

A propaganda é tão massiva e violenta do ponto de vista da imposição de uma ideologia criada, nutrida e manipulada conforme as conveniências da sociedade dita ocidental (que, na realidade, deveríamos identificar como americana - os outros são pouco mais que meros seguidores), que não deixa hipótese a esse espaço de reflexão e análise, apelando preferentemente à emoção na exaltação de supostos valores ético-morais em detrimento de um raciocínio razoável que determine uma ação lógica - eventualmente, negativamente crítica se considerasse todos os fatores em questão.

Veja as peças jornalísticas que os mídia - os tais ditos ocidentais - nos apresentam dos eventos bélicos no Médio Oriente: ao tratar-se de um bombardeamento americano (ou da NATO, que para o efeito é o mesmo), a notícia é dada como sendo um 'ataque militar'; se, em retaliação ou não, um grupo árabe faz explodir algum dispositivo, logo isso é introduzido nas casas das pessoas como sendo um 'atentado terrorista'. No primeiro caso, as baixas humanas não previstas são 'danos colaterais'; no segundo, são uma 'atitude bárbara' fruto de um radicalismo que é preciso a todo o custo eliminar...

E, se tanto se apregoam, exaltam e assumem os valores defendidos pelos tais ocidentais, alguém se deu ao trabalho de os questionar e rever, principalmente no seu aspeto prático (o que, tão bem fazemos com valores dos outros...)? Se não, sugiro algumas comparações.

Numa sociedade que se diz moral, poder-se-á permitir a proliferação chocante de pornografia e outros vícios que nada mais fazem do que degradar o ser humano a uma condição quase animal? Pois bem, sabia que isso mesmo é veementemente condenado e não permitido em muitos países não ocidentais, não cristãos, os mesmo aos quais o ocidente impinge a imagem de inimigo a abater?

Mais: porque os defensores da moralidade ocidental, tão superior na sua aparência, permitem que a mulher, e a sua figura, seja vulgarizada e banalizada em corpos nus ou semi-nus de filmes e anúncios publicitários, reduzindo-a a um mero objeto comercial que se vende e revende como qualquer mercadoria? Não deveriam eles saber que muitos dos outros, dos inimigos, proíbem a exposição da mulher nessas condições, protegendo-a?

Devo assumir que alguns métodos e a prática real não são tão linearmente inatacáveis quanto este texto poderá, erradamente, induzir. Exageros, alguns graves, são levados a efeito. Mas porque razão somos tão implacáveis em condenar os outros que, por alguma razão (religiosa, cultural, etc.) achamos diferentes, quando em tantas questões são bem mais morais?

E se o leitor encontra, desde já, argumentos e casos concretos que são condenáveis nos tais outros, quero dizer-lhe: tem razão, é verdade! Mas, pergunto: será só neles que podemos fazer esse exercício? Será só nos outros que encontramos grandes atentados aos valores humanos que tanto elogiamos no ocidente?

Ah, pois! Não somos invadidos com outra cultura que não seja a americana, a tal ocidental, civilizada, onde supostamente estão todos os bons da fita! E, neste aspeto, os outros, os maus, estão em desvantagem, porque não podem sequer demonstrar que também conseguem ser bonzinhos. Nem que seja só em algumas coisas.

A americanização do mundo, processo com mais de dois séculos, trouxe elementos importantes: a liberdade individual, nomeadamente de expressão e religiosa, foi um deles, e de valor inestimável. Mas parte do percurso proposto também está enfermo com alguns contributos indesejáveis que roçam a intolerância, talvez mesmo arriscando a cegueira do discernimento coerente.

Jesus disse bem: 'porque reparas tu no argueiro que está no olho do teu irmão, e não vês a trave que está no teu olho?' (Mateus 7:3).

Pense nisto. Para com todos os povos e culturas deste mundo que Deus quer salvar.

Fonte: O Tempo Final
(http://otempofinal.blogspot.com/2009/09/americanizacao-indesejavel.html)

sábado, 5 de setembro de 2009

Discípulos em Jerusalém

A Igreja Adventista de hoje é, creio, muito diferente daquela de há poucas décadas. O mundo mudou - e de que maneira - e a igreja também. E se muitas mudanças lhe podemos reconhecer, uma quero destacar: devido ao grande crescimento da Igreja, uma boa parte dos membros são Adventistas há relativamente pouco tempo.

Não tenho a mínima dúvida que esta tendência não apenas continuará como também se acentuará cada vez mais à medida que nos aproximamos do último dia da História - mais do que a estatística de nosso crescimento, a promessa da grandiosa obra que Deus efetuará serve de prova a isso mesmo.

Neste cenário, muitos desafios se colocam. Começando logo, pela nossa própria identidade, que não deve, nem pode, ser colocada em causa.

Recordo uma história significativa de uma campanha evangelística na Índia, na qual centenas de pessoas aceitaram Jesus através do batismo. Mas, exigiram ser batizadas nas águas do Ganges por se tratarem de águas abençoadas - segundo a cultura hindu, claro está! Enraizado durante gerações, esse hábito (para alguns doutrina ou mesmo filosofia de vida) não desapareceu de um momento para o outro. Da mesma forma, uma irmão da minha igreja confessou que quando se converteu à fé Adventista, há 30 anos, facilmente abandonou o cigarro mas manteve durante algum tempo certas reservas em relação à falsidade bíblica das manifestações marianas, muito populares em Portugal pelas aparições em Fátima.

E quando uma família inteira se converte, sem que nas suas relações mais próximas encontre pessoas que lhe sirva de referência para o novo estilo de vida que os identificará nitidamente como Adventistas do Sétimo Dia? A decisão e adaptação às mudanças que a nova fé impele pode tornar-se mais lenta e custosa e provocar algum choque, de todo desnecessário. Mas este é um processo incontornável; se o crente entra numa nova vida, algo, por vezes muito, tem mesmo de mudar.

Estes são alguns desafios que a igreja atual enfrenta. Repare, caro leitor, que digo a igreja enfrenta e não os novos membros enfrentam. Porque este é um assunto que deve ocupar aqueles que há mais tempo fazem parte desta fé.

Quero sugerir que cumpre àqueles que estão estabelecidos na fé Adventista há mais tempo, servirem de professores e instrutores para que novos irmãos e famílias se tornem Adventistas do Sétimo Dia de fato na sua vida diária e não apenas num certificado de batismo ou ao Sábado de manhã.

Quantos irmãos se batizam alegre e fervorosamente para logo de seguida, passado relativamente pouco tempo se sentirem abandonados pela igreja? Devemos lembrar-nos que eles estavam habituados a serem acarinhados e instruídos no conhecimento bíblico que, finalmente, levou à decisão do batismo. E será que essa instrução termina nesse belo ato? Será que não há necessidade de uma continuidade responsável no seu acompanhamento para que além de entrarem para a igreja se firmem nela também?

Tive o privilégio de nascer numa família Adventista. Por isso, sempre observamos o Sábado, sempre nos alimentamos segundo as normas bíblicas, etc.. Mas sei que para alguns novos irmãos, essas podem ser mudanças profundas que, embora as aceitem e desejem praticar, podem por vezes ser dificultadas por alguns obstáculos normais; e quão mais fácil lhes é de os ultrapassar se devidamente apoiados e suportados pelos irmãos mais experientes!

Consequentemente, estaremos a providenciar que não se percam os traços identificativos e distintos do nosso estilo de vida e modo de proceder, em relação àquilo que são as práticas que gostamos de chamar do mundo. Protegemos a igreja contra a invasão de hábitos que, como povo, nunca foram nossos e que jamais devem ser!

Sim, a missão do discípulo de Cristo não é apenas levar o evangelho a quem não o conhece mas também mantê-lo naqueles que o aceitam! Veja como Paulo ensinou este procedimento em I Tessalonicenses 3.

Se nos sentimos tão felizes e vitoriosos sobre o inimigo de Deus cada vez que uma alma se entrega a Jesus através das águas batismais e se torna membro da Igreja Adventista, não será o contrário uma derrota e tristeza para a igreja...?

Jesus deu ordem aos seus Seguidores para serem Suas 'testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra' (Atos 1:8). Ou seja, primeiro dentro de casa ('Jerusalém'), depois nos arredores e por todo o lado...

Fonte: O Tempo Final
(http://otempofinal.blogspot.com/2009/09/discipulos-ca-dentro.html)

Nota CC: Esse post é, com toda certeza, muito propício. Em nosso cotidiano falamos sempre na tarefa que Deus nos deixou para terminar, levar as promessas do reino a todo o mundo. Mas, por vezes, em algum momento do percuso, acabamos por falhar com os que são "de casa", que o Senhor capacite a cada um de nós para repensar esse tido de atitude.