terça-feira, 16 de junho de 2009

O problema NÃO é a bateria

O problema não está na utilização de um instrumento musical, no estilo de adoração, na alimentação etc... O problema jaz na edificação de um novo princípio de contemplação de Deus, ou seja, modificou-se a abordagem do Divino, á partir do humano.

Os adventistas do século XXI infelizmente são a segunda ou terceira geração de um pensamento não resolvido quanto o impacto da adoração pentecostal que, à altura permeava o mundo evangélico de então. Ao volvermos os olhos do contemporâneo ao anterior, vemos que o adventista, desde então, não soube administrar, ou reagir diante da explosão pentecostal. Singular é o modo de leitura do mundo cristão que foi adotado desde então. A prova disto foi a "crise de identidade musical" da igreja após o boom adventista do final dos anos 80 e início dos anos 90. Quero dizer que o princípio musical sobre o qual ora edificamos é diverso daquele que prevalecia anteriormente, ou seja, essa crise de identidade musical transita sobre o temor do ostracismo na música adventista perante a adoração pentecostal que, totalmente sem critério, conquistava diversas classes e religiosos.

A questão crucial não jaz na existência ou utilização de um instrumento musical, simplesmente, mas numa mudança de princípios e objetivos no tocante à própria adoração como fim em si mesma. O adventismo do século XXI foi, com toda certeza, contaminado, em sua adoração musical, pelo louvor espúrio da comunidade pentecostal. Pessoalmente, creio que as questões que envolvem a utilização da música na igreja, já nem passam mais pelo crivo dos teólogos, mas contém penas um caráter administrativo, e em essência capitalista. Explico: De onde tiraram esta idéia de "viver da música"? Conhece alguém, na história do cristianismo, que fez tal afirmação? O adventismo (musicalmente falando) é apenas produto de merchandising e, sem querer ser leviano, absolutamente descartável e "biodegradável". Prova disso: Faça-se a mais superficial pesquisa na hinologia adventista comparando-se a produção musical contemporânea e pergunto? Qual o percentual de produção musical adventista que não está ancorado em criação estadunidense pentecostal do início dos anos 90 ou fins dos anos 80? Quais são os ícones da cultura musical daqueles que produzem ou executam música em nossas igrejas? Por aí vão: Michael W. Smith; Bill Gaither; um sem número de quartetos pentecostais, Sandy Patty; Ray Boltz, Accappella e, mais recentemente David Phelps, Avalon, Hillsong... Ou seja, estamos amalgamados com pressupostos músico-teológicos que não refletem nossos valores espirituais. Explico: Michael W Smith e David Phelps fazem shows e lá estão adventistas dizendo amém para todas aquela monstruosidades teológicas que carregam.

A falta de espiritualidade na música adventista foi contaminada pelo liberalismo que, inconscientemente absorvemos após tanto tempo de exposição a estes venenos. O pentecostalismo pressionou o adventismo exatamente quando estávamos expostos em identidade! A tragédia contemporânea da musica adventista tem raízes muito mais profundas do que aquilo que se pode ver na superfície. A ponta deste "iceberg" são as discussões e rivalidades que passam por este e por tantos outros blogs e sites na web. Sem dogmatizar:/ Penso que ainda trata-se de um conflito ente luz e trevas que ficará renhido á ponto de determinar separação e segregação. O importante agora é DEFINIÇÃO. Não estou falando de guerra irmão contra irmão! Estou falando de uma batalha contra os principados e potestades que atuam nos filhos da desobediência. Qual seu lado?

Evanildo Carvalho

Nota: Com relação ao mundo "gospel" deixo a palavra de Deus falar: "Se alguém vem ter convosco e não traz esta doutrina, não o recebais em casa, nem lhe deis as boas-vindas. Porquanto aquele que lhe dá boas-vindas faz-se cúmplice das suas obras más." (2° João 10-11)

Mas ainda assim recomendo a leitura dos artigos: Música gospel, adoração a quem? Parte 1 e Música gospel, adoração a quem? Parte 2

Fonte: Literalmente Verdade
(http://literalmenteverdade.blogspot.com/2009/06/o-problema-nao-e-bateria.html)

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