terça-feira, 30 de junho de 2009

Denominações Reagem à Perda de Membros

Após perder aproximadamente 25% dos seus membros nas últimas décadas, a igreja Metodista (United Methodist Church), apontada como a maior denominação protestante tradicional, decidiu investir $20 milhões em uma nova campanha de marketing que inclui website, televisão e equipes de rua para mudar a imagem da igreja.

"E se a igreja não fosse um prédio, mas milhares de portas? Cada uma dando acesso a um conceito ou experiência diferente de igreja? Você viria?", diz o site.

A igreja Luterana (Evangelical Lutheran Church), outra denominação protestante importante nos Estados Unidos, também têm colocado propaganda na televisão sobre a sua obra assistencial e encorajando os membros a sentirem orgulho e compartilharem a sua experiência com amigos.

A igreja Episcopal lançou recentemente um website chamado "I am Episcopalian", onde 500 mil pessoas colocaram vídeos falando da sua fé.

A igreja Batista do Sul recentemente obteve o resultado de uma pesquisa da LifeWay Research concluindo que a igreja poderá perder quase 50% dos membros até o ano 2050 se não reverter a imagem de ser uma igreja para pessoas idosas e predominantemente brancas.

Segundo Stephen Prothero, professor de religião na Universidade de Boston, as igrejas tradicionais estão tentando se reinventar. Estratégias empreendedoras mais típicas das megaigrejas evangélicas que focalizam a experiência do membro estão sendo adotadas pelas denominações tradicionais.

Seguindo tendências atuais entre os jovens americanos de interesse em assuntos globais e justiça social, a igreja Metodista está mostrando projetos ao redor do mundo, enquanto a igreja Luterana apresenta projetos assistenciais nos Estados Unidos e projetos missionários no Senegal.

Prothero acredita, no entanto, que essas denominações terão que fazer algo mais para se diferenciar da cultura, assim como as religiões que têm crescido. "O problema com o Protestantismo tradicional é que ele é muito parecido com a America tradicional."

Leia Dan Gilgoff, "Churches Fight Back Against Shrinking Membership", US News & World Report (3/6/09).

Fonte:
Crescimento da Igreja
(http://mecdias.blogspot.com/2009/06/denominacoes-reagem-perda-de-membros.html)

domingo, 28 de junho de 2009

Estudo mostra peso negativo do consumo de álcool para a saúde mundial

Uma em cada 25 mortes no planeta pode ser atribuída à bebida.

No geral, impacto deletério do alcoolismo equivale ao do tabaco.

Bebida recreativa é, infelizmente, apenas um dos lados da moeda (Foto: Reprodução)
Embora o uso de álcool ainda seja muito aceito e até incentivado socialmente no mundo todo, seus efeitos negativos para a saúde são, em geral, tão ruins quanto os do cigarro. Uma em cada 25 mortes no planeta podem ser atribuídas ao seu consumo, de acordo com uma pesquisa publicada nesta semana na revista médica "Lancet", quantificando o impacto global da bebida sobre a saúde humana.

Ainda de acordo com a pesquisa, coordenada por Jürgen Rehm, do Centro de Estudos sobre Vício e Saúde Mental de Toronto (Canadá), 5% dos anos de vida com algum tipo de de deficiência planeta afora também estão relacionados com o consumo de álcool. Quanto maior o consumo médio, maior o risco de problemas de saúde, e o efeito é ainda maior em populações pobres e marginalizadas.

Os pesquisadores também avaliam que, apesar dos aparentes efeitos benéficos para a saúde ligados ao consumo constante e moderado de álcool, o saldo da bebida é muito mais negativo do que positivo, em especial entre os homens.

Além de doenças diretamente relacionadas ao álcool, como problemas de fígado, alguns dos males ligados à bebida são tumores de boca, garganta, do cólon e do reto, de mama; depressão, derrames; além de acidentes de trânsito e violência, entre outros. O consumo médio per capita no mundo é de 6,2 litros de etanol puro por ano, com valores próximos de 12 litros anuais na Europa, os campeões da bebedeira. Na antiga União Soviética o caso é o mais dramático: 15% das mortes estão associadas ao alcoolismo.

Fonte Portal G1

Nota: Uma mulher semi-analfabeta falou a respeito dos resultados nocivos do álcool na saúde do ser humano a cerca de 150 anos atrás. Chamava-se ela: Ellen G. White.

Fonte: Resta Uma Esperança
(http://restaumaesperanca.blogspot.com/2009/06/estudo-mostra-peso-negativo-do-consumo.html)

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Perseguição e Reavivamento




Nota DDP: Não, como muitos sabem, ele não é adventista do sétimo dia. Mas parece-me mais adventista que muitos de nós, porque prega muito do que deveríamos estar pregando.

Nota GGT: Deus levantará nos últimos dias pessoas que serão tão firmes aos princípios quanto a bússula é ao polo. Esta firmeza despertará a fúria do dragão e perseguições de todos os tipos se levantarão. Mas é melhor sofrer com Cristo do que ser feliz e satisfeito sem Ele. Em breve acontecimentos maiores sobrevirão ao mundo que pena nenhuma poderá descrever. Portanto nos preparemos desde já.

Fontes:
Diário da Profecia e Gilberto Theiss

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Pessoas com maiores propósitos na vida vivem mais

Ter um propósito na vida está associado a menores taxas de mortalidade entre os idosos, segundo estudo da Universidade Rush, nos EUA. "Um propósito na vida reflete a tendência de aferir significado das experiências de vida e ser focado e planejado", destacou a pesquisadora Patricia A. Boyle. A análise de mais de 1,2 mil idosos que não tinham demência indicou que aqueles que relatavam terem propósitos maiores na vida tinham a metade do risco de morte, comparados aos voluntários com menos propósitos. E os resultados persistiam após os pesquisadores considerarem renda, sintomas depressivos, incapacidade, neuroticismo e número de condições médicas.

Segundo os autores, a mortalidade foi mais significativamente associada a três itens do questionário de propósito na vida, que mediu a concordância dos participantes às seguintes questões: "algumas vezes, sinto como se eu já tivesse feito tudo que há a fazer na vida"; "eu costumava propor metas para mim mesmo, mas que agora parecem perda de tempo"; "minhas atividades diárias frequentemente parecem triviais e sem importância para mim".

"Estamos animados com essas descobertas, porque sugerem que fatores positivos, como ter um senso de propósito na vida, são importantes contribuintes para a saúde", destacaram os autores. Porém, os pesquisadores admitem que mais estudos são necessários para avaliar se outras características demográficas podem modificar a relação entre propósitos de vida e mortalidade e para observar se isso pode ser modificado.

(Rush University Medical Center, 12 de junho de 2009)

Nota: Quando li essa matéria, lembrei-me das pesquisas do psicanalista Viktor Frankl. Durante sua estada em campos de concentração nazistas, ele percebeu que os presos que mantinham viva a esperança e que tinham propósitos acabavam tendo maiores chances de sobreviver. E que maior propósito do que se preparar e modelar o caráter para herdar a vida eterna? O livro Nisto Cremos, página 496, traz interessante comparação a esse respeito: "O homem sábio terá mais cuidado em esculpir uma estátua no mármore do que em fabricar um boneco de neve." Ou seja, o cristão que planeja viver para sempre, naturalmente estruturará sua vida com maior cuidado do que a pessoa que imagina ser descartável, que vive apenas para este mundo.[MB]

Fonte: Criacionismo
(http://criacionista.blogspot.com/2009/06/pessoas-com-maiores-propositos-na-vida.html)

Nosso Nome Denominacional

Foi-me mostrado o modo por que o povo remanescente de Deus obteve seu nome. Duas classes de pessoas me foram apresentadas. Uma abrangia as grandes corporações de cristãos professos. Estes tripudiavam sobre a lei divina, inclinando-se diante de uma instituição papal. Observavam o primeiro dia da semana em vez do sábado do Senhor. A outra classe, posto que pequena em número, tributava obediência ao grande Legislador. Estes guardavam o quarto mandamento. As feições peculiares e preeminentes de sua fé são a observância do sétimo dia e a expectativa da volta de Cristo nas nuvens do céu.

Não podemos adotar outro nome mais apropriado do que esse que concorda com a nossa profissão, exprime a nossa fé e nos caracteriza como povo peculiar. O nome Adventista do Sétimo Dia é uma contínua repreensão ao mundo protestante. É aqui que está a linha divisória entre os que adoram a Deus e os que adoram a besta e recebem seu sinal. O grande conflito é entre os mandamentos de Deus e as exigências da besta. E porque os santos guardam todos os mandamentos de Deus, que o dragão lhes move guerra. Se rebaixassem seu padrão e cedessem nas particularidades de sua fé, o dragão estaria satisfeito; mas provocam sua ira por ousarem exaltar o padrão e promover o estandarte de oposição ao mundo protestante que reverencia uma instituição do papado.

O nome Adventista do Sétimo Dia exibe o verdadeiro caráter de nossa fé e será próprio para persuadir aos espíritos indagadores. Como uma flecha da aljava do Senhor, fere os transgressores da lei divina, induzindo ao arrependimento e à fé no Senhor Jesus Cristo.

Foi-me mostrado que quase todos os fanáticos, que surgem, no desejo de ocultar seus verdadeiros sentimentos a fim de iludir outros, afirmam pertencer à igreja de Deus. Esse nome havia por isso de despertar imediatamente suspeitas, porque é usado para ocultar os erros mais absurdos. É demasiadamente vago para designar o povo remanescente de Deus. Demais, daria lugar à suspeita de que temos uma fé que desejamos ocultar. Testimonies, vol. 1, págs. 223 e 224.

Somos adventistas do sétimo dia. Evergonhamo-nos, acaso, de nosso nome? Respondemos: “Não, não! Não nos envergonhamos. É o nome que o Senhor nos deu. Esse nome indica a verdade que deve ser o teste das igrejas.” Carta 110, 1902.

Somos adventistas do sétimo dia, e desse nome nunca nos devemos envergonhar. Cumpre-nos, como um povo tomar firme posição ao lado da verdade e da justiça. Assim glorificaremos a Deus. Havemos de ser livrados de perigos, e não enredados nem corrompidos por eles. Para que isso aconteça, precisamos olhar sempre a Jesus, Autor e Consumador de nossa fé. Carta 106, 1903.

Extraído do livro A Igreja Remanescente, páginas 65 e 66, escrito por Ellen White.

Fonte: Sétimo Dia

segunda-feira, 22 de junho de 2009

A Música na Escatologia de Ellen G. White

Introdução

A música não figura entre os eventos escatológicos. No entanto, EGW chama a atenção e nos alerta quanto ao papel que a música desempenhará nos acontecimentos finais da história dessa terra.

Na igreja, a música está intimamente ligada ao culto. É o veículo pelo qual se expressa o sentimento na adoração. Canta-se para louvar a Deus como Criador e Redentor. Para fortalecer a fé, para comunicar esperança ao cansado e oprimido. Em certo sentido, na cultura ocidental, é o elemento que dá beleza e significado ao culto. “É através da música que os nossos louvores se erguem Àquele que é a personificação da pureza e harmonia.”¹

Adoração

A essência das três mensagens angélicas de Apocalipse 14 é a adoração a Deus versus adoração à besta e à sua imagem. A primeira justifica a razão pela qual Deus deve ser adorado. Ele é o criador. A segunda mostra que a confederação maligna cognominada de Babilônia, faliu. Em outras palavras, porque adorá-la? Mas se alguém insiste em fazê-lo, a última mensagem declara que será responsável direto pela decisão tomada. “Também esse beberá do vinho da cólera de Deus, preparado, sem mistura, do cálice da sua ira, e será atormentado com fogo e enxofre, diante dos santos anjos e na presença do Cordeiro. A fumaça do seu tormento sobe pelos séculos dos séculos, e não têm descanso algum, nem de dia nem de noite, os adoradores da besta e da sua imagem e quem quer que receba a marca do seu nome.” (Ap. 14:10-11) Portanto, não adore a besta nem sua imagem. É insensatez.

Lúcifer desejou ser igual a Deus. Cobiçou as honras e as glórias devidas somente ao Criador (Is. 14:13-14). Sua concupiscência o leva a ser expulso do céu acompanhado da terça parte dos anjos que aderiram suas idéias (Ap. 12:3-4 e 7-9). Estabelece nessa terra seu quartel general estabelecendo aqui um sistema de culto e adoração a si mesmo. “...Ai da terra e do mar, pois o diabo desceu até vós, cheio de grande cólera, sabendo que pouco tempo lhe resta.” (Ap. 12:12). No monte da tentação revelou sua sede por adoração, oferecendo a Jesus os reinos desse mundo em troca da adoração (Mt.4:9).

Pelos séculos, o grande conflito cósmico criado por Lúcifer contra Deus tem como centro: Quem será adorado? Quem será reconhecido?

Este poder antagônico não suporta pessoas que se atrevem a adorar a Deus. Faz o que pode para destruir a beleza e a santidade do verdadeiro culto. Infiltra-se. Influencia pessoas receptivas. Atrapalha. Desvirtua como pode transformando em maldição aquilo que seria uma bênção. Sobretudo na música, pela relevância que ocupa na forma como se adora no mundo ocidental. “Satanás opera entre a algazarra e a confusão de tal música, a qual, devidamente dirigida, seria um louvor e glória para Deus. Ele torna seu efeito qual venenoso aguilhão da serpente.”²

O Adventismo do Sétimo Dia

Do movimento religioso do século XIX na América do Norte, conhecido como milerismo, surgiu a Igreja Adventista do Sétimo Dia.³ Esta igreja, em sua história, tem-se caracterizado como um movimento de restauração de verdades da Palavra de Deus e como tal, tem sido uma pedra no sapato do diabo. Em contrapartida, ele tem declarado uma guerra aberta e sem tréguas a este remanescente da mulher que (1) guarda os mandamentos de Deus e (2) tem o testemunho de Jesus (Ap. 12:17; 14:12; 19:10).

A Igreja Adventista do Sétimo Dia tem duas armas poderosíssimas no grande conflito contra o mal. (1) O espírito de Submissão a Deus na obediência aos Seus mandamentos e (2) a orientação profética através da qual Deus a conduz evitando distorções e alertando quanto às armadilhas e minas ao longo do caminho.

Este bom espírito a tem preservado ao longo de sua história, de muitas heresias e tendências destruidoras. Não sem lutas ou perdas, mas a confiança na palavra profética das Escrituras Sagradas e de Ellen G. White tem sido um guardião.4

Doutrina da Carne Santa

Em 1898 surgiu na Associação de Indiana, nos Estados Unidos, um movimento herético conhecido como doutrina da carne santa. Foi desenvolvido e divulgado pela liderança da Igreja. S.S. Davis e R.S. Donnell respectivamente evangelista e presidente do campo. 5

A doutrina principal do movimento era a crença de que Jesus ao passar pela experiência do Getsêmani, havia obtido carne santa como a que Adão possuía antes da queda.6 Declaravam então, que cada pessoa que segue o Salvador precisa obter a mesma natureza física como preparo para a transladação.7 Uma vez obtida carne santa, a pessoa não mais pecaria, não passaria pela morte sendo transladada viva para os céus à semelhança de Enoc e Elias. 8

Esta heresia afetou diretamente o estilo de adoração desenvolvida por este grupo, pois ali, buscavam a experiência desejada. Faziam longas orações, tinham música instrumental muito alta com abundante uso de instrumentos de percussão, excitação e sermões histéricos.9

A experiência de obter a carne santa precisava ser demonstrada fisicamente¹º e o estilo de adoração ajudava-os na obtenção do êxtase desejado. As massas então eram manipuladas em suas emoções levando as pessoas a um estado de delírio. Em transe, muitas caiam no chão, ao que eram levadas à plataforma. Ali, eram rodeadas por um grupo de pessoas gritando glória a Deus enquanto outros oravam e cantavam histericamente. Quando recobravam a consciência dizia-se-lhes terem passado pela experiência do jardim tendo agora uma carne santa. ¹¹

Testemunhas oculares na Campal de Muncie

Os adeptos do movimento da doutrina da carne santa organizaram uma grande Campal de 13 a 23 de Setembro de 1900 em Muncie, Indiana.

A Associação da Igreja Adventista do Sétimo Dia enviou dois pastores como visitas a essas reuniões. Foram os pastores S.N. Haskell e A.J. Breed que Arthur White declara não terem sido bem recebidos. “As pessoas foram alertadas de que esses dois irmãos não haviam passado por essa experiência e que por isso, não se deviam deixar influenciar por eles.” ¹²

Haskeel relatou o que vira e sentira naquelas reuniões em duas cartas escritas à Ellen White. Ambas datadas de 25 de Setembro de 1900, dois dias após o término da Campal. Na primeira se atém a descrever o que ali vira em termos de demonstração física e estilo de adoração. Esta carta foi enviada a Sra. White, em mãos de seu filho Edson, quando viajou para a costa ocidental do país para recebê-la vindo da Austrália.¹³ Na segunda carta, Haskeel analisa questões teológicas do movimento, sobretudo a forma como consideravam a natureza de Jesus. Esta é enviada a Ellen White pelo correio, endereçada à sua residência em Elmshaven, em Santa Helena, Califórnia, onde fixou residência até sua morte em 1915.

Na primeira carta, que Ellen White recebe das mãos do filho, tão logo chegue aos Estados Unidos, Haskeel declara nunca ter visto nada semelhante. Fala de um forte poder que dominava as pessoas naquelas reuniões. Descreve a intensidade dos êxtases com as pessoas gritando a ponto de perderem os sentidos. As músicas eram excessivamente altas e ruidosas. As pessoas não conseguirem ouvir umas às outras. Tinham instrumentos musicais variados destacando os de percussão como um tambor surdo, pandeiros e outros tipos de tambores. Percebia que as pessoas eram manipuladas pela música ao frenesi.14

Em 10 de outubro de 1900, Ellen White responde a primeira carta de Haskeel.15 A maior parte de seu conteúdo está no livro Mensagens Escolhidas volume dois às páginas 36 a 39.16

A mensagem que aparece nessa carta é incisiva e direta. Parece ter sido esse o estilo de Ellen White quando trata de enfrentar heresias que ameaçam o povo de Deus. As descrições de Haskeel não a tomam de surpresa. “Em Janeiro último”, declara por três vezes, quando ainda estava na Austrália, “foi-me apresentado”... “o Senhor mostrou-me”...”me foram apresentadas...”17

Analisando a forma como escreve a Haskeel, percebe-se claramente uma linguagem escatológica. No contexto dessa carta, vê-se um profeta exercendo seu papel de revelador do futuro. Não que tenha a pretensão de fazê-lo, mas na autoridade da revelação recebida. Daí a relevância do conteúdo revelado.

Análise das Expressões Escatológicas da Carta

“As coisas que descrevestes como ocorrendo em Indiana, o Senhor revelou-me que haviam de ocorrer imediatamente antes da terminação da graça.”(36)

Aqui está a escatologia. “Antes da terminação da graça” declara, vai acontecer algo semelhante ao que aconteceu em Indiana. Àquilo que Haskeel vira e que lhe descrevera.

Mas o que especificamente ocorrerá. Ela responde: “Demonstrar-se-á tudo quanto é estranho. Haverá gritos com tambores, música e dança. Os sentidos dos seres racionais ficarão tão confundidos que não se pode confiar neles quanto a decisões retas. E isto será chamado operação do Espírito Santo.” (36) Reavivamento esperado no tempo do fim.

1) - Haverá muitas coisas estranhas...
2) - Haverá gritos com tambores, música e dança...
3) - Os sentidos dos seres racionais ficarão confundidos...
4) - Não será possível confiar nas pessoas quanto a decisões retas...
5) - Chamarão isso e operação do Espírito Santo...

A mim me parece que a confusão dos sentidos é resultado do êxtase criado pelos tambores, pela música e pela dança. Pessoas envolvidas nesse processo perdem o discernimento quanto a decisões retas.

Kurt Pahlen declara que “A música age sobre o indivíduo e a massa; encontra-se não somente na história das revoluções senão também nas psicoses de guerra. A música é, nas mãos dos homens, um feitiço; o seu efeito se estende desde o despertar dos mais nobres sentimentos até o desencadeamento dos mais baixos instintos, desde a concentração devotada até a perda da consciência que parece embriaguez, desde a veneração religiosa até a mais brutal sensualidade.” 18

Orientações Proféticas


O papel do profeta não é meramente mostrar o futuro revelado, mas orientar para que quando o futuro se torne presente, os filhos de Deus, sensíveis à voz da profecia, possam saber como agir e que decisões tomar. É exatamente isso que Ellen White faz na carta a Haskeel.

O êxtase criado pelo estilo de música seria chamado de operação do Espírito Santo. Ellen White é insisiva: “O Espírito Santo nunca Se revela por tais métodos, em tal balbúrdia de ruído. Isso é uma invenção de Satanás...” (36) “O Espírito Santo nada tem que ver com tal confusão de ruído e multidão de sons como me foram apresentadas em janeiro último. Satanás opera entre a algazarra e a confusão de tal música, a qual, devidamente dirigida, seria um louvor e glória para Deus. Ele torna seu efeito qual venenoso aguilhão da serpente.” (37)

O que as pessoas confusas e sem discernimento chamam de obra do Espírito Santo é em realidade operação satânica com fins e propósitos bem definidos: “... para (1) encobrir seus engenhosos métodos para (2) anular o efeito da pura, sincera, elevadora, enobrecedora e santificante verdade para este tempo.” (36) Por inferência pode-se ainda deduzir de que tem o objetivo de (3) desonrar a Deus. Uma vez que se a música fosse “devidamente dirigida, seria um louvor e glória para Deus.” (37) Para (4) anular o efeito que a música bem dirigida faria sobre as pessoas.

Declara que “É melhor nunca ter o culto do Senhor misturado com música do que usar instrumentos músicos para fazer a obra que, foi-me apresentado em janeiro último, seria introduzida em nossas reuniões campais.” (36)

Ellen White foi uma defensora do uso da música no culto do Senhor. Inclusive com instrumentos musicais.19 Mas quando se trata do mau uso da música é melhor adorar a Deus sem música do que usar este tipo de música usada na Campal de Indiana pelos adeptos da doutrina da carne santa e que ocorreria outra vez antes da terminação da graça.

Para executar esta declaração necessita-se discernimento espiritual. Uma mente confusa, desconectada com as coisas do céu não consegue saber quando e o que usar.

Algumas pessoas preferem ter qualquer tipo de música no culto do que não ter música nenhuma. Segundo Ellen White porque é melhor não ter certos tipos de música no culto? Porque “a verdade para este tempo não necessita nada dessa espécie em sua obra de converter almas. Uma balbúrdia de barulho choca os sentidos e perverte aquilo que, se devidamente dirigido, seria uma bênção. As forças dos agentes satânicos misturam-se com o alarido e barulho, para ter um carnaval, e isto é chamado de operação do Espírito Santo.” (36)

Sistematizando as razões

1) - “A verdade para este tempo não necessita nada dessa espécie em sua obra de converter almas.” Não é assim que muitos pensam. Justificam o uso de qualquer tipo de música importando que tenha letra religiosa com fins missionários. A clareza do texto me leva a crer que nossa obra não necessita dessa metodologia de marketing adotado pelas igrejas que não tem a luz que como adventistas do sétimo dia temos. No livro evangelismo encontra-se a idéia de que “quanto mais perto o povo de Deus se puder aproximar do canto correto, harmonioso, tanto mais é Ele glorificado, a igreja beneficiada e os incrédulos favoravelmente impressionados.”²º

2) - “Uma balbúrdia de barulho choca os sentidos e perverte aquilo que, se devidamente dirigido, seria uma bênção.” A música barulhenta e ruidosa é uma perversão. Ao afetar os sentidos das pessoas acaba sendo uma maldição quando se executada corretamente seria uma bênção. Por isso é melhor ter o culto do Senhor sem música, do que com música desse tipo.

3) - “As forças dos agentes satânicos misturam-se com o alarido e barulho, para ter um carnaval, e isto é chamado de operação do Espírito Santo.” O alarido e o barulho são elementos próprios do reino do mau e quando a música da igreja tem essas características, eles se misturam criando uma situação interpretada por alguns como operação do Espírito Santo.

Eis o perigo para o qual Deus nos adverte. As músicas ruidosas, barulhentas, semelhantes às que usavam os seguidores da doutrina da carne santa, cria um reavivamento falsificado entendido por muitos como obra do Espírito Santo. Quem interpretaria algo ruim como obra do Espírito Santo? Haskeel declarara que nas reuniões da campal de Indiana, havia um grande poder. As pessoas achavam que era de Deus, mas estavam enganadas. Era obra de Satanás. Tal como lá, igualmente antes do término da graça, as pessoas serão enganadas em sua percepção entendendo que o êxtase gerado pela música seja interpretado como trabalho do Espírito Santo.

Outra declaração pela qual dever-se-ia fugir dessa coisa que se manifestará no fim seria: “Ao findar a reunião campal, o bem que devia haver sido feito e poderia havê-lo sido pela apresentação da verdade sagrada, não se realiza. Os que participam do suposto reavivamento recebem impressões que os levam ao sabor do vento. Não podem dizer o que sabiam anteriormente quanto aos princípios bíblicos.” (37) Tudo o que se consegue em tal êxtase, se perde rapidamente. As impressões são passageiras. As pessoas não sabem dizer o que conhecem acerca dos princípios da Bíblia.

“Nenhuma animação deve ser dada a tal espécie de culto.”(37) Isso é, não devem ser promovidos, incentivados. Logo após a decepção de 22 de outubro de 1844, Ellen White declara que ocorreram as mesmas manifestações. As pessoas excitadas, no entanto, eram trabalhadas por um poder que pensavam ser de Deus.(37)

A revelação é clara: Este tipo de música será introduzida entre nós. Em nossas reuniões campais, (37) acompanhando “teorias e métodos errôneos.” (37) Heresias como em Indiana.

“Essas coisas que aconteceram no passado hão de ocorrer no futuro. Satanás fará da música um laço pela maneira por que é dirigida.” [satan will make music a snare by the way in which it is conducted].

“Maneira” tem que ver com forma, com estilo, e “por que” com propósito. Isso pode ser visto nos movimentos carismáticos modernos. Da igreja católica às igrejas neopentecostais. No Brasil, o movimento católico de renovação carismática conduz mega-missas com música para todos os tipos, gostos e preferências.

Ao usar a expressão “por que é dirigida”, estaria Ellen White pensando em interesses comerciais? Em seguidores de Jesus que fazem música para agradar seus consumidores? Ela não usou a expressão “como” mas “por que”.

Assembléia da Associação Geral da IASD de 1901

Na quarta feira, dia 17 de abril de 1901, no final da seção da Associação Geral, Ellen White deu um testemunho aos ministros presentes. A quase totalidade de suas declarações acha-se no livro Mensagens Escolhidas, volume 2 nas páginas 31 a 36.

Em suas palavras, deixa clara a falácia da doutrina da carne santa. “O ensino dado com relação ao que é denominado "carne santa" é um erro.” (32)

Explica o verdadeiro significado da perfeição cristã por meio de Cristo. Coloca a Bíblia como única fonte de verdade e então trata do estilo do culto adotado pelo movimento. “Fui instruída pelo Senhor de que esse movimento de Indiana é do mesmo caráter que os movimentos que apareceram nos anos passados. Tem havido em vossas reuniões religiosas exercícios semelhantes aos que testemunhei nos movimentos anteriores.” (33-34) Ela se referia a situações paralelas vividas após a decepção de 22 de outubro de 1844. “Tinham manifestações semelhantes às que há entre vós, e confundiam a própria mente e a dos outros com suas maravilhosas suposições... Fui a suas reuniões. Havia exaltação, com ruído e confusão. Não se podia distinguir uma coisa da outra. Alguns pareciam estar em visão, e caíam por terra. Outros pulavam, dançavam e gritavam.” (34)

“A maneira por que têm sido dirigidas as reuniões em Indiana, com barulho e confusão, não as recomendam a espíritos refletidos e inteligentes. Nada existe nessas demonstrações que convença o mundo de que possuímos a verdade. Mero ruído e gritos não são sinal de santificação, ou da descida do Espírito Santo. Vossas desenfreadas demonstrações só criam desagrado no espírito dos incrédulos. Quanto menos houver de tais demonstrações, tanto melhor para os atores e para o povo em geral.” (35)

Nesse depoimento, em nenhum momento fala diretamente da música como o fizera na carta escrita a Haskeel. Mas implicitamente ela está lá, quando descreve o tipo de culto e excitação que tinham.

Assembléia da Associação de Indiana

Logo após a Assembléia da Associação Geral, de 3 a 5 de Maio de 1901, realizou-se em Indianápolis, Indiana, a Assembléia da Associação de Indiana com o objetivo de eleger os novos oficiais. Ali estava o foco a heresia da carne santa.

Ellen White estava presente e falou aos delegados declarando que nenhum ponto dessa doutrina (carne santa) pode ser chamado de verdade. Não há uma linha no tecido inteiro.²¹

Falso Reavivamento antes do Verdadeiro

Os Adventistas do Sétimo Dia aguardam com ansiedade a capacitação do Espírito Santo ao que chamam de Chuva Serôdia quando então, a igreja será habilitada a concluir a obra de Deus na terra.

Ellen White anteviu falsos reavivamentos antes do verdadeiro. “Vi que Deus tem filhos honestos entre os Adventistas Nominais e as igrejas caídas, e antes que as pragas sejam derramadas, pastores e povo serão chamados a sair dessas igrejas e alegremente receberão a verdade. Satanás sabe disso, e antes que o alto clamor da terceira mensagem angélica seja ouvido, ele suscitará um despertamento nessas corporações religiosas, a fim de que os que rejeitaram a verdade pensem que Deus está com eles. Ele espera enganar os honestos e levá-los a pensar que Deus ainda está trabalhando pelas igrejas. Mas a luz brilhará, e todos os honestos deixarão as igrejas caídas, e tomarão posição ao lado dos remanescentes.”²²

Observem que este texto se encaixa na declaração de que antes da terminação da graça, haveria gritos com tambores, música e dança. Isso geraria, pelo efeito da música e o êxtase criado por esse método, um falso reavivamento nas corporações religiosas com a intenção de enganar.

Conclusão

A música cria o clima propício ao emocionalismo, ao falso reavivamento. Ele tem este poder ilusório. A forma como se canta. O uso de instrumentos de percussão com seu efeito hipnótico onde predomina a repetição própria dos cultos espiritualistas do paganismo. As dissonâncias e o excesso de amplificação. Tem criado um êxtase e uma falsa segurança que Cristo não prometeu.

O mundo religioso atual tem-se envolvido no carismatismo espiritualista. Do catolicismo à religiões orientais. Cada qual com suas formas e nuances peculiares tendo no entanto, o mesmo espírito a orientá-los. O espírito do mau. Satanás, o grande enganador. “Vi a rapidez com que este engano se propagava. Foi-me mostrado um comboio, avançando com a velocidade do relâmpago. O anjo ordenou-me olhar cuidadosamente. Fixei os olhos nesse trem. Parecia que o mundo inteiro ia embarcado nele. Mostrou-me então o chefe do trem, uma pessoa formosa e imponente, para quem todos os passageiros olhavam e a quem reverenciavam. Fiquei perplexa e perguntei a meu anjo assistente quem era. Disse ele: 'É Satanás. Ele é o chefe na forma de um anjo de luz. Ele leva cativo o mundo. Eles se entregaram à operação do erro a fim de crerem na mentira e serem condenados. O seu mais elevado agente abaixo dele, pela sua categoria, é o maquinista, e outros de seus agentes estão empregados em diferentes cargos conforme deles necessita, e todos vão indo para a perdição, com a velocidade do relâmpago'.”²³

A música será um elemento unificador de culto à besta e à sua imagem. Todos têm crenças distintas com duas comuns. O estado do homem na morte e a observância do falso sábado. A união através dos elementos comuns no qual com o mesmo estilo de música, pode-se adorar juntos. A música certamente será um laço. Uma tremenda armadilha.

“Deus convida Seu povo, que tem a luz diante de si na Palavra e nos Testemunhos, a ler e considerar, e dar ouvidos. Instruções claras e definidas têm sido dadas a fim de todos entenderem.”(38)

Estas palavras fazem parte exatamente do contexto no qual declara que Satanás fará da música um laço pela maneira como é dirigida.

“Por entre as sombras cada vez mais profundas da última e grande crise da Terra, a luz de Deus resplandecerá com maior brilho, e o canto de confiança e esperança ouvir-se-á nos mais claros e sublimes acordes.” (Ed. 166)

Pr. Jorge Mário de Oliveira
Departamental de Escola Sabatina
Associação Paulistana

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¹ Ellen G. White, Mensagens Escolhidas (Tatuí, São Paulo: Casa Publicadora Brasileira, 1987), 3: 335.
² Ellen G. White, Mensagens Escolhidas (Tatuí, São Paulo: Casa Publicadora Brasileira, 1987), 2: 37.
³ Ver George R. Knight, A Brief History of Seventh-Day Adventists (Hagerstown, MD: Review and Herald, 1999), 13-27 e do mesmo autor, A Search For Identity The Develoment of Seventh-day Adventist Beliefs (Hagerstown, MD: Review and Herald, 2000), 29-37.
4 Herbert E. Douglass, Mensageira do Senhor (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2001), 194-209.
5 Arthur L. White, Ellen G. White (Washington, DC: Review and Herald, 1981), 5: 100-107.
6 Como ASD cremos de que Jesus tinha a natureza física dos homens de seus dias, portanto uma natureza física enfraquecida pelos séculos de degradação pecaminosa, porém, uma natureza moral igual à de Adão antes da queda. O que implica que embora tivesse a natureza humana com todas as suas implicações não tinha propensões tem tendências para o pecado. Ver: Nisto Cremos, 27 Ensinos Bíblicos dos Adventistas do Sétimo Dia (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1989), 57-86; Douglass, 199. O que este movimento da doutrina da carne santa dizia era de que através da experiência do Getsêmani, Jesus adquiriu carne santa isto é, uma natureza humana semelhante à de Adão antes da queda.
7 Ver nota dos editores na introdução do capítulo “A Doutrina da Carne Santa”. Ellen G. White, Mensagens Escolhidas (Tatuí, São Paulo: Casa Publicadora Brasileira, 1987), 2: 31.
8 Arthur L. White.
9 Ibid.
¹º Como no pentecostalismo de hoje. Os que recebem o que chamam de dons de línguas precisam demonstrar fisicamente que foram batizados pelo espírito santo. Ver Guy P. Duffied e Nathaniel M. Van Cleave, Fundamentos da Teologia Pentecostal (São Paulo, SP: Editora Publicadora Quadrangular “George Russell Faulkner”, 1991), 2:80-85.
¹¹ Arthur L. White.
¹² Ibid., 101.
¹³ Ibid., 101-102. Ellen G. White retornava da Austrália depois de haver estado lá por 9 anos de 1891 a 1900. Ver C. Mervyn Maxwell, História do Adventismo (Santo André, São Paulo: Casa Publicadora Brasileira, 1982), 212.
14 Ibid.
15 A que recebera das mãos de seu filho Edson quando desembarcara nos Estados Unidos vindo da Austrália onde permanecera por 9 anos, de 1891-1900.
16 Em português: Ellen G. White, Mensagens Escolhidas (Tatuí, São Paulo: Casa Publicadora Brasileira, 1987), 2: 36-39.
17 Ibid., 36 § 3; 37 § 3 e 5.
18 Kurt Pahlen, História Universal da Música (São Paulo: Edições Melhoramentos). Citado por Martin Claret, O Poder da Música (São Paulo: Editora Martin Claret), 11.
19 Ellen G. White, Evangelismo (Tatuí, São Paulo: Casa Publicadora Brasileira, 1997), 505.
²º Ibid., 508. Neste mesmo livro à página 137 há um princípio para o evangelismo que poderia muito bem ser aplicado ao uso da música na igreja e sobretudo no evangelismo. “Nunca devemos rebaixar o nível da verdade, a fim de obter conversos, mas precisamos procurar elevar o pecador e corrupto à alta norma da lei de Deus.”
²¹ Ver Doc. # 190 – G.A. Roberts, O Fanatismo Santo de propriedade de E.G. White....
²² Ellen G. White, Primeiros Escritos (Tatuí, São Paulo: Casa Publicadora Brasileira, 1991) 261.
²³ Primeiros Escritos, 263.

Nota DDP: Ver também:

Alguns querem modernizar nossa mensagem e nosso estilo de vida
Pr. Erton Koeler (Presidente da DSA)
O Hinário Adventista é para jovem
Pr. Otimar Gonçalves (Ministerial Jovem DSA)
Quem Cumprirá a Profecia?
Pr. Élbio Menezes (Presidente da Associação Sul Catarinense)

Fonte: Diário da Profecia
(http://diariodaprofecia.blogspot.com/2009/06/musica-na-escatologia-de-ellen-g-white.html)

quinta-feira, 18 de junho de 2009

O Crente Pirata

Autor: Prof. Gilson Medeiros


Hoje eu estava no centro da cidade onde moro, e observei um desses vendedores de CDs e DVDs piratas, que proliferam aos montes nas diversas cidades do Brasil.

Mas o que me chamou a atenção e me levou a refletir melhor sobre este tipo de comércio, foi o fato de que o vendedor era um evangélico, e em seu "carrinho" estavam sendo vendidos apenas CDs de cantores evangélicos, principalmente do meio pentecostal.

Cada CD era vendido a R$ 2,00, com "direito" a uma capinha xerografada e uma sacolinha plástica para levar o produto. Observei que a maioria dos CDs eram coletâneas de diversos cantores consagrados pelo público. Um dos títulos era "Músicas para Homens Evangélicos".

Os CDs eram produzidos no mais autêntico estilo "pirata": uma mídia barata, sem impressão serigráfica, apenas com um "X" escrito a lápis (provavelmente o "logotipo" do vendedor, para identificar em uma possível troca por defeito de gravação).

R$ 2,00... apenas R$ 2,00!

Fui para casa pensando em todas aquelas pessoas que gravaram os discos originais, e que agora estão sendo "lesados" por aquele vendedor (e por uma infinidade de outros). Provavelmente ele é mais um dos muitos desempregados do nosso País, sem muita qualificação profissional, e que vêem nestes comércios informais um meio de ganhar o "pão de cada dia".

Mas... é justo?!

Conheço amigos que gravaram CDs, e sei da dificuldade que é para realizar um projeto desses. E as dificuldades são exatamente no campo financeiro. Qualquer músico que se aventure a ter seu próprio CD, por produção independente, não desembolsa menos que R$ 10.000,00 para ver suas primeiras cópias prontas para serem comercializadas. E olha que neste valor já incluo os gastos para as viagens de divulgação do trabalho, hospedagem, alimentação, etc. Não é fácil... nem barato! Existem muitos por ai que são "filhinhos ou filhinhas de papai", ou que são "apadrinhados" por alguma gravadora ou estúdio, e que não fizeram esforço algum para realizarem o sonho... mas a grande maioria é de pessoas honestas, humildes e dedicadas à Obra de Deus.

Aqueles que fazem da música o seu ministério, muitas vezes passam dias longe da família, divulgando e vendendo seu trabalho; dormem em salinhas de fundo de igrejas; recebem calotes de "irmãos"; se alimentam mal; e o que, na minha opinião, é pior: muitas vezes são humilhados e maltratados por santarrões que questionam o fato de o músico montar sua banquinha para expor seu material na saída do culto... Oh, Senhor, quanta hipocrisia!

E depois de tanta luta... de tanta lágrima... de tanta privação... vem alguém e simplesmente, com uma tacada do "Nero", faz cópias e mais cópias do seu trabalho e sai vendendo por ai a R$ 2,00.

A indústria da pirataria é injusta e desleal para qualquer músico, mas para os músicos cristãos, aqueles que fazem do louvor a Deus um ministério de vida, transmitindo em forma de poesia cantada aquilo que, às vezes, dezenas de sermões não conseguem produzir, para estes a pirataria é mais cruel e desumana.

Um cristão autêntico... aquele que pauta sua vida pelo que é nobre e correto... não deve ficar tratando seus "irmãos" desta maneira. O CD original pode até ser 10 vezes mais caro que o pirata, mas o motivo é simples: foi produzido com suor e dedicação.

Nós não podemos continuar praticando este tipo de coisa, seja comprando (ou copiando para vender) CDs e DVDs ou xerocando livros, pois tal procedimento está totalmente distante do ideal divino para o povo de Deus.

"Trate os outros como gostaria de ser tratado".
"Ame seu irmão como você ama a si mesmos".
"Não roube".
"Dê a César o que é de César".
"Não defralde ninguém".


Decorar doutrinas, aprender ritos gélidos, apontar o dedo de acusação para os que caem, vestir uma capa de "santarrice"... tudo isso é muito fácil, e a maioria de nós consegue viver esta vida sem muito "remorso". Mas o que o mundo precisa urgentemente é de pessoas que "não se comprem e nem se vendam", e que sejam tão fiéis à Palavra de Deus "como a bússola o é ao polo" da Terra.

Da próxima vez que formos comprar algum CD, DVD ou livro, prefiramos os originais, pois, mesmo pagando um pouco mais, estaremos contribuindo com o ministério de algum irmão em Cristo.

"Assim, pois, pelos seus frutos os conhecereis" (Mateus 7:20).

Festas Juninas, Paganismo,Misticismo e Idolatria

DOS DEUSES PAGÃOS À SÃO JOÃO BATISTA....

O mês de junho, época de Solstício de Verão na Europa, ensejou inúmeros rituais de invocação de fertilidade, necessários para garantir o crescimento da vegetação, fartura na colheita e clamar por mais chuvas. Estes rituais, eram expressões que foram praticadas pelas mais diferentes culturas, em todos os tempos e em todas as partes do planeta.
O alcance destas crenças eram tão grande, que a Igreja, acabou por achar melhor seguir uma política de acomodação, dando a estes ritos um nome cristão. E, ao procurar um santo para suplantar o patrono pagão de tais rituais acharam mais adequado São João Batista.
Atualmente, os rituais de fertilidade estão representados no casamento caipira e, as antigas oferendas, deram lugar às simpatias, adivinhações e pedidos de graças aos santos.

A Representação do Fogo e da Fogueira

Também perduraram, desde os tempos imemoriais, os costumes de acender fogueiras e tochas, que livravam as plantas e colheitas dos espíritos maus que poderiam impedir a fertilidade.
A festa de São João está também, diretamente relacionada com o elemento "fogo".
As fogueiras de São João, que queimam atualmente, na noite de 23 de junho (véspera da festa de São João), eram no começo, fogos de fertilização e purificação que se acendiam no dia do Solstício de Verão, na Europa (21 de junho), justamente antes das colheitas, em honra aos deuses para agradecer as suas bondades, ou imediatamente depois, para purificar a terra.
Ela foi muito bem aceita pelo indígena, pois se identificava com suas danças sagradas realizadas também, em torno do fogo. Os jesuítas, muito astutos, se utilizaram do interesse do índio pelas festas religiosas para atraí-los e estabelecerem contatos com objetivos de catequese. Já a quadrilha, tão apreciada e cantada nestas festas juninas é dançada no interior para homenagear os santos juninos e agradecer as boas colheitas da roça. Já cerimônia de casamento caipira é uma manifestação realizada durante os festejos juninos, principalmente nos dias dedicados a São Pedro. O Casamento Caipira satiriza e hironiza às cerimônias tradicionais,ou seja é uma crítica a instituição criada por Deus. O cerimonial é precedido de um grande cortejo pelas ruas da cidade, onde os principais personagens da representação são: a noiva grávida, o noivo, o delegado, o padre, os pais dos noivos, padrinhos, etc. O enlace caricaturado se desenvolve em meio à fugas do noivo, as indecisões da noiva e ameaças por parte dos pais, vigário e o delegado.E o casamento nunca acontece. Os textos apresentam uma linguagem libidinosa,ou seja, depravada.

2. DEFINIÇÃO DE ALGUNS TERMOS:

Santo: No Antigo testamento a palavra hebraica mais usada (cerca de 116 vezes) para descrever “santo” é “QADOSH”, que significa “separado”. No Novo Testamento a palavra grega para “santo” é “ÁGIOS”, que aparece 230 vezes de Mateus a Apocalipse, e significa “separados pelo Senhor como Sua possessão peculiar”. “Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus...” - 1 Pedro 2.9
Na Igreja Primitiva todos os crentes eram chamados de “santos”, mesmo quando o seu caráter ainda não estava completamente formado (ex: At 9.13, 32; 26.10; Rm. 8.27; 12.13; 15.25,26).
“...segundo a vontade de Deus é que Ele (Jesus) intercede pelos santos”. - Romanos 8.27

“Ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas, outros para pastores e mestres, com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do Corpo de Cristo”. - Efésios 4.11,12

Canonização: Dentro do catolicismo romano este é o nome dado ao decreto que inclui uma pessoa na categoria dos “santos”, os quais são recomendados à veneração dos fiéis. A condição para que a pessoa seja “beatificada” é que já tenha falecido e que pelo menos dois de “seus milagres” tenham sido confirmados. O papa, então, proclama a canonização.

De acordo com a teologia romanista, os indivíduos canonizados acumularam um tesouro de méritos, mediante suas vidas “inculpáveis” e a prática de “boas obras”. Esses méritos em “reserva”, então, podem ser colocados à disposição de cristãos de menor envergadura, em resposta às orações feitas aos “santos”.

A palavra de Deus declara que existe apenas um Mediador e Intercessor entre Deus e os homens: Jesus Cristo.

“Porquanto há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo, homem”. - 1 Timóteo 2.5

“...o qual está à direita de Deus e também intercede por nós”. - Romanos 8.34

3. A QUESTÃO DA IDOLATRIA

Idolatria, no grego “EIDOLOLATRIA” significa: “culto aos falsos deuses” ou “adoração de ídolos”. Esta adoração pode se referir a ídolos ou imagens propriamente ditas, ou então a tudo aquilo que porventura ocupe o lugar de Deus no coração do homem. Por que Deus abomina qualquer tipo de idolatria?

- Salmos 115.4-7; 1 Coríntios 8.4 - A Bíblia afirma que o ídolo em si é apenas um pedaço de madeira, pedra, etc., esculpido por mãos humanas, que nenhum poder tem em si mesmo.

- Êxodo 20.3-5; Isaías 42.8 - O nosso Deus não divide a sua Glória com ninguém.

- Ezequiel 14.3,4 - Note que há ídolos que levantamos em nossos corações (ex: avareza: Cl 3.5). Precisamos identificá-los e renunciar a sua força em nós.

- Deuteronômio 18.9-12; Isaías 8.19,20 – O ato de comungar com pessoas que já morreram ou idolatrá-las está ligado à prática do espiritismo, magia negra, leitura de sorte, feitiçaria, bruxaria, etc. Segundo as escrituras, todas estas práticas envolvem submissão e culto aos demônios, e são abomináveis ao Senhor.

- Deuteronômio 32.17; Salmos 106.36; 1 Coríntios 10.20,28 - Por traz de cada ídolo há demônios que estão agindo, os quais são seres sobrenaturais controlados pelo Diabo. Noutras palavras, o poder que age por detrás da idolatria é o dos demônios.

Ex: Alguns “santos” da Igreja Católica e sua correlação com entidades espíritas:
- Iemanjá ? Senhora Aparecida.
- Xangô ? São Jerônimo.
- Oxossi ? São Sebastião.
- Iorí ? Cosme e Damião.

4. A CELEBRAÇÃO DO “DIA DE SÃO JOÃO”

Registros históricos declaram que no século sexto, missionários foram enviados para o norte da Europa para juntar pagãos ao grupo romano. Eles descobriram que o dia 24 de junho era muito popular entre esses povos, pois era quando ocorria o solstício de verão (solstício: época em que o sol afasta-se o máximo possível da linha do equador). Procuraram, então, cristianizar este dia, mas como? Por esse tempo o 25 de dezembro havia sido adotado pela igreja romanista como o natalício de Cristo. Desde que 24 de junho era aproximadamente seis meses antes de 25 de dezembro, por que não chamar este o natalício de João Batista? João nasceu, devemos lembrar, seis meses antes de Jesus (Lucas. 1:26,36). Assim sendo, o dia 24 de junho passou a ser conhecido no calendário papal como sendo o Dia de São João.
Na (Inglaterra), antes da entrada do cristianismo, o 24 de junho era celebrado pelos druidas com fogos de artifícios em honra ao deus Baal. Quando este dia tornou-se dedicado a São João, os fogos sagrados também foram adotados e tornaram-se “as fogueiras de São João”!

CONCLUSÃO:

1. NÃO PODEMOS AGIR COMO IGNORANTES (Ingênuos, imprudentes, néscios) - Ef 6.2; Ef 5.15; 2 Co 2.11; Ef 4.27

2. SE TEMOS O CONHECIMENTO DE QUE ALGO É CONSAGRADO A ÍDOLOS, DEVEMOS NOS ABSTER - 1 Co 10.27,28; 2 Co 6.14-17; Ef 5.11
3. TEMOS A RESPONSABILIDADE DE ENSINAR NOSSOS FILHOS A SE POSICIONAREM - Não podemos transferir para a Igreja a responsabilidade que é nossa – Dt 6.3-9; Pv 22.6

4. PRECISAMOS FUGIR DE TODA A APARÊNCIA DO MAL - 1 Co 10.23-33; Pv 6.28
Estamos numa época do ano em que acontecem, como em todos os anos, as ditas festas juninas, que apesar do nome acontecem também no mês de julho. Festas estas consideradas como folclóricas, mas que tem as suas raízes na idolatria. Vejamos: o Apóstolo João e o Apóstolo Pedro foram homens que serviram fielmente ao Senhor, mas eram homens comuns como nós que nasceram, cresceram, trabalharam, envelheceram e morreram (João de morte natural e Pedro foi crucificado de cabeça para baixo), mas nenhum deles ressuscitou como Jesus. Se não ressuscitaram estão mortos aguardando a volta do Senhor que virá buscar a Sua Igreja. Veja 1 Tessalonicenses 3: 16-17 que diz: "Pois o mesmo Senhor descerá do Céu com grande brado, à voz do arcanjo, ao som da trombeta de Deus, e os que morreram em Cristo ressurgirão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e assim estaremos para sempre com o Senhor”.
Ora, se festejarmos ou participarmos destes eventos, até mesmo simplesmente com a nossa presença, estamos sendo participantes de festa de ídolos, o que é contrário à Palavra de Deus que diz em Êxodo 20: 4-5 "Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não te encurvarás a elas nem as servirás, pois Eu, sou o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a maldade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam". Isto é maldição. Em Atos 15: 20 Lucas diz que devemos nos abster das contaminações dos ídolos. Em 1 Coríntios 8: 1-13, o Apóstolo Paulo fala que "quanto ao comer das coisas sacrificadas aos ídolos, sabemos que o ídolo nada é no mundo, e que não há outro Deus, senão um só", no versículo 7 deste capítulo o Apóstolo diz que a nossa consciência poderá ficar contaminada.
Também baseado na Palavra de Deus, tenho a considerar que qualquer festividade ou homenagem de caráter religioso a alguém que não seja o Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo é idolatria. E quando louvamos, buscamos, veneramos, idolatramos ou consultamos a alguém morto, estamos praticando a necromancia (culto aos mortos) o que é abominação ao Senhor, baseado no capítulo 18 de Deuteronômio.
No Salmo 119: 11 o salmista diz: "Escondi a Tua Palavra do meu coração, para não pecar contra Ti". E baseado nesta Palavra orientamosque se abstenham de participar, organizar, freqüentar estas festas, pois será laço para sua vida espiritual. Oriente também aos seus filhos a não participarem de danças, quadrilhas e não comerem as comidas, não vender rifas. Ao participar estarão firmando uma aliança com os chamados padroeiros.
“Filhinhos guardai-vos dos ídolos. Amém.” 1 João 5.21

FONTES DE PESQUISA:

- Babilônia: A Religião dos Mistérios – Ralph Woodrow.
- Enciclopédia Britânica – BARSA.
- Enciclopédia de Bíblia e Filosofia 0- R. N. Chaplin e J. M. Bentes.
- A sabedoria das Runas (livro secular).
- A umbanda e as suas ordens (livro secular).

Fonte: G.O.J.E.P.

Republicado em: Literalmente Verdade
(http://literalmenteverdade.blogspot.com/2009/06/festas-juninas-paganismomisticismo-e.html)

terça-feira, 16 de junho de 2009

O problema NÃO é a bateria

O problema não está na utilização de um instrumento musical, no estilo de adoração, na alimentação etc... O problema jaz na edificação de um novo princípio de contemplação de Deus, ou seja, modificou-se a abordagem do Divino, á partir do humano.

Os adventistas do século XXI infelizmente são a segunda ou terceira geração de um pensamento não resolvido quanto o impacto da adoração pentecostal que, à altura permeava o mundo evangélico de então. Ao volvermos os olhos do contemporâneo ao anterior, vemos que o adventista, desde então, não soube administrar, ou reagir diante da explosão pentecostal. Singular é o modo de leitura do mundo cristão que foi adotado desde então. A prova disto foi a "crise de identidade musical" da igreja após o boom adventista do final dos anos 80 e início dos anos 90. Quero dizer que o princípio musical sobre o qual ora edificamos é diverso daquele que prevalecia anteriormente, ou seja, essa crise de identidade musical transita sobre o temor do ostracismo na música adventista perante a adoração pentecostal que, totalmente sem critério, conquistava diversas classes e religiosos.

A questão crucial não jaz na existência ou utilização de um instrumento musical, simplesmente, mas numa mudança de princípios e objetivos no tocante à própria adoração como fim em si mesma. O adventismo do século XXI foi, com toda certeza, contaminado, em sua adoração musical, pelo louvor espúrio da comunidade pentecostal. Pessoalmente, creio que as questões que envolvem a utilização da música na igreja, já nem passam mais pelo crivo dos teólogos, mas contém penas um caráter administrativo, e em essência capitalista. Explico: De onde tiraram esta idéia de "viver da música"? Conhece alguém, na história do cristianismo, que fez tal afirmação? O adventismo (musicalmente falando) é apenas produto de merchandising e, sem querer ser leviano, absolutamente descartável e "biodegradável". Prova disso: Faça-se a mais superficial pesquisa na hinologia adventista comparando-se a produção musical contemporânea e pergunto? Qual o percentual de produção musical adventista que não está ancorado em criação estadunidense pentecostal do início dos anos 90 ou fins dos anos 80? Quais são os ícones da cultura musical daqueles que produzem ou executam música em nossas igrejas? Por aí vão: Michael W. Smith; Bill Gaither; um sem número de quartetos pentecostais, Sandy Patty; Ray Boltz, Accappella e, mais recentemente David Phelps, Avalon, Hillsong... Ou seja, estamos amalgamados com pressupostos músico-teológicos que não refletem nossos valores espirituais. Explico: Michael W Smith e David Phelps fazem shows e lá estão adventistas dizendo amém para todas aquela monstruosidades teológicas que carregam.

A falta de espiritualidade na música adventista foi contaminada pelo liberalismo que, inconscientemente absorvemos após tanto tempo de exposição a estes venenos. O pentecostalismo pressionou o adventismo exatamente quando estávamos expostos em identidade! A tragédia contemporânea da musica adventista tem raízes muito mais profundas do que aquilo que se pode ver na superfície. A ponta deste "iceberg" são as discussões e rivalidades que passam por este e por tantos outros blogs e sites na web. Sem dogmatizar:/ Penso que ainda trata-se de um conflito ente luz e trevas que ficará renhido á ponto de determinar separação e segregação. O importante agora é DEFINIÇÃO. Não estou falando de guerra irmão contra irmão! Estou falando de uma batalha contra os principados e potestades que atuam nos filhos da desobediência. Qual seu lado?

Evanildo Carvalho

Nota: Com relação ao mundo "gospel" deixo a palavra de Deus falar: "Se alguém vem ter convosco e não traz esta doutrina, não o recebais em casa, nem lhe deis as boas-vindas. Porquanto aquele que lhe dá boas-vindas faz-se cúmplice das suas obras más." (2° João 10-11)

Mas ainda assim recomendo a leitura dos artigos: Música gospel, adoração a quem? Parte 1 e Música gospel, adoração a quem? Parte 2

Fonte: Literalmente Verdade
(http://literalmenteverdade.blogspot.com/2009/06/o-problema-nao-e-bateria.html)

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Graça

Graça é um termo comum ao vocabulário cristão, normalmente reconhecemos a graça com um favor imerecido, mas quando a encaramos biblicamente, a graça pode assumir os mais variados aspectos.

O livro de Provérbios apresenta a graça como sendo algo que revela beleza ou atrativos, um exemplo é a beleza de caráter revelada por filhos obedientes aos pais, que são apresentados como “Diadema de graça” (Provérbios 1:8).

O termo graça também é aplicada as palavras de bondade, palavras amáveis e de bom gosto. Revela ainda a beleza da linguagem, como nas palavras de Jesus aos seus ouvintes; maravilhosas “palavras de graça” (Lucas 4:22).

Um outro aspecto é a graça como boa vontade ou como um favor; e esse, é sem dúvidas, o aspecto mais conhecido do termo. Podemos ver o exemplo de José no Egito, que por intermédio divino alcançou graça e sabedoria perante o Faraó, ou ainda o exemplo dos apóstolos que logo após o pentecostes pregavam e louvavam e alcançavam graça daqueles que o ouviam (Atos 2:47).

Graça é de fato, um dom divino, e o maior exemplo da graça na vida cotidiana é sem dúvida Cristo, que “crescia e se fortalecia, enchendo-se de sabedoria, e a graça de Deus estava sobre Ele” (Lucas 2:40).

Ora, como podemos perceber a graça possui significados de boa vontade, favor, beleza, dom, presente e bondade. Todos os significados apresentam características do caráter divino, e o maior significado é sem dúvida o relacionamento de graça entre Deus e o homem, onde vemos o amor transformador que salva os pecadores.

A graça divina vem cheia de boa vontade de Deus para salvar, misericórdia e poder transformador de Jesus Cristo. Paulo identifica a graça divina como sendo “o poder de Deus para a salvação” (Romanos 1:16).

E é esse poder que dá significado as nossas vidas, a Graça não é vazia ou sem sentido, ela produz resultados para a salvação, para a nossa salvação.

Louvado seja nosso Deus pela sua graça salvadora.

Publicado originalmente em Cristão Colaborativos

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Primeiro "homem grávido" dá à luz outra vez

O transexual norte-americano Thomas Beatie, que ficou famoso por ser o primeiro “homem grávido” do mundo, deu à luz nesta terça-feira (9), quase um ano após ter se tornado pai pela primeira vez, informou a rede de televisão dos EUA “ABC”.

De acordo com a emissora, o parto foi normal. O nome da criança ainda não foi divulgado.

A mulher de Beatie, Nancy, de 46 anos, com quem ele é casado há quase seis anos, é quem vai amamentar a criança. Isso já ocorreu com Susan Juliette, a menina que nasceu em 29 de junho de 2008 - está para completar um ano -, após uma gestação de Beatie que chamou a atenção.

Em novembro, Beatie, de 35 anos, anunciou que tinha deixado de tomar hormônios masculinos para poder ter outro filho.

Ele mudou de sexo aos 24 anos e é legalmente homem. Mas mantém os órgãos sexuais femininos. Quando era mulher, se chamava Tracy Lagondino.

Beatie aceitou engravidar devido à incapacidade da mulher para a gestação.

Apesar da preocupação de parentes, Beatie assegura que não tem medo das ameaças sofridas desde que o caso veio à tona, e afirma que tem uma “família diferente, mas tradicional”.

Fonte: G1

Nota: As vezes eu me pergunto onde é que estamos vivendo… Se ainda estamos na terra… Infelizmente eu paro um pouco, tateio ao meu redor, e de fato estamos ainda na terra, mas o que eu noto é que ela está cada vez mais fria, sem forma, e as vezes acho que está virando de perna pra cima!

Casamento feliz é casamento fiel, tradicional, baseados em conceitos e fora, totalmente fora dos padrões que a mídia mostra hoje em dia. As coisas estão tão complicadas que o ANORMAL, está virando NORMAL. Hoje quem se cuida e honra os seus objetivos de moralidade, é desmoralizado pela sociedade, mas quem não se presa, e vive aos moldes, desregrados e totalmente direcionados a suprir as necessidades do EU, é O cara. Logo é o que temos, uma sociedade, de egoístas, com famílias desestruturadas criando marginais, casamentos com traições, e muita, mas muita gente infeliz e cega, crendo ainda que a solução é correr atrás do vento que supre o EU, esquecendo-se do próximo. (Conjunge, filhos, amigos, etc.)

Admiro os pessoas como do jogador de futebol Káka, muito criticado por seguir os padrões tradicionalistas de um casamento e tantas outras pessoas que seguem o que Deus criou, digo que ando na mesma linha, pois afinal de contas, não quero sofrimentos em meu casamento, muito menos que filhos futuros venham pagar pelo que não compraram. A irresponsabilidade de pais que colocam filhos no mundo, mas não mantem a segurança de um lar para os criarem. Sem falar da esposa que terei. E pensando nisso, eu pergunto, onde está o “até que a morte os separe”? Acho que tem gente que nem sabe nem nunca ouviu essa frase.

E por outro lado o que vemos. Uma forma muito distorcida do que Deus criou. Não venham me dizer que estou sendo pré-conceituoso. Não tenho nada contra uma pessoa que seja homo-sexual, mas tenho tudo contra o homo-sexualismo. Estou do lado de Deus. Tenho um conceito e não um pré-conceito. Acredito sinceramente que mudanças existem, e que uma pessoa quando quer, consegue, e com ajuda de Cristo, muito mais fácil, um homo-sexual, tornar aos parâmetros corretos da vida.

"Tudo posso naquele que me fortalece" (Filipenses 4:13)

Fonte: Literalmente Verdade
(http://literalmenteverdade.blogspot.com/2009/06/primeiro-homem-gravido-da-luz-outra-vez.html)

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Debate - Tambores e dança na igreja

Paul Hamel, que foi por muitos anos o diretor do Departamento de Música da Universidade Andrews, e autor de vários livros sobre a música na igreja, escreveu o livro "Ellen White and Music - Background and Principles" (Ellen White e Música - Contexto e Princípios), onde ele examina profundamente as declarações da Sra.. White sobre a música, contextualizando-as e explicando-as. Este livro foi publicado pela Review and Herald, em 1976

O capítulo 3 deste livro chama-se "A Bedlam of Noise" (Uma Balbúrdia de Ruídos), no qual ele analisa exatamente a declaração existente no livro Mensagens Escolhidas, vol. 2, a partir da página 36, que é exatamente esta declaração que foi foco do artigo do André Reis.

Traduzi, de forma rápida este texto. Não traduzi o capítulo inteiro. O capítulo inicia-se com os relatos que foram enviados a Ellen White acerca da reunião campal de Muncie, Indiana, em 1900. Em seguida, ele apresenta a declaração de Ellen White. Não incluí estas partes, apenas o comentário do autor, que vem imediatamente após a citação da declaração de Ellen White. Ainda não fiz uma revisão desta tradução, mas estou compartilhando o texto com os irmãos, para os devidos comentários.
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Este conselho alerta os cristãos que se preocupam para os perigos que são inerentes ao uso irrefletido ou imprudente da música religiosa – perigos aos quais os Adventistas do Sétimo Dia podem não estar imunes. Poderia ser que alguns, com talentos para a liderança musical estejam tendendo nesta direção? Hoje os grupos de testemunho freqüentemente usam a música como forma primária de comunicação. Não pode haver dúvida de que coisas boas foram realizadas e que corações tem sido tocados pelo ministério de muitos desses grupos. Contudo, podemos nos perguntar se a popularidade de alguns destes grupos não estaria se apoiando mais no tipo de música empregada e no estilo no qual ela é executada do que na mensagem espiritual que eles buscam transmitir.

As manifestações físicas que Ellen White condenou como resultado da reunião campal de Muncie são, mais uma vez, parte significativa do cenário religioso contemporâneo. Muitas igrejas populares estão usando música nos estilos jazz e rock em seus cultos. De maneira a avaliar a influência deste tipo de serviço religioso, assisti a alguns desses cultos. Nestes, a música é central e ela quase, se não completamente, exclui tudo mais.
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Em sua persistência, sua batida rítmica, seu som altamente amplificado, a música domina e controla quase absolutamente. Normalmente não demora, muito depois que a música começa, até que comece o bater de palmas ao ritmo da música. Logo os pés estão respondendo e em pouco tempo todo o corpo parece ser afetado pelo estímulo musical. Tenho visto “adoradores” caírem ao chão de suas igrejas, rolando, se debatendo e gritando. E, supostamente, a música está sendo executada para a glória de Deus!

Com relação a um equilíbrio e uma abordagem apropriada da música para o evangelismo, a Sra. White escreveu:

"O Senhor deseja manter em Seu serviço ordem e disciplina, não agitação e confusão. Não somos agora capazes de descrever acuradamente as cenas a serem representadas em nosso mundo no futuro; isto, porém, sabemos: que este é um tempo em que precisamos velar em oração; pois o grande dia do Senhor está às portas. Satanás está arregimentando suas forças. Necessitamos ser refletidos e guardar silêncio, e contemplar as verdades da revelação. A agitação não é favorável ao crescimento na graça, à genuína pureza e santificação do Espírito...

Deus chama Seu povo a andar com sobriedade e santa coerência. Eles devem ser muito cuidadosos de não representar mal e nem desonrar as santas doutrinas da verdade mediante estranhas exibições, por confusão e tumulto. Por essas coisas os incrédulos são levados a pensar que os adventistas do sétimo dia são um bando de fanáticos. Cria-se assim preconceito que impede almas de receber a mensagem para este tempo. Quando os crentes falam a verdade tal como é em Jesus, revelam uma calma santa e judiciosa, não uma tempestade de confusão." (1)

A reunião campal de Muncie não foi um encontro insignificante de adventistas. De acordo com um repórter do jornal Muncie Daily Herald, de 13 de setembro de 1900, havia um total estimado de 3.500 pessoas presentes em uma das reuniões. As acomodações foram planejadas em grande escala, com uma capacidade para 1.500 pessoas assentadas em uma grande tenda e um espaço atrás do púlpito para um coro de 225 vozes. Mas tarde, nesta semana, o jornal Muncie Daily Star relatou que o uso de instrumentos de sopro, cordas e percussão nas reuniões havia causado preocupação e dissensão entre alguns dos que estavam na audiência.
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O relato acrescentou que o presidente da Conferência de Indiana defendeu o uso desses instrumentos, afirmando que apenas instrumentos citados na Bíblia estavam sendo usados na reunião campal. Deve ser notado, contudo, que muitas das críticas tinha a ver não com o tipo de instrumentos musicais utilizados, mas com a forma com que foram tocados durante os cânticos.

Uma comparação dos relatos da reunião campal de Muncie com relatos que falam de manifestações físicas histéricas em algumas das reuniões campais de outras denominações, confirma que existiram muitas semelhanças. Ellen White havia sido advertida pelo Senhor sobre a iminência destas ocorrências, e ela aconselhou contra seguirmos a maneira de outras denominações conduzirem seus cultos. Contudo, em seu zelo para serem bem sucedidos, os líderes da reunião campal de Muncie escolheram fazer uso de música vocal e instrumental extrema.
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Ao fazer isto, eles seguiram as práticas de outros grupos, os quais haviam sido, há tempos, desacreditados por observadores racionais. Como resultado, as igrejas em Indiana foram divididas. Embora, como Haskell observou, muitos novos membros estivessem “sendo acrescentados às igrejas”, a Sra. White desaprovou veementemente os esforços evangelísticos que envolvessem saltos, dança e gritos.
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Seu conselho não era favorável ao zelo extraordinário e ao emocionalismo que parecia estar ganhando proeminência nas fileiras dos adventistas. “Sua religião parece ser mais da natureza de um estimulante do que uma permanente fé em Cristo.

Os verdadeiros pastores conhecem o valor da obra interior do Espírito Santo sobre o coração humano. Satisfazem-se com a simplicidade nos cultos. Em vez de dar valor ao canto popular, volvem sua atenção principalmente para o estudo da Palavra, e dão de coração louvor a Deus.” (2)

Quando Ellen White estava escrevendo os cinco panfletos que hoje formam o volume quatro do Testemunhos Para a Igreja, uma de suas grandes preocupações era com relação à experiência espiritual dos líderes e dos membros da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Suas aspirações para a igreja são resumidas pelos Depositários do Ellen G. White Estate na introdução daquele volume: “A igreja deve ser mantida pura, seus padrões altos, seus membros ativos no serviço e desfrutando uma experiência pessoal diária nas coisas de Deus” (3).
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Foi neste contexto que ela escreveu: “Há mais reuniões para cânticos do que para oração entre o nosso povo” (4).
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Ela prossegue explicando que as sessões de canto podem ser dirigidas de forma apropriada, mas freqüentemente há gesticulações, conversações frívolas e fofocas. O conselho de Ellen White não se opões ao uso da música. Ela buscava apenas que fosse utilizada de forma prudente e com o equilíbrio apropriado. Vez após vez ela advertiu que a música fosse usada para ajudar a ajuntar almas para Cristo, para a leitura da Bíblia, oração e a música tocará o coração dos descrentes.

Notas:
(1) Mensagens Escolhidas, vol. 2, pp. 35-36.
(2) Evangelismo, p. 502
(3) Testemunhos Para a Igreja, vol. 4, p. 7
(4) Testemunhos Para a Igreja, vol. 4, p. 73
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Levi de Paula Tavares - http://www.musicaeadoracao.com.br/
Artigos, documentos, entrevistas e livros sobre música sacra
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Veja também:
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Veja também este artigo de Adna Sousa Calson contrapondo o artigo do Sr. André Reis. Vale a pena baixar e ler com atenção. Clique aqui

Fonte: Blog do Gilberto Theiss
(http://gilbertotheiss.blogspot.com/2009/06/debate-tambores-e-danca-na-igreja.html)

terça-feira, 9 de junho de 2009

O valor de nossos mestres

Sempre acompanho o Blog do Prof. Gilson Medeiros, recentemente ele tem postado alguns artigos que são uma espécie de desabafo. Esse é um deles, e contém uma grande verdade: O valor dos mestres.

Autor: Prof. Gilson Medeiros

Segundo a Bíblia, Deus concedeu diversos dons de liderança à Sua Igreja, com o objetivo de que ela se mantivesse no rumo certo e sempre progredindo.

"E ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres, com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo, até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo, para que não mais sejamos como meninos, agitados de um lado para outro e levados ao redor por todo vento de doutrina, pela artimanha dos homens, pela astúcia com que induzem ao erro" (Efés. 4:11-14).

Nas palavras do santo apóstolo Paulo, a liderança da Igreja tem a sagrada missão de promover o "aperfeiçoamento dos santos", a "edificação do corpo de Cristo", levando todos à "unidade da fé". Para Paulo, isso era muito importante para que os cristãos não fossem como "meninos", que poderiam ser induzidos por qualquer "vento de doutrina" equivocada. Afinal, sempre haveriam muitos que usariam de "artimanha" e "astúcia" para induzirem a Igreja ao erro.

Portanto, uma leitura do texto bíblico deixa muito claro que nem todos os líderes da Igreja deveriam ser pastores, ou profetas, ou apóstolos, ou evangelistas. Ou seja, nem todos precisariam se dedicar, exclusivamente, ao cuidado direto do rebanho ou ao trabalho missionário em si. Dentre os líderes, o Espírito Santo (a Pessoa da Trindade que promove esta capacitação da Igreja) escolheria alguns para se dedicarem ao estudo profundo dos temas bíblicos, para poder ensinar à Igreja e assim protegê-la dos artifícios demoníacos da apostasia.

Por que estou trazendo este tema hoje?

Recentemente lí um comentário de uma determinada pessoa, dissidente da IASD, o qual criticava e menosprezava os títulos acadêmicos de alguns homens de Deus que dedicam suas vidas a ensinarem o rebanho do Senhor. E esta pessoa não está sozinha... é comum lermos comentários sarcásticos e grosseiros vindos de críticos da Igreja, que não valorizam o conhecimento doutrinário, bíblico, acadêmico e devocional de nossos mestres.

Sabe o que eu penso que, no fundo, é o motivo de tanta revolta e crítica?
Estas pessoas não tiveram capacidade intelectual suficiente para conquistarem um Mestrado ou Doutorado em Teologia (o que é tão difícil e desgastante quanto em qualquer outra área das Ciências Humanas), e por isso atiram pedras naqueles que almejaram esta vitória.

É como aquela história da raposa e das uvas, como já mencionei aqui outra vez. Quando não conseguimos atingir uma meta que gostaríamos de alcançar, em vez de valorizarmos os que conseguiram, alguns de nós prefere menosprezá-los. É uma reação de defesa de nossa psiquê, para não parecermos tão "derrotados". E isso não ocorre só entre dissidentes Adventistas, pois há muito membro de outras denominações que se acham os "tais", e ficam espezinhando arrogantemente sobre os que se dedicam ao estudo sério e dedicado da Teologia. Tem muita igreja neo-pentecostal rica da atualidade, onde os seus líderes mal sabem o significado da palavra "exegese".

Vejo nos comentários maldosos dos críticos, homens do quilate do Dr. Timm, do Dr. José Carlos Ramos, do Dr. Rodrigo Silva, do Dr. Ozeas Moura, do Dr. Elias Brasil, do Dr. Natanael Moraes, do Dr. Luiz Nunes, e tantos e tantos outros, serem sarcasticamente criticados e menosprezados. Foi graças a pessoas que Deus usou como mestres do rebanho, por exemplo, que hoje nós temos uma Bíblia em língua portuguesa 100% em harmonia com os melhores textos das línguas bíblicas originais: hebraico, aramaico e grego.

Em vez de perderem tempo com palavras duras e irônicas, que muitas vezes magoam e desanimam, estes críticos deveriam se unir aos nossos diletos doutores e mestres para que a Igreja se mantivesse sempre no caminho certo em matéria de doutrina e fé.

Mas... espere ai!

É exatamente por isso que eles odeiam tantos nossos mestres: é porque estes homens de Deus não abonam suas doutrinas "astuciosas" que têm levados muitos "meninos" ao erro.

Só pode ser por isso!

"... e digas: Como aborreci o ensino! E desprezou o meu coração a disciplina! E não escutei a voz dos que me ensinavam, nem a meus mestres inclinei os ouvidos!" (Prov. 5:12-13).

Louvado seja o Senhor por ter concedido o dom do ensino a tantos homens e mulheres de valor, como os que temos em nossa Igreja!

Fonte: Blog do Prof. Gilson Medeiros
(http://prgilsonmedeiros.blogspot.com/2009/06/valorizar-nossos-mestres.html)

O que pensam os criacionistas


O livro The Earth – Origins and Early History, de Clyde Webster, às páginas 22 e 24, apresenta um bom resumo dos aspectos que o criacionismo aceita como válidos:

1. Deus ordenou que aparecesse a matéria física do Universo e chamou à existência os ancestrais das criaturas viventes atuais.

2. As obras criadoras de Deus se manifestaram durante o limitado período de tempo de seis dias de 24 horas. (Alguns incluem a criação de todo o Universo [ou do sistema solar, ou ainda da Terra] nesse espaço de tempo, ao passo que outros incluem somente a criação da matéria orgânica viva da Terra.)

3. Embora reconheça que as formas vivas se modificam, tais mutações são limitadas e não-progressivas.

4. Com a queda espiritual do homem, novas forças começaram a operar na natureza. Essas forças causaram decadência e o afastamento do original e perfeito plano criativo de Deus. Essas forças ainda se encontram em atividade nos dias de hoje.

5. A superfície da Terra foi dramaticamente alterada por meio de uma catástrofe global, conhecida como o Dilúvio do Gênesis. Muitas espécies de plantas e animais foram extintos durante os eventos ocorridos naquela ocasião.

6. O mundo de hoje é apenas um reflexo distorcido da criação original. Por causa dessa distorção e decadência, os registros do passado talvez não sejam totalmente confiáveis, ou facilmente interpretados.

7. Tão-somente através do conhecimento que provém da revelação sobrenatural é que se pode compreender o verdadeiro registro da história passada da Terra.

8. O infinito poder de Deus continua sustentando e controlando o Universo.

Leia também: "O que o criacionismo não é"

Fonte: Criacionismo
(http://criacionista.blogspot.com/2009/06/o-que-pensam-os-criacionistas.html)

segunda-feira, 8 de junho de 2009

A masturbação e seus efeitos

Certo ou errado?

Para entender o que envolve a masturbação, antes de mais nada, é preciso lembrar que o mesmo Deus que criou o homem e a mulher também inventou o sexo. Foi Ele quem disse aos homens e mulheres para deixarem suas famílias, se unirem a seus cônjuges e se tornarem uma só carne. Em outras palavras, homens e mulheres devem se casar e então se unir sexualmente.

Um relacionamento conjugal, que inclui sexo, não é apenas uma união física entre duas pessoas, mas é também uma combinação de pensamentos, emoções e vidas. Tudo isso está envolvido no tornar-se “uma só carne”. Esse é o ideal de Deus para o sexo. E isso é que traz o maior prazer.

Mas, quando se fala em masturbação, a questão em jogo, na maioria das vezes, não é a sexual. Simplesmente o sintoma assumiu esta forma. Normalmente, no íntimo, há um sentimento de insatisfação consigo mesmo e com a própria vida. A masturbação é um sinônimo de outros problemas – solidão, falta de aceitação própria, imaturidade, falta de disciplina pessoal, etc.

Porque a Masturbação Está Fora dos Planos de Deus? Existem, pelo menos, três motivos: 1º Porque o prazer do sexo foi dado para uma relação de compromisso entre duas pessoas – marido e mulher, e não para um habito solitário; 2º Porque vicia. Todo o vicio e uma forma de domínio do livre arbítrio dado por Deus; 3º Porque provoca o adultério em pensamento. Para que haja o prazer solitário e necessário criar a imagem mental de uma outra pessoa desejada; Ela Traz Alguns Perigos

Veja alguns deles:
♦ Alimenta e aumenta descontroladamente o desejo sexual;
♦ Leva você a viver um mundo de fantasia;
♦ Pode enfraquecer a voz da consciência;
♦ Torna você egoísta;
♦ Leva você a tratar as pessoas como objeto;
♦ Faz você ter dificuldade para lidar com a tensão sexual e com os outras tensões da vida;
♦ Faz você se inibir em decorrência da culpa e vergonha;
♦ Prejudica o relacionamento com o seu futuro cônjuge;
♦ Pode dominar sua vida.

O começo de tudo
Como você já viu, a masturbação é basicamente a válvula de escape de alguns problemas pessoais. O mais serio é que, ao invés de resolve-los ela simplesmente os aumenta e enfraquece a pessoa na luta contra eles. Ela se torna uma forma de fugir destes problemas. Tudo começa com alguns passos que levam a pessoa ao pecado da imoralidade:
1. O desejo de conhecer tudo sobre o sexo oposto;
2. Apreciação de filmes e literatura que sejam sexualmente provocantes, mesmo sabendo que não são saudáveis a vida espiritual e emocional;
3. O material sexualmente provocante leva a pessoa a envolver-se em fantasias eróticas;
4. A pessoa começa a procurar outros para conversar sobre suas fantasias e perguntar sobre suas aventuras sexuais;
5. A masturbação surge como a forma de materializar todas as fantasias imaginadas;
6. A esta altura surge o sentimento de culpa. A pessoa sabe que seu procedimento e pensamentos a estão levando para o caminho errado. Ela começa a reagir, então, de varias formas;
7. Vem a depressão e a pessoa fica chateada consigo mesma pela falta de autocontrole;
8. A pessoa pede perdão a Deus, mas fica em duvida sobre o atendimento. Muitas vezes mesmo sentindo o perdão dEle, ainda sente dificuldade em se perdoar;
9. Ela volta a cair em pecado por não buscar a ajuda de Cristo. Se ela decidir ler a Bíblia e orar, provavelmente vai encontrar o caminho para vencer a tentação. Porem, se ela apreciar o pecado, o problema se torna mais grave;
10. Para lidar com a culpa ela passa a racionalizar, dizendo para si mesma que seu procedimento não e tão mau assim. Nesse momento a pessoa corre o risco de redefinir seus padrões morais, o que e perigoso; Como Mudar Esse é o ponto mais importante – existe solução, e ela está ao alcance. O poder Divino como ponto de partida, unido às decisões e atitudes humanas, podem escrever uma nova história.

Alguns conselhos: Peça Ajuda a Deus. Deus não deixa ninguém sozinho. O Seu amor e Sua força estão sempre ao alcance, não importa qual seja a luta. Jesus não condena. Ele perdoa e ajuda, quando o desejo honesto é vencer. Abra o Coração Para Alguém em quem Você Possa Confiar Pergunte a Deus quem pode ser essa pessoa. Deve ser cristã, mais madura que você e de confiança total. Fortaleça sua Autodisciplina Renunciar a alguma coisa pode ser difícil, quando você sente que vai ficar sem aquilo que lhe traz prazer.

Mas será que é possível renunciar a alguma coisa privando-se dela? No momento em que você disser a si mesmo: Posso renunciar, você vai descobrir uma nova alegria interior e um forte senso de liberdade. Preocupe-se com os Outros Uma vez que as pessoas, freqüentemente se masturbam devido à solidão, uma boa forma de abandoná-la é envolver-se com outras pessoas.
Separe-se de coisas que possam alimentar uma vida de fantasia Fique alerta quando você estiver sozinho, especialmente em lugares onde é fácil ser tentado: no banheiro, no chuveiro ou mesmo na cama, antes de dormir ou quando acordar. Afaste-se também das conversas “privadas” ou “maliciosas” sobre sexo com outras pessoas.

Gaste suas energias
Envolva-se com atividades criativas e alegres com outras pessoas. Saia com os amigos, leia um livro, pratique esportes, faça exercícios, enfim, descubra mecanismos de escape e hobbies que você aprecie. Procure se manter ocupado em atividades sociais. Isso esmaga a tentação.

Acredite nos Planos e Recompensas de Deus para Você Deus nunca devolve troco a menos para ninguém. A menos que você confie nas Suas promessas como melhores do que qualquer outra coisa que você passa conquistar, você vai estar recebendo alimento de Segunda qualidade e se perguntando porque ainda se sente renegado. “Desejei todas as coisas que pudesse desfrutar na vida; mas Deus me deu vida para que pudesse desfrutar todas as coisas.”

Quando Tentado Ligue-se em Jesus. A oração é a melhor defesa para a tentação, já que ela nos lembra que nosso poderoso Amigo é capaz e está disposto a nos ajudar. Lembre-se, Ele tem o melhor para você. Não diminua seu auto-respeito nem apague as descobertas sexuais felizes que você poderá partilhar com seu futuro cônjuge. Saiba que você não deve fazer isso.

Você pode viver com a tensão, e resistir a ela. Lute por ter as mãos limpas. Lembre-se: “… e o puro de mãos cresce mais e mais em forças” (Jó 17:9) Se Você Fracassar Lembre-se… Um fracasso não significa que não houve progresso. Quanto menos medo você tiver de cair, menor será a probabilidade de que isso aconteça. Sua meta deve ser: “hoje melhor do que ontem, amanhã melhor do que hoje”. Se cair, levante-se pelo poder e perdão de Deus, e continue de onde você já estava.

Lembre-se de que você já venceu uma parte da luta. Você é perdoado, e pode ser puro. “Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e purificar de toda a injustiça.” (I João 1:9) O tempo com Jesus nos liberta. “Quanto mais de Cristo, menos do pecado.” Apegue-se à oração, busque orientação especial nas palavras da Bíblia, e Deus mudará os desejos do seu coração.

VINÍCIUS A. MIRANDA

Fonte: Nisto Cremos
(http://www.nistocremos.net/2009/06/masturbacao-e-seus-efeitos.html)

domingo, 7 de junho de 2009

Show ou louvor? (Vale a pena se expor?)

Por Pr. Erton Köhler

Gosto muito de ouvir músicas e rádios evangélicas, mas tenho uma preocupação: É certo ir a shows de cantores evangélicos? As músicas falam de Deus, mas eles não são promovidos pela nossa igreja. É pecado participar desses programas?

Primeiro vamos entender o que está por trás de um show evangélico e depois você pode concluir se vale a pena participar dele ou não, e até mesmo se é pecado.

1. O foco não está em Deus - O próprio nome “show” já sugere um programa com foco fora de Deus. É uma superprodução destinada a promover alguém ou alguma coisa. Isso é muito perigoso. Quem sabe você pense: “Mas o show é evangélico. as músicas são cristãs…” Não se iluda com isso, porque o nome de Deus em uma música ou programa não significa que Ele seja realmente O adorado ou dê Sua aprovação.

2. Influência popular - Os shows evangélicos são imitações de programas populares, com objetivos, na sua maioria, comerciais ou de promoção pessoal. Esse não é o objetivo da Música Cristã, muito menos da adoração a Deus. A produção é quase a mesma, as cores, a iluminação, os instrumentistas, a aparência pessoal, os aplausos, os assobios, a tietagem, quase tudo lembra os programas populares similares. Será que isso aponta para Deus e nos leva a Ele? Será que isso direciona o poder da música para a salvação?

3. Enfraquece a música cristã - A música que deveria estar tocando corações, exaltando a Deus, aproximando pessoas dEle, acaba se transformando apenas em um elemento de expressão artística, para mostrar do que os artistas são capazes. Isso é enfraquecer a música cristã que foi feita para propósitos muito mais solenes. Música é arte, mas na música cristã a arte é um meio para promover a mensagem, e não deve ser mais forte que ela. O músico é um artista, mas o músico cristão é um ministro. Nem a música, nem o músico cristãos chamam atenção para si, mas sempre para a mensagem que foram chamados a transmitir. Em um show evangélico tudo isso fica fora de foco.

4. Vulgariza a música cristã - A maneira como a música é usada com interesses pessoais e comerciais, e o nome de Deus usado meramente como um apelo de marketing para alcançar um público e um objetivo, vulgariza a música cristã.

5. O Estilo musical é perigoso - Normalmente em um show evangélico o estilo musical escolhido busca a agitação física ou emocional do público. E a música tem poder para isso. Ligados a esses shows normalmente estão movimentos carismáticos, com manifestações e manipulações perigosas. E o pior é quando, por trás de uma música produzida para mexer com você, está uma mensagem que fere as verdades bíblicas nas quais você crê. O risco é ainda maior.

Ellen White fala da música no tempo do fim. Veja se não é a descrição da maioria dos shows evangélicos de hoje: “Demonstrar-se-á tudo quanto é estranho. Haverá gritos com tambores, música e dança. Os sentidos dos seres racionais ficarão tão confundidos que não se pode confiar neles quanto a decisões retas. E isto será chamado operação do Espírito Santo.” - Conselhos Sobre Música, pág. 27. Será que esse é um bom lugar para você estar? Sabendo que a música tem poder, vale a pena se expor?

Mas se é tão ruim assim, por que nossa igreja também promove seus shows? Corremos um risco muito grande de tentar transformar nossas festas em shows. Nossos congressos, acampamentos e outros programas precisam ser dinâmicos e criativos, mas não devem correr esse risco. Realmente há programas que focam tanto no espetáculo que enfraquecem ou anulam a força da mensagem. Esse, porém, não é o nosso ideal. Não fazemos programas para impressionar, mas para salvar.

Por que alguns de nossos músicos promovem shows, então? Mesmo em nosso meio existem músicos-artistas e músicos-ministros. Há aqueles que em tudo o que fazem querem promover sua imagem pessoal, sua foto, seu visual, sua roupa, seu fã-clube, sua capacidade vocal exuberante, se CD. Tudo o que eles fazem precisa ser um show. Eles não são nossa referência. Há muitos outros que estão preocupados em cantar aquilo que vai tocar e transformar, defendem os valores de Deus e da igreja acima dos seus, querem colaborar onde forem solicitados e ao final de uma apresentação deles a presença de Deus impressionou muito mais que sua performance. Esses não precisam de shows para cumprir seu ministério.

Sei que os jovens gostam de programas mais animados. Nossos programas não devem ser mortos ou sem atração. Sei que nossa igreja gosta de festas. Nunca devemos parar de celebrar o que Deus tem feito por nós. O ideal, porém, é usar outro nome, outro formato, outras atrações que não sejam imitações populares e que combinem com a solenidade da mensagem que temos para transmitir.

Fonte: Revista Adventista, novembro de 2003. Pág. 19. (Grifos nossos)

Nota DDP: Como sempre salientamos, este espaço pretende posicionar-se ao lado dos fatos que eventualmente apontam para o cumprimento das profecias. A consideração das possibilidades está em nosso foco.

O que chama a atenção neste ótimo artigo do Pr. Köhler é a consideração de elementos que à época de sua elaboração (2003) talvez ainda não estivessem tão delineados como já vemos em nossa realidade.

Embora muitas vezes não se tenha este nome, a proliferação de shows com temática "gospel", inclusive em nosso meio é de ser notada. A agitação física e emocional com o incremento da percussão é uma constante em ascensão e o cumprimento da profecia de Indiana cada vez mais factível. Como bem retro bem delineado, "sabendo que a música tem poder, vale a pena se expor?"

A resposta está ligada ao "modus operandi" humano, onde desde a queda o ser caído entende que sabe lidar com o pecado. Não soube evitar a queda, mas interessantemente agora entende que sabe lidar com os efeitos dela. Há portanto uma espécie de "soberba" espiritual absolutamente incompreensível, uma vontade de andar na "borda" quase suicida e uma quase irresponsável inconsequência com o legado a ser deixado para as próximas gerações.

Há uma frase do Maestro Flávio Santos que impressiona pelo seu aspecto lapidar da realidade:

Cada vez que estudamos a evolução ou degeneração da música percebemos que o ouvido humano está degradando da mesma forma que a nossa visão. Os nossos óculos auditivos são os sistemas de som Yamaha ou Mackie. Os acordes estão cada vez mais complexos pois o acorde simples já não nos agrada.

A "evolução"/degeneração da música não é mais uma opção, mas uma exigência para atender a "involução"/degeneração do ser estragado pelo pecado.

Para esta condição, o "antídoto" é Cristo Jesus, não música.

A pergunta que fica, em uma geração emergente regada a muita televisão, cinema, rádio, internet, video games e um indefectível fone branco ininterruptamente "plugado" aos seus ouvidos é: "Onde tudo isso vai dar, inclusive e, especialmente, para nós adventistas?"

Eu sugiro uma resposta aparentemente bastante óbvia: Na profecia de Indiana. E aos que discordam, O Pr. Köhler aparece cada vez mais atual: "Vale a pena se expor?"

Fonte: Diário da Profecia
(http://diariodaprofecia.blogspot.com/2009/06/show-ou-louvor-vale-pena-se-expor.html)