domingo, 20 de dezembro de 2009

Culto Familiar

Entre as praticas cristãs que marcam a vida das crianças, adolescentes, jovens, adultos e mantém a família unida está o culto familiar. Fortalece os laços afetivos e a fé, propicia momentos de confraternização, descontração, aconchego, desabafo, renovação e busca de soluções juntos. Além disso, torna o lar um porto seguro em meio às tempestades. Somente encontraremos refugio e abrigo se levantarmos esse altar diariamente em nossos lares.

O culto familiar é uma das maneiras de educação religiosa no lar. Nas palavras de Ellen White: "Significa que deveis orar com vossos filhos, ensinando-lhes como se aproximar de Jesus e contar-Lhe todas as suas necessidades. Significa ainda que deveis mostrar em vossa vida que Jesus é tudo para vós, que Seu amor torna-vos paciente, bondoso, perdoador e não obstante firme em ordenar a vossos filhos depois de vós, como o fez Abraão" (O Lar Adventista, p. 317).

Além disso, o hábito de buscar a Deus em família produz cidadãos ativos e comprometidos consigo mesmos, com o lar, com a igreja e com a sociedade. Apesar de tantos benefícios, há poucas famílias cristãs ativas em prol da igreja e da sociedade atualmente, e poucas famílias dedicadas ao ensino religioso no lar.

Como pais, não podemos deixar de formar e preparar novos trabalhadores para a vinha do Senhor. O tempo é curto, o Senhor logo virá. Há urgência de mais trabalhadores, pois a seara está madura e são poucos os ceifeiros. Nossa família precisa estar incluída entre os trabalhadores ativos no serviço do Grande Rei, utilizando tempo, talentos e recursos para contar aos de perto e de longe que o Senhor projetou uma opção melhor para eles: recomeçar. É isso que a salvação vem nos proporcionar.

É tempo de manter o culto familiar como prioridade alta. Vivemos nos "últimos dias" da história deste planeta. Logo chegará o momento de apresentar-nos, com nossos filhos, ao Senhor.

"Pais, tomai convosco vossos filhos em vossos exercícios espirituais. Envolvei-os nos braços de vossa fé, e consagrai-os a Cristo. Não permitais que coisa alguma vos leve a recuar de vossa responsabilidade de educá-los retamente; não consintais que nenhum interesse secular vos induza a deixá-los para trás. Nunca permitais que vossa vida cristã os isole de vós. Levai-os convosco ao Senhor; educai-lhes a mente para que familiarizem com a divina verdade. Deixai-os associarem-se com os que amam a Deus. Levai-os ao povo de Deus como crianças cujo caráter próprio para a eternidade estais ajudando edificar", diz White.

Vamos encontrar ao Senhor unidos em família. "Deixai vir a Mim os pequeninos..."

Rejane Godinho

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Pregar a mensagem Adventista

Sou Adventista do Sétimo Dia de berço. Isso quer dizer que conheço a Igreja há 34 anos, certamente melhor a partir da minha adolescência. Ao longo deste tempo (pouco, considerando os quase 150 anos da nossa história mundial), aprendi o que é a Igreja Adventista do Sétimo Dia: porque surgimos, o que defendemos, o que nos motiva, enfim, aquilo que somos.

Julgo que um elemento fundamental se pode aferir da nossa própria cultura (aquilo que, enraizado na nossa vida, faz de nós aquilo que somos e determina o nosso proceder): as nossas diferenças.

Desde sempre fomos diferentes. Não o fomos em tudo desde o princípio; mas quando surgia motivo para nos demarcarmos de hábitos e comportamentos habituais da sociedade, nunca hesitamos em fazê-lo. Exemplos são a alimentação, o vestuário, os lugares que (não) frequentamos e o estilo de vida, além, evidentemente, das doutrinas.

E, ainda mais longe do que simplesmente ser diferentes, nunca tivemos qualquer tipo de problema, nem tampouco nos questionamos, sempre que tivemos de, pelo conteúdo da nossa pregação, confrontar ideias e conceitos há muito criados e estabelecidos na mente da esmagadora maioria das pessoas, que, confessemos, resultam por vezes em algum conflito.

Ultimamente tenho-me questionado se algo está a mudar neste aspeto...

Veja este exemplo, talvez para entender melhor o raciocínio.

domingo, 13 de dezembro de 2009

A liberdade religiosa e a "difamação das religiões"

Especialistas em liberdade religiosa avisam que a chamada resolução de "difamação de religiões" que deve ser posta à consideração pela Assembleia Geral das Nações Unidas este mês sugerirá restrição do discurso religioso no mundo inteiro.

Tendo em vista punir aqueles cujo discurso possa ofender a sensibilidade religiosa de ouvintes, a aprovação da resolução criaria um precedente que restringiria a liberdade de expressão religiosa, disse James D. Standish, diretor de relações com a ONU da Igreja Adventista do Sétimo Dia a nível mundial.

"A própria resolução não tem força legal, mas realmente cria um clima para empenho em promover uma nova norma legal internacional que restringe a liberdade do discurso religioso", explica Standish. Se aprovada, a resolução não só estabeleceria um precedente legal para outras nações seguirem, mas também legitimaria efetivamente a política em algumas nações que já procuram controlar o discurso religioso, ele acrescentou.

"Não podemos permitir que se confie neste modelo nacional fracassado como base para a criação de novos padrões legais internacionais", comentou Standish.

Anteriormente neste ano, os membros da diretoria da Associação Internacional de Liberdade Religiosa (IRLA) esboçaram uma declaração advertindo que leis que procurem controlar o discurso religioso poderiam ser impostas arbitrária e desigualmente, resultando em desrespeito a liberdades individuais de expressão, que disseram incluir o direito de comparar-se e críticar crenças e práticas religiosas.

O grupo concluiu que as lei de direitos humanos internacionais existentes já protegem suficientemente grupos confessionais de atos de discriminação ou violência e recomendou a líderes nacionais e especialistas em liberdade religiosa que rejeitem quaisquer leis futuras sobre difamação de religiões. No período antecedente à votação, marcada para meados de dezembro, Standish encontrou-se com representantes de vários Estados-membro da ONU, procurando criar a conscientização das implicações da resolução e discutir alternativas para fortalecer as proteções à liberdade religiosa existentes.

Entre 2006 e 2009, a resolução de difamação de religiões teve 27 por cento em declínio em seu apoio geral, em grande medida dado o trabalho de advogados de liberdade religiosa, informou um recente boletim de notícias da IRLA.

"É bom a ONU avançar na direção certa nesta questão ... mas esta luta está longe de terminar", disse John Graz, secretário-geral de IRLA e diretor do Departamento de Liberdade Religiosa e Relações Públicas da Igreja Adventista. "A liberdade religiosa é um direito frágil que não podemos ter como garantido", completou.

Fonte - ANN

Nota DDP: A livre pregação do Evangelho está com os dias contados.

Nova Voz - Vamos Subir

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

O Cristão e a Maçonaria

m_capa_272Este assunto tem sido motivo de muita curiosidade e especulação. Idéias ligadas ao prestígio e a privilégios de participação nesta sociedade secreta são há muito tempo conhecidas.
A origem da maçonaria é associada pela maioria dos eruditos aos itinerantes artífices de pedra (pedreiros e construtores de catedrais da Idade Média), libertos da servidão de seus mestres a partir dos séculos XIII e XIV. Eles formaram sindicatos, que eram freqüentemente ilegais, e daí desenvolveram certos símbolos e sinais ocultos para comunicarem entre si, o que permanece até os dias de hoje.
A maçonaria cresceu com muita força e rapidez. Tem influência marcante nas várias camadas da sociedade, inclusive religiosas, apesar de muitos protestos da grande maioria das igrejas. Pela perspectiva humana, há bons indivíduos e obras sociais admiráveis.
Embora ela alegue não ser uma religião, há muitos indícios para que seja considerada como tal: crença num Ser ou seres sobrenaturais, distinção entre objetos sagrados e profanos, atos rituais, oração, crença em uma vida futura e código moral com sanção divina, por exemplo. À luz destas definições alguém perguntou: “O que mais a maçonaria precisaria para ser uma religião?”.
Albert Mackey, uma das maiores autoridades maçônicas, declara em termos enfáticos: “a religião da maçonaria não é a do cristianismo”. Essa declaração mais que confirmar ser a maçonaria uma religião ainda acrescenta o fato de não ser ela cristã.
Conquanto haja muitos maçons ilustres e bons indivíduos na sociedade tem sido impossível associar o cristianismo à filosofia da maçonaria.
Vejamos alguns obstáculos:
a) O lugar da Bíblia é simbólico e não possui peso superior aos de outros livros considerados por eles sagrados como o alcorão e a cabala. A Bíblia é reinterpretada conforme a filosofia maçônica.
b) O G.A.D.U. é o Deus de todas as religiões e não retrato do único Deus verdadeiro.
c) Jesus é quase sempre ignorado. É visto como um grande discípulo e não há crença em Sua ressurreição. Outros líderes religiosos são freqüentemente mais citados. Até nas orações feitas nas lojas não se ora em nome de Jesus, como ensina a Bíblia.
d) O homem é visto como alguém bom por si mesmo. Torna-se aceitável diante de G.A.D.U. por sua própria justiça, anulando qualquer necessidade da intercessão de Jesus.
e) A ética maçônica exclui de seus juramentos e filiação deficientes físicos, mulheres e pobres, o que contraria os princípios cristãos de inclusão.
f) Há convicções cada vez maiores da relação maçônica com o ocultismo.
Há muitos outros detalhes que o espaço infelizmente não nos permite explanar. Sabe-se ainda, por exemplo, que a iniciação à maçonaria se dá por juramentos de lealdade vinculados à mutilação e até morte, mesmo que talvez nunca sejam executados.
Como se não bastasse isso, o iniciado, também chamado “profano” é conduzido com os olhos vendados e obrigado a admitir que andava nas trevas e que agora receberá a verdadeira luz da maçonaria, isso inclui o cristão.
Contraria o princípio de justiça cristã o fato de um maçom comprometer-se a defender seu amigo maçom pelo simples fato de ser um maçom, independente dele estar certo ou não naquela situação, excetuando-se homicídios e traição.

Para nós adventistas, a maçonaria tem outro agravante que é a crença na imortalidade da alma, o que também contraria a Bíblia.
Mesmo sendo pouco o que aqui foi exposto podemos perguntar: Como poderia qualquer pessoa honesta juntar dois conceitos – maçonaria e cristianismo – tão opostos entre si? “Quem se recusa a raciocinar é um fanático, quem é incapaz é um tolo, e quem não tem coragem é um escravo” (Lord Byron).
Pense nisso!
Wallace B. Esterci
O Cristão e a Maçonaria


Fonte: Advir

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Prece solidária



O carro verde estaciona no shopping. Dentro dele está um casal de meia-idade com a mulher ao volante. Assim que estacionam, o marido diz:

- Mary, você terá que girar a chave para que eu possa subir o vidro elétrico.

- Jim, você é um imbecil! Eu já lhe disse cem vezes para subir os vidros enquanto o motor ainda está funcionando. Será que você nunca vai aprender?

O homem abre a boca e um vendaval de palavras jorra para fora, uma mistura de sacro com profano de tal nível que a mulher não poderia deixar de entender que as suas palavras haviam tocado num ponto sensível. Ficando mais e mais irado, ele a acusa de estragar o que estava sendo um dia perfeito, por não conseguir ficar com a boca calada.

Próximo o suficiente para ouvir toda a conversa, Roger Morneau pensa: "Que homem perverso!" E imediatamente ora: "Jesus, por favor, perdoa-os. Pelo grandioso poder do Teu Santo Espírito, por favor, repreende as forças demoníacas que estão oprimindo a mente deles, e abençoa a vida deles com a doce paz do Teu amor."

Naquele instante, a tempestade verbal cessa. Por uns 20 segundos ambos permanecem calados, e em seguida o homem quebra o silêncio:

- Mary, estou arrependido por ter ficado tão irado. Realmente me sinto mal agora por lhe ter falado daquela maneira. Não sei por que fico tão nervoso às vezes. Consigo até sentir a raiva crescer dentro de mim para com as pessoas que eu tanto amo. Por favor, perdoe-me, e eu prometo me esforçar realmente para não repetir essas explosões.

Morneau diz que foi lindo ouvir a mulher admitir que ela era, pelo menos parcialmente, culpada por não tomar cuidado com as palavras, e que às vezes até sentia prazer em atacá-lo verbalmente.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Conforto e Comodidade

A generalidade do mundo moderno vive hoje em tempos de relativo bem-estar. Principalmente na Europa, América do Norte, Austrália e outras zonas economicamente prósperas, nota-se em boa parte dessas sociedades alguma tendência para um considerável grau de conforto e comodidade, apesar deste fenómeno não ser ainda transversal, mas localizado. 


Desfrutámos hoje de alguns equipamentos e ferramentas que há bem poucos anos nem poderíamos imaginar. Com um pequeno aparelho de bolso conseguimos falar com qualquer pessoa em praticamente qualquer parte do mundo. Os inúmeros canais de televisão chegam massivamente aos lares, onde à enorme parafernália de electrodomésticos só falta antecipar a instrução humana. Os sistemas de aquecimento e refrigeração fazem de algumas casas verdadeiras mansões de bem-estar. A internet revolucionou por completo os métodos de fazer negócio e entretenimento, colocando à distância de poucos segundos o acesso a todo o tipo de informação. Os automóveis são cada vez mais seguros e fiáveis, dando por vezes a sensação de nem termos saído de casa.




No meio disto tudo, a vida diária ficou aparentemente mais fácil. Tarefas são executadas com maior rapidez e menos esforço. Grandes distâncias são cobertas em relativamente pouco tempo. Tudo faz crer que a modernização da sociedade nos tornará a vida sucessivamente mais fácil.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Engolidos pela TV

Em apenas 3 horas e 20 minutos intercalados dentro de 3 dias, veja o que foi possível colher de mensagens subliminares existentes em filmes, novelas, desenhos animados e propagandas comerciais:
 
Atos de violência ........................................... 65 cenas
Assaltos........................................................ 2 cenas
Armas.......................................................... 24 cenas
Bebidas......................................................... 2 cenas
Sexo............................................................ 9 cenas
Mentira....................................................... 15 cenas
Linguagem obsena....................................... 15 cenas
Medo, pavor.................................................. 30 cenas
Discussão.................................................... 44 cenas
Desrespeito.................................................. 44 cenas
Drogas........................................................ 4 cenas
Infidelidade.................................................. 3 cenas
Profanação do Nome de Deus........................26 cenas Contra
Saúde............................................................. 1 cena
Carinho e amor............................................... 1 cena
Palavras bondosas.......................................... 3 cenas
Educativas...................................................... 2 cenas



Mas o que mais me surpreendeu de todos esses dados é que somente de cenas espiritualistas, magia sobrenatural e mistissismo somam-se o total de 139 cenas. Podemos dizer que do que há de mais vil tem sido difundido nas telinhas da televisão. Sem muita consciência os espectadores, entre eles os pais, mães, filhos, avôs, netos e até mesmo uma soma grande de intelectuais como psicólog os, educadores e governantes têm se alimentado desse câncer que entra pelos sentidos, devorando valores e princípios.

Este tipo de esgoto da sociedade está se desaguando nas casas de muitos cristãos da atualidade. Muitos passam cerca de 3, 5 ou 8 horas em frente de uma televisão enquanto que passam apenas uma hora na igreja no momento de culto. Que tipo de valores e princípios estamos nutrindo para a vida eterna? O alimento que estamos colocando em nossa mente nutrirá a nossa natureza carnal ou espiritual? Você consegue se ajoelhar para orar e agradecer a Deus pelo belo dia e pelas vitórias após ter assistido uma novela ou um filme onde valores são quebrados, princípios eternos são debochados? 
 
Queridos pais e professores, e porque não jovens. Nossa geração e principalmente nossos filhos estão sendo educados pela mídia atual, e você já parou para se perguntar do que é formado a mídia? Ela é formado por aquilo que mais vende. O que mais vende é: A) - Violência, B)- Misticismo, C)- Sexo. É exatamente esse tipo de geração que estamos tendo hoje. Pessoas depravadas sexualmente, índices de violência alarmantes e crescentes e uma procura por misticismo e coisas sobrenaturais como nunca.

Muitos jovens cristãos estão saindo da igreja porque não conseguem viver sem pensar em sexo. Suas mentes são bombardeadas na escola, nas bancas, nos filmes que aparentemente são inocentes com pequeninas cenas  picantes. Pequeninas, mas....bem picantes. E o pior, as vezes trazidas para dentro da própria casa pelos pais.

Um dia um irmão me chamou de fanático, extremista e legalista por eu não querer televisão dentro de minha casa. Parece que o ERRADO é querer se afastar do mundo. O ERRADO nos dias atuais é querer se proteger das ciladas do diabo. o ERRADO é ser diferente. Já é comprovado psicológicamente que para um homem basta 2 segundos de cena de nudez pra ter problemas sérios com tentações por mais de uma semana. Portanto por mais bonito e legal que seja o filme, uma cena de apenas poucos segundos de nudez ou cenas de sexo já serão suficiente para estragar a mente de muitos homens por muitos dias.

Ellen White nos advertiu muitas vezes em seus escritos para vigiarmos as avenidas da alma que são os cinco sentidos. A palavra de Deus apela para dar atenção a tudo que é puro e a termos cuidados criteriosos a tudo que contemplamos. Tudo que entra em nossa mente através da vias dos sentidos nutrirá nossa natureza espiritual ou carnal. Não existe um terceiro reservatório. tudo vai ou para alimentar a natureza espiritual ou carnal. Se não tivermos devido cuidado, será impossível vencer mesmo com o poder de Deus.

Tomemos cuidado com a televisão, preservemos nossos filhos, nossas famílias, pois estamos no limiar do grande conflito e satanás usará de tudo para se sair bem neste conflito. Que Deus nos abençoe.


Publicado originalmente em Blog de Gilberto Theiss.

sábado, 5 de dezembro de 2009

O Ômega da Apostasia – Louvor, adoração e espiritualidade

Louvor, Adoração e Espiritualidade. Peças do Quebra Cabeça do Ômega da Apostasia

Pr. Joaquim Azevedo Neto, Ph.D.
Professor de Línguas Bíblicas e Antigo Testamento do SALT-IAENE, Bahia
Editor da revista Hermenêutica
Coordenador do Centro de Pesquisa de Literatura Bíblica

Para uma melhor compreensão do termo Ômega, o qual aparece nos escritos do Espírito de Profecia, temos que considerar o tema do selamento. Quem é que sela? E por que sela? Podemos entender, fundamentados em Efésios 1:13 e 4:30, que o Espírito Santo é quem sela para a redenção. Em Ap 7:1-4 (veja também Ez 9:1-6) o anjo sai a selar o povo de Deus antes, durante e depois da sacudidura preparando-os para o alto clamor e o fechamento da porta da graça. Portanto, a função do Espírito Santo é fundamental nos últimos dias desta geração.

Assim podemos acertadamente dizer que o inimigo das almas tentará neutralizar a obra do Espírito Santo na vida do remanescente. Essa tentativa satânica é a substituição do Espírito verdadeiro pelo falso. Desde a sua queda no Céu, Satanás assim tem trabalhado, mas seus esforços serão mais intensos nos últimos dias. Essa tentativa de substituição pode ser parte do Ômega. Apresentarei detalhes a seguir que corroboram com esta asserção.

Da mesma maneira como o alfa da apostasia no tempo do Dr. Kellogg era relacionado com a natureza de Deus (panteísmo), anulando assim o trabalho de Deus na vida do crente, o qual é a obra do Espírito Santo; assim é de se esperar que o Ômega, contenha esse mesmo elemento de engano,[1] isto é, a tentativa de anular a obra do Espírito Santo para que o remanescente não seja selado e preparado para enfrentar os últimos eventos da história desta terra.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Problemas no Layout

Esse blog está apresentando problemas no Layout. Peço perdão pelo inconveniente, caso queira conferir as seções do blog vá até o fim das postagensd. Assim que possível (ou melhor, assim que eu descobrir como ) o problema será corrigido.

sábado, 14 de novembro de 2009

As Preocupantes Implicações do Uso dos Tambores/Bateria na Adoração a Deus


As Preocupantes Implicações do Uso dos Tambores/Bateria na Adoração a Deus

Pr. Otimar Gonçalves

Tudo, porém, seja feito com decência e ordem (I Coríntios 14:40)

A igreja de Corinto estava vivendo um conturbado momento na adoração por falta de ordem e reverência no culto a Deus. O emocionalismo e o exibicionismo estavam invadindo os cultos de adoração; o apóstolo Paulo, sentindo a necessidade de organização e sistematização no culto ao Deus verdadeiro, disse de forma consistente e lacônica: “Tudo, porém, seja feito com decência e ordem.” É interessante frisarmos que a palavra ‘decência’ no original grego: euschemonos, quer dizer apropriadamente e decentemente; já a palavra ‘ordem’ no grego: taxis, significa: justa, correta, ordenada e condição ordenada.

Penso que devemos ter bastante cuidado na nossa adoração, afim de que tenhamos um equilíbrio em a razão e a emoção. Trabalhemos arduamente para termos um culto Cristocêntrico, onde o nosso Deus seja adorado ‘na beleza da Sua santidade’.

Cuidado com o excesso de emocionalismo e sentimentalismo na música

Infelizmente estamos presenciado uma nova ‘onda’ ou um novo modismo de sentimentalismo e emocionalismo adentrando as nossas igrejas via ministério da música. Essa tendência está vindo como resultado de alguns músicos e cantores nossos copiarem modelos de cantores e músicos americanos; outro fator eu diria que é puramente comercial, ou seja, a vontade de fazer que com os nossos produtos fonográficos cheguem para o público evangélico em geral, e em especial as igrejas do ramo neo-pentecostal.

Há ainda outros fatores preocupantes, como o uso exagerado de alguns métodos ou ‘recursos’ gestuais na hora da adoração. São eles: O artifício de levantar as mãos, bater palmas, cantar de olhos fechados e o uso de instrumentos musicais que tendem a ‘mexer’ conosco da nossa cintura para baixo – por exemplo; a bateria/tambores, seja ela acústica ou elétrica, e também o uso exagerado da guitarra.

O que percebemos é que a maioria das igrejas evangélicas, em especial as do ramo neo-pentecostal que fazem o uso contínuo da bateria/tambores tem como resultado as seguintes atitudes físicas na hora da adoração musical: Começam cantando de olhos fechados, em seguida levam as mãos, dependendo do ritmo da música começam a bater palmas, logo em seguida vêm pequenos gestos de danças e o último resultado – a iniciação do falar em línguas estranhas. Perceba que a percussão vem acompanhada de um ‘pacote’ de atitudes gestuais na hora da adoração a Deus no momento da música, tornando assim, a nossa adoração, digamos, muito inclinada para o antropocentrismo.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

A Música na Igreja

A música é um poderoso recurso para inúmeras utilidades. Serve tanto para aproximar da pureza de DEUS quanto para o sensualismo mundano; para ensinar preciosidades como para aviltar; para elevar culturalmente como para rebaixar o comportamento moral; para separar do mundo e aproximar de DEUS como para associação com o mundanismo, para louvar a DEUS como para homenagear a satanás. Tudo na vida que se faz com música não é igual ao que sem faz sem ela. Sempre há algum tipo de propulsão havendo música. Poderosa, influencia a nossa mente, é forte recurso para a formação de princípios e hábitos de vida, seja para o bem, seja para o mal. A música jamais é neutra, ou é útil para elevar nossos referenciais de vida, ou para rebaixá-los.

Tendo isto e mente, estamos bastante tristes quanto à música que está entrando na nossa igreja. Decidimos estudar sobre o assunto, e como resultado, ficamos perplexos e preocupados com as tendências. Algo terrível está em andamento. É algo que foi profetizado, portanto, merece respeito consideração. Se é profecia, devemos estar atentos, pois ela se cumprirá. Ou, já está se cumprindo.

Decidimos contribuir para orientar sobre o assunto: música na igreja, dado que ela tem como foco louvar a DEUS e também nos aproximar d’Ele, bem como nos educar para sermos cidadãos do Reino de DEUS na vida eterna. A música de louvor deve contribuir nessa direção, outras músicas, nem tanto, ou positivamente fazem o contrário. (...) Louvor não é questão de gosto. Louvor é uma definição feita por DEUS, e não somos nós que decidimos como deve ser esse louvor.

Sentimos a responsabilidade de nos posicionar, pois se nos omitirmos, um dia DEUS, e também quem sabe muitos irmãos, nos cobrarão pelo que sabíamos e não dissemos. Essa cobrança pode acontecer quando já for tarde demais.

Não é intenção polemizar, nem condenar, nem combater esta ou aquela pessoa. Pelo contrário, a intenção é sinceramente evitar que o estrago que certos tipos de música vem causando na igreja piorem a situação. Por exemplo, ela já dividiu o ministério, há líderes que não a admitem, e há os que a defendem. O que resta então aos assim chamados leigos no meio dessas posições cruzadas?

sábado, 7 de novembro de 2009

O Concílio de Vichy


O estadista britânico Winston Churchill costumava dizer que a coragem é a primeira das virtudes, pois, faltando essa, as demais desaparecem. Esse aforismo pôde ser comprovado durante a política beligerante do nazismo na segunda metade da década de 1930. À História.


Em 1938, os primeiros-ministros Neville Chamberlain, pelo Reino Unido, e Édouard Daladier, pela França, assinaram com Hitler e Mussolini o malfadado Tratado de Munique, garantindo à Alemanha a anexação dos Sudetos, parte da antiga Tchecoslováquia. Semelhante à moça que permite liberdades ao namorado calculando que assim mitigará suas pulsões, Chamberlain estava plenamente convicto de que suas concessões poriam limite ao ímpeto expansionista alemão. Semelhante ao jovem que interpreta a passividade da namorada como um convite a novas e mais ousadas investidas, Hitler entusiasmou-se; meses após tomar os Sudetos, ocupou toda a Tchecoslováquia; no ano seguinte, massacraria a Polônia, dando início à Segunda Guerra.


Seria instrutivo atentar para o alívio que se seguiu imediatamente ao acordo que sacrificava a Tchecoslováquia. Enquanto o primeiro-ministro britânico regia o coro dos otimistas (“a paz está assegurada”), um e outro descontentes, como o escritor católico Georges Bernanos,* alertavam para a “alegria ignóbil”. Churchill, sempre ele, foi mais incisivo: “Entre a guerra e a desonra, preferiram a desonra, e terão a guerra.” Não poderia ter sido mais profético. Entre setembro de 1939 e maio de 1940, seguiu-se a chamada “Guerra de Fancaria”, quase sem confrontos armados entre os países signatários do tratado. Até que os alemães atropelaram os Países Baixos, atraindo a defensiva de ingleses e franceses para a fronteira da Bélgica enquanto cruzavam a acidentada floresta de Ardenas. Em 14 de junho, tomaram Paris. Em 22 de junho, a França se rendia. Vichy, estância termal situada no centro geográfico do país, passou a sediar o governo fantoche e colaboracionista do Marechal Pétain. A França se tornou vassala da Alemanha, obrigando-se a fornecer víveres e insumos industriais para a máquina de guerra alemã e judeus para os campos de concentração. Desmoralizado e abatido, Chamberlain morreria em novembro do fatídico ano na incerteza do que o futuro reservava à Grã-Bretanha.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

O Povo a Caminho

Semana passada vi esse comentário de Sikberto Marques (veja o site AQUI) para a escola sabatina. Achei muito relevante e por isso estou postando aqui. Vale a leitura.

...Como aquele enorme povo saía de uma condição de escravidão, deviam libertar-se da cultura terrestre de escravos, para saberem como viver livremente na nova pátria que lhes aguardava. Assim também é conosco. Essa Terra é um lugar de escravidão, de costumes, de estilos de vida, de modos de alimentação, de adoração, etc., que não são compatíveis com a Nova Terra para onde estamos indo. Assim como os israelitas, nós também devemos agora aprender a viver a liberdade que teremos quando chegarmos à Canaã Celestial. Mas isso devemos aprender aqui, enquanto ainda estamos caminhando no nosso deserto, que é a sociedade de consumo de tudo que é coisa, um enorme deserto espiritual quanto a verdadeira adoração. Essa é a condição do mundo antes do fechamento da porta da graça.

Eles tiveram que aprender organização, ordem, disciplina, obediência a leis e princípios de vida, para poderem viver onde estava indo. Nós, da mesma forma, devemos aprender essas mesmas coisas. E isso devemos fazer em nossa igreja. As programações nunca devem ser improvisos, nem mal preparadas, ou alguém na última hora deixa de cumprir seu compromisso e não avisa os responsáveis, ou até o próprio líder nem aparece (isso é bem comum!!!). Há casos em que horários não são cumpridos, começa tarde e “se espicha” sabe lá até que horas, que ninguém prevê. É freqüente a música nada ter a ver com a mensagem. Mais freqüente ainda é se ter música secular dentro da igreja, até por meio de cantores profissionais, conjuntos profissionais, grupos, quartetos etc., embora a abundante literatura oficial a tratar sobre esse assunto. Vai ficar cada vez mais desafiador ser cristão entre os cristãos, como foi na Idade Média.

Não será assim que a igreja se preparará para a Nova Terra. Em outras palavras, quem agir assim, uma só coisa é certa, esse não se salva. A Nova Terra Celestial é um lugar que prima pela organização e obediência a princípios eternos, e jamais se inclinará ao que nós, aqui na degenerada Terra, entendemos ser culto a DEUS. Todos nós devemos ler e pensar muito sobre esses pontos acima, pois por falta de literatura não se pode mais alegar inocência. DEUS nos tem orientado suficientemente por meio de EGW, e mais recentemente, por meio de livros e revistas oficiais, onde existe informação sobre como nós nos devemos portar para sermos futuros cidadãos do Reino de DEUS. A realidade, infelizmente, nos diz que grande parte de nós, como os israelitas naqueles tempos antigos, não estamos nos preparando para a Nova Terra.

... é mais fácil alguém se salvar que se perder. Isso é real, não apenas palavras agradáveis.

Para se perder tem que seguir o mundo, e tem que suportar sofrimento, ilusões, ficar mais doente, ser enganado, viver sem esperança, em freqüentes conflitos com familiares e outras pessoas. Mas para se salvar tem que só aprender a sentir o amor de CRISTO e por isso entregar-se a Ele e sentir a transformação (algo muito agradável), terá esperança, uma certeza de futuro excelente, tem melhor saúde, perde menos tempo e dinheiro com tratamentos médicos, tem amigos confiáveis, não vive em inimizade (embora possam existir pessoas que não gostem de bons cristãos, e são muitos, mas o verdadeiro cristão não é inimigo de ninguém). É mais prazeroso viver no caminho da salvação do que no da perdição.

Para ser salvo CRISTO já providenciou tudo, nós só temos que optar e Ele mesmo nos transformará. O que muitos acham difícil é fazer essa opção (entrega) pois tem que abrir mão de muito do que o mundo oferece, atrai e seduz. Mas para se perder, tem que correr como louco atrás do dinheiro, tem que beber bebida alcoólica, tem que não ter tempo para a família, tem que viver consumindo de tudo, tem que estar sempre atento às modas, tem que assistir programas indecentes, e tudo o mais que satanás está oferecendo o tempo todo. Viver com CRISTO ao lado é algo muito bom, emocionante até, embora as provações, mas viver com satanás por perto é desesperador, tem que estar sempre iludido para não perceber a realidade imediata. Viver com CRISTO é ter certeza de vida eterna, mas viver como o mundo, só tem uma certeza, dias piores virão com futuro é negro.

Mesmo assim, a maioria das pessoas prefere o mundo. Qual a explicação? As pessoas gostam do mundo e preferem ser iludidas, apreciam enganar, portanto, também deverão submeter-se a serem enganadas. Algo assim é racional?

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Do mundo virtual ao espiritual

Ao viajar pelo Oriente, mantive contatos com monges do Tibete, da Mongólia, do Japão e da China. Eram homens serenos, comedidos, recolhidos e em paz nos seus mantos cor de açafrão. Outro dia, eu observava o movimento do aeroporto de São Paulo: a sala de espera cheia de executivos com telefones celulares, preocupados, ansiosos, geralmente comendo mais do que deviam. Com certeza, já haviam tomado café da manhã em casa, mas como a companhia aérea oferecia um outro café, todos comiam vorazmente. Aquilo me fez refletir: “Qual dos dois modelos produz felicidade?”

Encontrei Daniela, 10 anos, no elevador, às nove da manhã, e perguntei: “Não foi à aula?” Ela respondeu: “Não, tenho aula à tarde.” Comemorei: “Que bom, então de manhã você pode brincar, dormir até mais tarde.” “Não”, retrucou ela, “tenho tanta coisa de manhã...” “Que tanta coisa?”, perguntei. “Aulas de inglês, de balé, de pintura, piscina”, e começou a elencar seu programa de garota robotizada. Fiquei pensando: “Que pena, a Daniela não disse: ‘Tenho aula de meditação!’”

Estamos construindo super-homens e supermulheres, totalmente equipados, mas emocionalmente infantilizados. Por isso as empresas consideram agora que, mais importante que o QI, é a IE, a Inteligência Emocional. Não adianta ser um superexecutivo se não se consegue se relacionar com as pessoas. Ora, como seria importante os currículos escolares incluírem aulas de meditação!

Uma progressista cidade do interior de São Paulo tinha, em 1960, seis livrarias e uma academia de ginástica; hoje, tem sessenta academias de ginástica e três livrarias! Não tenho nada contra malhar o corpo, mas me preocupo com a desproporção em relação à malhação do espírito. Acho ótimo, vamos todos morrer esbeltos: “Como estava o defunto?” “Olha, uma maravilha, não tinha uma celulite!” Mas como fica a questão da subjetividade? Da espiritualidade? Da ociosidade amorosa?

Outrora, falava-se em realidade: análise da realidade, inserir-se na realidade, conhecer a realidade. Hoje, a palavra é virtualidade. Tudo é virtual. Pode-se fazer sexo virtual pela internet: não se pega aids, não há envolvimento emocional, controla-se no mouse. Trancado em seu quarto, em Brasília, um homem pode ter uma amiga íntima em Tóquio, sem nenhuma preocupação de conhecer o seu vizinho de prédio ou de quadra! Tudo é virtual, entramos na virtualidade de todos os valores, não há compromisso com o real! É muito grave esse processo de abstração da linguagem, de sentimentos: somos místicos virtuais, religiosos virtuais, cidadãos virtuais. Enquanto isso, a realidade vai por outro lado, pois somos também eticamente virtuais...

A cultura começa onde a natureza termina. Cultura é o refinamento do espírito. Televisão, no Brasil - com raras e honrosas exceções -, é um problema: a cada semana que passa, temos a sensação de que ficamos um pouco menos cultos.

A palavra hoje é “entretenimento”; domingo, então, é o dia nacional da imbecilização coletiva. Imbecil o apresentador, imbecil quem vai lá e se apresenta no palco, imbecil quem perde a tarde diante da tela. Como a publicidade não consegue vender felicidade, passa a ilusão de que felicidade é o resultado da soma de prazeres: “Se tomar este refrigerante, vestir este tênis, usar esta camisa, comprar este carro, você chega lá!” O problema é que, em geral, não se chega! Quem cede desenvolve de tal maneira o desejo, que acaba precisando de um analista. Ou de remédios. Quem resiste, aumenta a neurose.

Os psicanalistas tentam descobrir o que fazer com o desejo dos seus pacientes. Colocá-los onde? Eu, que não sou da área, posso me dar o direito de apresentar uma sugestão. Acho que só há uma saída: virar o desejo para dentro. Porque, para fora, ele não tem aonde ir! O grande desafio é virar o desejo para dentro, gostar de si mesmo, começar a ver o quanto é bom ser livre de todo esse condicionamento globalizante, neoliberal, consumista. Assim, pode-se viver melhor. Aliás, para uma boa saúde mental três requisitos são indispensáveis: amizades, autoestima, ausência de estresse.

Há uma lógica religiosa no consumismo pós-moderno. Se alguém vai à Europa e visita uma pequena cidade onde há uma catedral, deve procurar saber a história daquela cidade - a catedral é o sinal de que ela tem história. Na Idade Média, as cidades adquiriam status construindo uma catedral; hoje, no Brasil, constrói-se um shopping center. É curioso: a maioria dos shopping centers tem linhas arquitetônicas de catedrais estilizadas; neles não se pode ir de qualquer maneira, é preciso vestir roupa de missa de domingos. E ali dentro sente-se uma sensação paradisíaca: não há mendigos, crianças de rua, sujeira pelas calçadas...

Entra-se naqueles claustros ao som do gregoriano pós-moderno, aquela musiquinha de esperar dentista. Observam-se os vários nichos, todas aquelas capelas com os veneráveis objetos de consumo, acolitados por belas sacerdotisas.

(Frei Betto, Jornal Conversa Pessoal)

Fonte: Criacionismo

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Teria Deus Criados os Tambores?

TERIA DEUS CRIADO OS TAMBORES?
Seria isto verdade ou apenas uma suposição?


Antes de continuar, gostaria de demonstrar o meu respeito aos que defende esta ideia, eles são servos de Deus e têm desempenhado um grande trabalho nesta igreja, que é o único instrumento de Deus nesta Terra. E afirmo: Não haverá outra! Os fiéis desta igreja se transformarão no povo remanescente que Cristo virá buscar. Portanto, não tenho como objetivo combatê-los, mas apenas fazer algumas considerações a respeito do assunto em questão.

Perguntas que surgem
Se Deus criou os tambores, por que eles não se encontram em nenhum dos versos que autorizam o uso de instrumentos musicais no Templo? Afinal, foi ele uma cópia do “verdadeiro Tabernáculo que o Senhor erigiu e não o homem”. O modelo do Templo é uma cópia do Santuário Celeste, onde são executados os louvores para adoração a Deus. Se Deus criou os tambores para Lúcifer dirigir o louvor no Santuário Celeste, por que não autorizou o uso em seu Templo Terrestre? Teria Deus mudado o sistema de adoração? Deus altera suas determinações a respeito de como devemos adorá-lo? (I Cr. 25:3, II Cr. 5:12, II Cr. 20:28, II Cr. 29:25, Êx. 25:8, Hb. 8:2, Ml. 3:6).

Alguns podem argumentar sobre a existência de címbalos no templo, mas címbalos não são tambores, apesar de serem instrumentos de percussão, existem várias diferenças entre eles, principalmente na maneira como os címbalos eram utilizados. Sugiro a leitura do artigo O Uso da Percussão na Adoração à Luz da Bíblia de Levi de Paula Tavares, para uma melhor compreensão do assunto.

Então de onde surgiu esta ideia?
Este ponto de vista surgiu a partir da leitura do verso encontrado em Ezequiel 28: 13, conforme a tradução Almeida Revista e Corrigida que diz:

“Estavas no Éden, jardim de Deus; toda a pedra preciosa era a tua cobertura, a sardónia, o topázio, o diamante, a turquesa, o onix, o jaspe, a safira, o carbúnculo, a esmeralda e o ouro: a obra dos teus tambores e dos teus pífaros estava em ti; no dia em que foste criado, foram preparados.” Ez. 28:13.

Quero analisar junto com você o texto do Comentário Bíblico Adventista sobre o verso.

Tamboriles.
Plural de tof, pelo geral um tamborzinho de mão (t. III, p. 32). Alguns pensam que tof se refere aqui ao lugar em onde era engarzada a gema.

Flautas.
Heb. néqeb, palavra escura que talvez significa "passagem subterrânea" ou "mina". Alguns pensam que esta palavra faz alusão à cavidade na qual se engarzaba a pedra. Se isto fosse assim, a passagem estaria falando da formosa montura na qual estavam engarzadas as pedras preciosas. A BJ traduz: "Em ouro estavam lavrados os aretes e pinjantes que levavas", mas admite que se trata de uma "tradução duvidosa". Por outro lado, se se fala aqui de instrumentos musicais, isto corresponde com Lucifer, quem foi diretor dos coros do céu (1 SP 28-29).

Você pode ler o Comentário Bíblico Adventista em português clicando aqui

O termo tof não está definido como tambores, o Comentário Bíblico Adventista coloca outra opção e não a desqualifica. Nós sabemos que em todas as línguas existem palavras com grafias iguais, mas com significados diferentes, chamadas de homônimos. Portanto, para não haver problemas de interpretação, deve se levar em consideração todo o contexto. Isto é coerência.

Quanto ao termo néqeb, ele não está definido como pífaros, pelo contrário, existem no mínimo três diferentes significados. 1. Passagem Subterrânea. 2. Cavidade onde de colocava a pedra. 3. Instrumento Musical.

Levando em conta a coerência no texto, seria bem mais aceitável a interpretação que tof e néqeb se referem a locais onde eram presas as pedras preciosas na vestimenta de Lúcifer, as quais todo o verso se refere.

Apesar do Comentário Bíblico Adventista não definir nada quanto ao assunto, mas apenas fazer algumas suposições, um dos comentários bíblico mais bem conceituado entre os eruditos, O Comentário Bíblico de Moody, considerado um dos maiores pregadores que já existiu, concorda com esta posição ao comentar Ezequiel 28: 13.

“De ouro se te fizeram os engastes e os ornamentos. O T.M. diz : e (de) ouro (era) o acabamento (me'lakâ) de seus tamborins (o contexto exige "engastes") e dos seus encaixes (penetrações, neqeb; provavelmente, "gravuras". Cons. Ac. e Ug.).”

Conclusão
Concluímos então que o livro de Ellen White citado no Comentário Bíblico Adventista ( 1 SP 28-29 – Spirit of Prophecy, vol. 1. Pág. 28-29), onde ela afirma ter sido Lúcifer diretor do coro celestial, foi uma revelação Divina, pois em nenhuma passagem da Bíblia isto é confirmado. O fato desta citação se encontrar ali é apenas para citar a fonte de onde foi tirada a ideia de ter sido Lúcifer diretor do coro celestial, mas não para comprovar a suposição levantada de que Deus teria criado os tambores para Lúcifer.

No mesmo livro Ellen White afirma que Lúcifer solicitou uma audiência com Cristo para pedir que fosse lhe concedido uma segunda chance. Assim como esta, muitas outras afirmações são feitas por ela em Spirit of Prophecy. Ela fez estas declarações por que tinha autoridade profética para isso. Ela tinha esta autoridade, mas nós não a possuímos.

É muito perigoso fazer qualquer declaração baseado em suposições. Portanto, o mais sensato é permanecer em silêncio diante de textos como este, logo por que não existe confirmação em nenhuma outra parte das Escrituras para corroborar essa ideia, fugindo, assim, da orientação bíblica em Ec. 7:27 e Is. 28:10.


Fonte:
Resta Uma Esperança
(http://restaumaesperanca.blogspot.com/2009/10/teria-deus-criado-os-tambores.html)

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Rua em São Paulo se especializa para atender evangélicos

Revista Veja, Semana de 11 de outubro de 2009.

Ruas especializadas são características da cidade de São Paulo. Há uma rua das noivas, uma de madeiras, outra de motores, a dos eletrônicos, a dos lustres, a dos joalheiros, a dos instrumentos musicais e, agora, como sinal dos tempos, a dos evangélicos, ironicamente localizada às costas da Catedral da Sé. Em pouco mais de duas quadras, há galerias, lojas e camelôs vendendo artigos de que fiéis e pastores possam precisar – desde bíblias até envelopes para a coleta do dízimo. Pode-se encontrar ali o mobiliário necessário para montar um templo. Esse é, por sinal, um, digamos, segmento de mercado em ampla expansão, com a abertura de 10 000 templos evangélicos por ano.

Durante a semana, o maior movimento na rua é de lojistas de todo o país em busca de mercadorias. No sábado é a vez do comprador individual. "Vim com a família comprar peças de vestuário para o novo grupo de jovens da igreja", diz o paulistano Valteci Figueiredo dos Santos, que não resistiu à pechincha de três gravatas por 10 reais. O burburinho na Conde de Sarzedas é similar ao das vias de comércio popular das proximidades. A peculiaridade é que nela os camelôs e as barraquinhas de comida dividem as calçadas com pregadores e cantores gospel. Naturalmente, os ambulantes vendem produtos pirateados, só que autenticamente evangélicos. Por enquanto, o negócio é próspero para todos. "A pirataria ainda não conseguiu nos incomodar", diz Renato Fleischner, editor-chefe da Editora Mundo Cristão, com estimativa de venda de 1,5 milhão de livros neste ano.

Na década de 90, as variadas denominações evangélicas se multiplicaram no Brasil. O número de fiéis cresceu quatro vezes acima da média da população brasileira. Ao contrário da maioria católica, discreta no que diz respeito a compras ligadas à religião, os evangélicos se revelaram consumidores vorazes. O mercado de produtos específicos para eles é estimado em 1 bilhão de reais, o dobro de quatro anos atrás. O apetite consumista se deve bastante aos pentecostais (confissões mais antigas e severas em questões de vestuário e comportamento), como a Assembleia de Deus, com 15 milhões de fiéis, e aos neopentecostais (mais recentes e liberais em relação ao comportamento do fiel), como a Universal do Reino de Deus, com 8 milhões de seguidores.

Sete anos atrás, a primeira edição da ExpoCristã, a maior feira de negócios evangélicos da América Latina, em São Paulo, reuniu 58 expositores e recebeu 4 500 visitantes. Neste ano, o número de expositores chegou a 315 e o de visitantes passou dos 150 000. Há também versões mais modestas montadas em Belo Horizonte e no Rio de Janeiro. Estima-se que três de cada dez CDs vendidos no país sejam de música gospel. Um dos discos de Aline Barros, a mais popular cantora evangélica, vendeu mais de 3 milhões de CDs e DVDs. Nas prateleiras da Ebenezer, a maior loja da rua, pode-se escolher qualquer gênero musical – pagode, rap, heavy metal, todos devidamente evangélicos.

Na Brother Simion, é difícil conciliar a imagem tradicional da religião com as jaquetas de couro, correntes de metal e bolsas de padrão oncinha do estilo roqueiro. Quem entra é recebido por uma vendedora de cabelos vermelhos. "Boa tarde, irmã, olha que linda essa mochila que acabou de chegar", diz Juliana Cristina Melo, 20 anos, na loja há sete meses. Ela é uma vendedora elétrica, atenta a cada freguês que entra. "Foi Jesus quem me deu o dom da comunicação fácil", explica Juliana. Ela divide o atendimento com o dono da loja, Brother Simion. Cinquentão, com uma carreira de sucesso no rock gospel nacional, ele gosta de contar seu momento de "iluminação". "Fui morar na Holanda e me envolvi com drogas", relata. "Então conheci Jesus e voltei meu rock para a música gospel. Hoje, minha missão é ‘descaretizar’ a religião."

Pelo menos uma dezena de pregadores tenta ao mesmo tempo atrair novos fiéis e vender alguma coisa na Conde de Sarzedas. Alguns pregam aos gritos, outros tocam música com caixas de som em alto volume. Israel Dias, 38 anos, é cantor gospel há quatro e disputa todos os dias um espaço na rua para propagandear seus dois CDs – ambos de produção independente. Ele sai de Santo Amaro, no sul da cidade, às 8 da manhã e caça fregueses na rua por cinco a seis horas. No meio do dia faz uma pausa para se perfumar e arrumar o terno impecável. "É isso que cativa os clientes", diz Israel, que fatura de 150 a 200 reais por dia. Dá uma boa renda mensal. Deus seja louvado!

Nota Realidade em Foco: O problema é quando Jesus ou a religião se transformam em moda, produto para consumo rápido e, fatalmente, descarte posterior. Além disso, a mistura de rock com gospel pode ser interessante sob o ponto de vista comercial. Claro que existem ávidos por dinheiro e a classe evangélica é um nicho a ser explorado pelas ações de marketing. Talvez isso esteja longe, no entanto, da vida simples de Jesus Cristo tal como descrita nos evangelhos e de Sua missão que, conforme Lucas 19:10, "era a de buscar e salvar o perdido". Aproveita-se para jovens terem contato com a religião, mas é essa religião mesmo a ensinada por Cristo?

Fonte: Realidade em Foco
(http://www.felipelemos.com/2009/10/rua-em-sao-paulo-se-especializa-para.html)

terça-feira, 6 de outubro de 2009

A intoxicação pelo cinema

Anteriormente, tinha abordado aqui o tema 2012, um ano no qual ocorrerá o final de um ciclo de 5126 anos para a humanidade, segundo o calendário Maia.

Relembro ao leitor mais distraído que esta antiga civilização evoca religiosamente algumas semelhanças com o cristianismo: análise profética do tempo, jejum e confissão são algumas delas. No entanto, os sacrifícios humanos e animais como forma de renovar e estabelecer relações com o mundo dos deuses inspiram um paganismo politeísta em que o bem e o mal andavam de mãos dadas.

A suposta profecia apocalíptica maia apontada para o ano 2012, recebeu acolhimento na indústria cinematográfica americana, e um filme, com o título '2012' foi produzido chegando em breve às salas de cinema.

Não pretendo fazer publicidade à película, até porque tenho intenção de não assistir. O que gostaria de destacar é a intoxicação dos sentidos que o tratamento deste tipo de assunto pode provocar. Veja aqui o trailer antes de avançar com algumas considerações.





Uma cidade (nas imagens, porque no argumento sugere-se o mundo inteiro) completamente destruída de um momento para o outro!

Será que já ouvimos falar de algo semelhante? Sim, tanto no passado como para o futuro. E existe forte relação entre os dois casos...

No passado, encontramos a história do dilúvio; no futuro (já está a adivinhar, não é...?) vemos, pelos olhos da instrução e profecia bíblicas, a final destruição deste mundo de pecado pela mão de Deus.

Claro está que não consigo imaginar nos produtores deste filme a intenção de recordar a história do fiel Noé, tampouco colocar os pensamentos dos espetadores nesse grande e glorioso dia que em breve surgirá. Ainda assim, não tenho dificuldade nenhuma em admitir que nessa ocasião, algumas das cenas que terão lugar serão idênticas às produzidas para esta obra e que vimos no trailer.

Quero com isto sugerir dois aspetos importantes.

Primeiro, todos os filmes que relatam cenas apocalípticas apresentam um herói (leia-se, solução) humano. Devo confessar ao leitor que não assisto à esmagadora maioria dos filmes que surgem; mas pelo que me apercebo, esta é uma realidade.

Ora, esta noção (já bem vincada, por exemplo, na série Super-Homem - uma figura extra-terrestre que resolve todos os problemas do mal) contraria frontal e totalmente o ensinamento bíblico que somente em Jesus se encontram as soluções para os grandes males que afetam este mundo. Diz a Sagrada Escritura que 'em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos' (Atos 4:12).

Espantosamente, a cada nova série ou filme, surge uma nova figura que substitui Jesus nessa tarefa (no caso referido do Super-Homem, ele vem de fora deste mundo, não tem pais humanos biológicos, tem pais humanos adotivos, tem poderes sobrenaturais, destaca-se desde criança, vive sem ser reconhecido e tem quem o queira destruir... - já viu as semelhanças com o verdadeiro Salvador?!!!).

Segundo, este tipo de imagens fantásticas, porque trazidaa à luz numa obra de ficção, provoca no espetador uma noção de fantástico quase impossível de concretizar.

Quando eu era uma criança, nos inícios e meados da década de 80 do século passado, havia uma série de ficção-científica chamada 'Espaço 1999'. Nele, sugeria-se para esse tempo, então no futuro, viagem cómodas pelo espaço e sofisticadíssimas naves que permitiam cruzar o Universo de um ponta à outra. Agora que já passaram dez anos desde 1999, sabemos que nada disso é realidade; essa série, como muitas outras é assumida como o fantástico e imaginário da mente humana... e nada mais.

Por isso, se alguém, suponhamos que os Adventistas do Sétimo Dia, proclamarem que em breve este mundo acabará, o mar entrará pela terra, os montes de atirarão no meio do mar, que fogo engolirá a terra... não será difícil, pela intoxicação cinematográfica, vermos muitos a sugerirem que falamos da nossa própria imaginação e fanatismo, como se de um filme se tratasse.

Parece-lhe um raciocínio lógico? Se não, atente para este excerto de Ellen White em 'Patriarcas e Profetas', p. 103 e 104.

'Enquanto os servos de Deus estão a dar a mensagem de que o fim de todas as coisas está às portas, o mundo se absorve em divertimentos e busca de prazeres. Há uma constante sequência de sensações que ocasiona a indiferença para com Deus, e impede o povo de se impressionar com as verdades que, unicamente, o podem salvar da destruição vindoura.

No tempo de Noé, declaravam os filósofos que era impossível ser o mundo destruído pela água; assim, há hoje homens de ciência que se esforçam por provar que o mundo não pode ser destruído pelo fogo, ou seja, que isto seria incoerente com as leis da Natureza. Mas o Deus da Natureza, o autor e dirigente das leis da mesma Natureza, pode fazer uso das obras de Suas mãos para servirem ao Seu propósito.

Quando os grandes e sábios provaram para a sua satisfação que era impossível ser o mundo destruído pela água, quando os temores do povo se acalmaram, quando todos consideraram a profecia de Noé como uma ilusão, e o olhavam como a um fanático, então é que veio o tempo de Deus. “Romperam-se todas as fontes do grande abismo, e as janelas do céu se abriram” (Gên. 7:11), e os escarnecedores foram submersos nas águas do dilúvio.'


E agora? Já faz toda a lógica, não faz...?

Fonte: O Tempo Final
(http://otempofinal.blogspot.com/2009/10/intoxicacao-pelo-cinema.html)

Pais devem sempre falar a verdade

Os pais podem afirmar que a honestidade é sempre o melhor ao criar os filhos, mas um novo estudo diz que os educadores têm o costume de frequentemente distorcer a verdade ou mentir aos filhos. “Ficamos surpresos ao ver quão frequentemente os pais mentem”, afirma o pesquisador Kang Lee, da Universidade de Toronto, no Canadá. O estudo feito pela equipe de Lee ainda é preliminar, mas traz à tona as implicações das mentiras para crianças em uma fase em que elas tentam descobrir como funcionam as relações sociais. “A pesquisa descobriu que mesmo os pais que promovem a importância da honestidade para os filhos costumam mentir”, diz.

Para pegar as mentiras dos pais, os pesquisadores realizaram dois estudos, em que pais e estudantes comentaram sobre nove situações hipotéticas, em que o pai mente para a criança – para deixá-la feliz ou para moldar seu comportamento.

Um exemplo que foi utilizado no estudo foi o de um pai dizendo a uma criança chorando que a polícia virá buscá-la se o choro não parar. Outro exemplo sobre as emoções é o de afirmar à criança que um parente próximo que faleceu se tornou uma estrela para cuidar da criança, por exemplo. (...)

De acordo com a pesquisadora Gail Heyman, da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, as mentiras podem impedir as crianças de aprender algumas regras. A afirmação é reiterada pela pesquisadora Victoria Talwar, da Universidade McGill, no Canadá. “Se o educador sempre mente para que a criança faça X, Y ou Z, então a criança nunca realmente aprende a fazer essas coisas”, afirma Talwar.

Os especialistas admitem que às vezes é aceitável encobrir um pouco a verdade, como ao dizer que os rabiscos da criança são bonitos, por exemplo. O detalhe é que o estudo revelou que as mentirinhas contadas pelos pais vão além de pequenas coisas, e são contadas para evitar discussões ou conversas longas, por exemplo.

Independente da questão sobre a mentira dos pais ser ou não aceitável, Heyman chama a atenção aos pais para que eles façam uma reflexão antecipada sobre a criação dos filhos, para evitar mentiras contadas no calor do momento. “Muitas mentiras são contadas impulsivamente, e os pais não pensam sobre como o que eles dizem irá afetar os filhos”, afirma a pesquisadora. “Acredito que os pais devem discutir antecipadamente sobre suas crenças, para quando o momento chegar, trabalhar com o que realmente acredita e não com o que surgir na sua cabeça no momento”, diz Heyman.

(Hypescience)

Nota Saúde e Família: Falar a verdade é um princípio bíblico e deve nortear todas as relações humanas. Principalmente no que diz respeito à moral e à conduta, as crianças são muito perceptivas e notarão a incoerência entre palavras e atos.[DB]

Fonte: Saúde e Família
(http://saude-familia.blogspot.com/2009/10/pais-devem-sempre-falar-verdade.html)

sábado, 3 de outubro de 2009

Pão e Circo


Autor: Prof. Gilson Medeiros

Na época do Império Romano, havia uma "ideologia" que representava muito bem a maneira como os imperadores lidavam com os problemas sociais.

"Pão e circo para o povo", era o que Vespasiano dizia.

Em outras palavras:

"Para o povo ficar sob controle, é só a gente oferecer uma 'festa', um 'showzinho', de vez em quando, alternando com alguma distribuição esporádico de alimentos".

E parece que a ideia pegou! Até hoje!

O Brasil, por exemplo, encontra-se empenhado atualmente na realização das Olimpíadas aqui no ano de 2016. A soma prevista para os gastos é estratosférica! Na casa dos BILHÕES.

Hoje, sexta-feira, o Rio de Janeiro está em festa, na expectativa da escolha da sede do evento. Durante todo o dia, a praia de Copacabana estará repleta de atrações para as milhares de pessoas que ali forem para aguardar o anúncio do Comitê Olímpico. Até ponto facultativo foi decretado nas repartições públicas.

Isso é só um dos inúmeros eventos que são realizados frequentemente para desviar a atenção das pessaos dos REAIS problemas e temas sociais. Carnaval, micaretas, feriados religiosos, eventos regionais, rodeios, exposições agropecuárias, etc., etc., etc...

Este é o "circo" de Vespasiano...

O "pão" também está por ai, nas "bolsas" da vida...

Enquanto o povo se diverte e se distrai com tanta "festa", esquece da corrupção, da violência sem controle, dos crimes assombrosos, das lavagens de dinheiro, das brigas entre os partidos políticos, dos baixos salários, da pobreza, da miséria, da falta de educação e saúde de qualidade... e por ai vai.

Enquanto rios (ou oceanos) de dinheiro são gastos para promover esta "imagem utópica" de um País Maravilha, pessoas continuam morrendo nas filas dos hospitais, nos assaltos do trânsito; crianças continuam fora das escolas de qualidade, vivendo na ociosidade e marginalidade; estradas continuam matando mais do que guerras; ricaços "pintam e bordam", enquanto "ladrões de galinha" mofam das prisões fétidas das grandes cidades; inocentes morrem diariamente vítimas das "balas encontradas"...

Eu trouxe hoje este tema para reflexão, para despertar a nossa consciência de que este mundo, que só quer saber de "pão e circo", está com seus dias contados.

Os tsunamis estão ai para mostrar ao mundo que a "Natureza geme", alertando para a presença visível e invisível do pecado entre nós.

Aqueles que, de verdade, aguardam a inauguração do Reino da Glória, trazido por Jesus, não podem se deixar influenciar pela enganação que os governos, desde Vespasiano, se utilizam para nos deixar "sob controle".

Jesus está voltando! Aleluia!
Este mundo vai passar, destruído pela "pedra arremessada sem auxílio de mãos humanas", como descreve o profeta Daniel.

Como diz o sagrado escritor, "este mundo passa, e sua concupiscência", por isso não devemos "amar o mundo, nem as coisas que nela há".

Sediar um evento olímpico mundial é algo muito bonito e empolgante, mas eu preferiria que esta montanha de dinheiro fosse aplicada para amenizar o sofrimentos dos idosos que penam nos corredores dos hospitais públicos, ou em benefício das crianças que vão à escola apenas em busca da merenda, pois nada têm em casa para comerem, e não encontram uma educação que lhes dê uma perspectiva de futuro profissional promissor...

Jesus está voltando! Aleluia!

Só não vê quem não abrir os olhos...

"... Voltarei e vos receberei, para que onde Eu esteja, estejais vós também" (João 14:1-3).

Fonte: Blog do Prof. Gilson Medeiros
( http://prgilsonmedeiros.blogspot.com/2009/10/pao-e-circo.html)

Nota Direto do Front (onde publiquei originalmente): Quando esse artigo foi escrito ainda não havia saído o resultado. Durante o período da tarde foi divulgado que o Rio de Janeiro sediará os jogos de 2016.
Como foi dito pelo Prof. Gilson, milhões serão gastos em uma festa que vai passar ao invés de investir na população e em quem precisa. Alguns poderão dizer que os jogos são importantes para a política do país, e eu digo: E o povo acaso não é?

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Bom senso e aparência pessoal

“Da mesma forma, quero que as mulheres se vistam modestamente, com decência e discrição, não se adornando com tranças e com ouro, nem com pérolas ou com roupas caras, mas com boas obras, como convém a mulheres que declaram adorar a Deus. (1 Timóteo 2:9, 10 NVI). “A beleza de vocês não deve estar nos enfeites exteriores, como cabelos trançados e joias de ouro ou roupas finas. Ao contrário, esteja no ser interior, que não perece, beleza demonstrada num espírito dócil e tranquilo, o que é de grande valor para Deus” (1 Pedro 3:3, 4 NVI).

Todo ser humano necessita de apreciação e gosta de ser elogiado. É saudável para a autoestima. Acontece que a aparência pessoal é apenas uma das facetas que contribuem para que nos sintamos bem com nós mesmas.

Há pessoas que superenfatizam a aparência, investem “pesado” em adornos externos e logo ficam sem recursos! Atraem a atenção, mas não conquistam qualquer afeição duradoura.

Os textos bíblicos acima não são uma apologia ao desleixo e mau gosto, nem tampouco se referem a regras sobre usar ou não usar joias. O uso ou não de joias está relacionado à consagração a Deus, e esse não é o assunto em pauta nesses versos. Tanto Paulo quanto Pedro se referem à modéstia cristã, que significa evitar exageros. A mulher modesta tem vergonha de ultrapassar os limites do que é decente e apropriado. “Bom senso” significa “ter uma mente sóbria e discernente”. Descreve o domínio próprio interior: um “radar” espiritual que mostra à pessoa o que é bom e apropriado.

Onde a discrição e a modéstia se perderam na História?

As mulheres sempre gostaram de se arrumar e ser “vistosas”. Houve um tempo em que as túnicas de homens e mulheres eram semelhantes. Com o passar dos anos, a Grécia lançou o “topless”, com túnicas longas que deixavam os seios descobertos. A partir daí, a moda do exibicionismo foi tornando-se cada vez mais ousada, se alastrou e conquistou adeptas. As mulheres romanas e as efésias já gostavam de seguir a última moda e competiam entre si para ver quem tinha as roupas e penteados mais sofisticados. Era comum às mulheres arrumarem os cabelos com pentes de ouro, prata e até pedras preciosas. Usavam roupas caras e elaboradas que eram trocadas várias vezes ao dia, só para impressionar umas às outras.

O glamour é artificial e exterior. A verdadeira beleza é real e interior. O glamour é algo que a pessoa pode pôr e tirar; mas a verdadeira beleza está sempre presente. O glamour é corruptível; desfaz-se e some. A verdadeira beleza do coração torna-se mais maravilhosa com o passar do tempo. A mulher cristã que cultiva a beleza do ser interior não precisa depender de adornos exteriores vulgares. Deus Se preocupa com valores, não com preços.

Com vistas à beleza que perdura, a mulher cristã deve cuidar da saúde e da aparência com equilíbrio e segurança. Deve escolher os artigos de vestuário pensando na durabilidade e beleza, não no exibicionismo ou modismo. As pessoas se deleitam em apreciar uma mulher atraente, mas essa beleza deve vir do coração, não de uma loja. Nas palavras de Ellen White:

“Os cristãos não se devem dar a trabalhos para se tornar objeto das atenções gerais por uma maneira de vestir diferente do mundo. Mas, se em harmonia com sua fé e seu dever relativamente a vestir-se com modéstia e higiene, acharem-se fora da moda, não devem mudar de atitude a fim de ser semelhantes ao mundo. Cumpre-lhes, porém, manifestar nobre independência e coragem moral para serem retos ainda que todo o mundo seja diferente. Se o mundo apresentar um modo de vestir discreto, conveniente e saudável, que esteja em harmonia com a Bíblia, não alterará nossa relação para com Deus ou o mundo o adotarmos esse estilo. Os cristãos devem seguir a Cristo, e harmonizar seu traje com a Palavra de Deus. Devem fugir dos extremos e seguir humildemente uma orientação reta, para a frente, a despeito de aplausos ou censuras, apegando-se ao direito justamente por ser direito” (Mensagens Escolhidas, v. 2, p. 476, 477).

A mulher do século 21 é independente e pensante. O adorno, a vestimenta mais atraente e digna são as boas obras em prol do próximo: da família, dos amigos, de quem necessitar. O amor desinteressado, demonstrado em boas obras, acrescido de uma aparência bela, discreta e saudável, proporcionarão às mulheres o prazer de ser sinceramente amadas e respeitadas. A aparência exuberante não pode ocultar o defeito de um gênio desagradável ou a falta de boas obras.

(Rejane Godinho, graduada e mestranda em Teologia)

(*) Texto baseado no Comentário Bíblico Expositivo de Warren W. Wiersbe, p. 283, 529; Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia.


Fonte: Saúde e Família
(http://saude-familia.blogspot.com/2009/10/bom-senso-e-aparencia-pessoal.html)

Tomando a Cruz

Hoje estive lendo um trecho do livro Grandes Sermões do Mundo e me impressionou o trecho abaixo. Que todos sejam abençoados por essa leitura.

Bem-aventurado é o homem, fiel é esse servo, que perpetuamente leva as feridas sagradas de Jesus em seu coração; e, se a adversida-de o encontra, recebe-a como da mão de Deus e piamente a suporta, para que ele, pelo menos em algum grau, seja conformado com o Crucificado. Ele é digno de ser visitado e consolado por Cristo, que analisa amplamente para se conformar na vida e na morte com sua paixão. Este é o caminho da santa cruz, esta é a doutrina do Salvador, esta é a sabedoria dos santos, esta é a regra dos monges, esta é a vida dos bons, esta é a lição dos escreventes, esta é a meditação dos devo-tos: imitar Cristo humildemente, sofrer o mal por Cristo, escolher o amargo em vez do doce; menosprezar as honras, suportar o desprezo com serenidade, privar-se das delícias do mal; fugir das ocasiões dos vícios, evitar a dissipação; lamentar por nossos próprios pecados e pelos dos outros, orar pelos atribulados e pelos tentados, ser grato pelos benfeitores, fazer súplicas pelos adversários para que se convertam; regozijar-se com os que estão em prosperidade, lamentar com os que sofrem dano, socorrer os indigentes; não buscar coisas suntuosas, escolher o que é humilde, amar o que é simples; cortar superfluidades, estar contente com pouco, laborar pelas virtudes, lutar dia-riamente contra os vícios; subjugar a carne pelo jejum, fortalecer o espírito pela oração e leitura, recusar os elogios humanos; buscar a meditação, amar o silêncio, estar livre para Deus; suspirar pelas coi-sas celestiais, desprezar de coração tudo o que é terreno, pensar que nada, exceto Deus, traz conforto. Aquele que faz isso, pode dizer junto com o bendito apóstolo Paulo: "Para mim o viver é Cristo, e o morrer é ganho". E, novamente: "Mas longe esteja de mim gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim e eu, para o mundo" (Gl 6.14).

Fonte: Livro Grandes Sermões do Mundo

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Estejam preparados para mais uma batalha no ENEM

Caros Colegas

Lamentavelmente o Governo Federal não se preparou adequadamente para o novo ENEM.
Estejam preparados para enfrentar muitos problemas, de toda ordem, principalmente para os guardadores do Sábado.

Como muitos alunos adventistas se inscreveram antes da definição dada pelo MEC, de que deveriam solicitar no ato da inscrição um atendimento diferenciado, como guardador do sábado, aconselhamos apresentar no portão de entrada uma declaração assinada pelo pastor de que é membro regular da igreja. Essa declaração deverá ter firma reconhecida em cartório pelo pastor. (outros fizeram a opção pelo atendimento diferenciado e o MEC não separou sala de “reclusão”)

Em contato com o Governo, foi nos colocado de que o MEC não pediu nada disso, porém não faria mal algum adotar esse procedimento, tendo em vista que muitos centros de aplicação do exame poderão pedir uma identificação da igreja.

Em contato com as secretarias municipais de educação, a maior parte delas não estavam sabendo, nem de que teriam de ter um horário especial para os guardadores do sábado e muito menos uma sala separada para reclusão. O que deveremos fazer é copiar a regulamentação do MEC sobre o assunto, anexando junto a carta de identificação como membro regular, e escalar professores para acompanhar nossos alunos até o portão de entrada dos centros de aplicação do exame, para que, se necessário, possam ajudar os nossos alunos nessas questões especiais.

Vamos orar e solicitar as orações de todos!

Nosso pedido é não deixar os alunos sozinhos nessa hora.

Muito obrigado por sua ajuda nesta hora difícil.

Pr. Orlando Mário Ritter
UCB - Educação

[Recebido via Associação Paulistana]


Fonte: Diário da Profecia (reproduzido integralmente)
(http://diariodaprofecia.blogspot.com/2009/09/estejam-preparados-para-mais-uma.html)

sábado, 26 de setembro de 2009

Verdade absoluta ou relativa?

Seria simplista demais concluir que atualmente há uma busca frenética e objetiva em torno da verdade. Podemos dizer que há, sim, um desejo latente por tentar encontrar verdades que se adaptem às necessidades ou prazeres. No Brasil, vários programas de TV têm investido tempo e dinheiro em atrações que se propõem a extrair a verdade de participantes por meio de perguntas constrangedoras e dos tais polígrafos que se tornaram verdadeiras referências “científicas” do que é ou não verdade. Em alguns casos, altas somas de dinheiro são pagas aos que agem com mais “sinceridade”, embora quem estude um pouco o assunto saiba com clareza que os parâmetros de análise são insuficientes para se definir com precisão se determinada pessoa mente ou fala o que realmente lhe aconteceu. Nem sempre o que mais interessa é a verdade, mas as verdades ali relatadas.

A busca da verdade ou de verdades sempre gerou historicamente discussões filosóficas e teológicas. Impérios do passado sempre adotaram a prática de impor suas “verdades” para os povos conquistados e subjugados. Seriam verdades sob o ponto de vista religioso e cultural que teriam de ser aceitas pelo único fato de aquelas nações terem sido derrotados em guerras. Mais tarde, temos o exemplo da época medieval em que os dogmas religiosos se tornaram verdades absolutas. Ou seja, aquilo que era definido pela religião predominante deveria ser acatado pelos demais sem negociação prévia ou exercício de convencimento ou persuasão. Em torno desse debate, novas igrejas surgiram, antigas raízes filosóficas se reergueram e chegou-se ao ponto de pensadores declararem que tudo era relativo e que a razão poderia explicar tudo sem necessidade de crenças sobrenaturais.

O interessante é que realmente a Bíblia fala de verdade absoluta. Não há como negar isso. Quando o autor de um dos evangelhos afirma, conforme João 8:32, que “conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” certamente ele está falando de algo completo e não de uma visão parcialmente humana a respeito de um assunto. Vamos mais além. O apóstolo Paulo, formado na tradicional escola judaica, também compartilha dessa mesma linha de pensamento sobre verdade. Nas advertências e saudações finais em sua carta aos cristãos da cidade de Corinto, Paulo declara, no capítulo 13 e versículo 8, que “pois nada podemos contra a verdade, senão em favor da verdade”. Mas, afinal de contas, que verdade é essa? O próprio Jesus Cristo dá a resposta em João 14:6. Cristo diz claramente que Ele mesmo é o “caminho, a verdade e a vida”. Esse raciocínio nos afasta da mentalidade meramente racionalista em que tudo precisa ser provado e que nada pode ser considerado absolutamente correto ou incorreto. Remete-nos imediatamente à fé em Jesus, ou seja, crença de que dependemos Dele e que não se trata apenas de ter mais uma ideia. Ele se apresenta como a resposta ao que o ser humano precisa, aos anseios mais profundos.

Talvez o medo de se comprometer é que faça muitos fugirem da verdade absoluta. Sim, porque relativizar tudo é mais cômodo, não há uma ligação com qualquer ponto de vista ou doutrina ou fundamentação. Sem compromisso com Alguém que seja a verdade, não há necessidade, também, de submissão, obediência, renúncia ou qualquer ação desse tipo. A Bíblia confirma que verdade é Jesus Cristo e não uma mais uma opinião em meio às outras. E sabe o que significa isso na prática?

O missionário JN Andrews sabia o que era isso falando pragmaticamente. Enviado dos Estados Unidos para a Europa, no século XVIII, para difundir ensinamentos da Bíblia ele realmente acreditava em uma verdade. Naquela terra estranha, sem a esposa e depois de perder dois filhos, só tinha a companhia de uma outra a filha que era uma importante ajudante no trabalho de elaborar publicações sobre a Bíblia. A jovem, porém, foi acometida de tuberculose e faleceu. Mesmo assim, Andrews continuou a acreditar naquela mensagem, naquela verdade. Na minha opinião, só pode exercer confiança semelhante quem considera a verdade como muito mais do que um conceito humano.

Cada pessoa pode ficar ao lado de várias verdades nas quais acredita. Mas a Bíblia expressa verdade como Jesus Cristo, ou seja, Deus Filho, o que efetivamente tem poder para mudar a vida e transforma a mente. Claro que isso é fé. Algo que exige confiança plena, completa, sem reservas. E ousadia também. Nem todos estão ainda dispostos a dar esse passo. Mas devem ser respeitados. A relativização de tudo o que se pensa e se faz pode ser uma segurança contra dogmas fechados, mas pode ser um desprezo a algo maior do que nós mesmos, algo que transcende nossa vida por aqui.

Felipe Lemos – Jornalista e blogueiro

Fonte: Advir Blogs
(http://www.novotempo.org.br/advir/?p=2261)

Controlando as carícias


A excitação e o sensualismo são oferecidos com força cada vez maior pelos meios de comunicação, e nós, cristãos, também somos alvos disso. A sensualidade é usada para vender desde carros até sapatos, e sem notar a mente começa a ser alimentada com as insinuações, imagens e propostas que são apresentadas.

É exatamente por isso que, quando você está com sua namorada, põe para fora os desejos com os quais a mente foi alimentada.

Existem duas questões que devem ser bem observadas por você: em primeiro lugar o tipo de alimento que você está oferecendo à sua mente, e em segundo, as reais prioridades que você tem para sua vida.

É preciso lembrar sempre que você é um resultado de seus pensamentos. Quando você deixa de alimentar sua mente com as coisas de Deus e não tem tempo para a Bíblia, oração, testemunho e envolvimento com a igreja, você começa a enfraquecer sua defesa contra a tentação e abre o caminho para o inimigo. Pior ainda quando você, além disso, cria o hábito de alimentar sua mente com sensualismo através de piadas, revistas, filmes, sites, chats ou outros meios. Neste caso, você se torna um vulcão incontrolável, apenas esperando o momento para explodir. O encontro com a namorada se torna o melhor momento para tornar real o sonho e o prazer alimentados. Ellen White lembra que “A melhor maneira de evitar o desenvolvimento do mal é ocupar primeiro o terreno. São necessários o máximo cuidado e vigilância no cultivo da mente...” (Só para Jovens, 18) Ela continua alertando ainda: “Quem não deseja ser presa das armadilhas de Satanás deve guardar bem as avenidas do coração, evitando ler, ver ou ouvir qualquer coisa que sugiram pensamentos impuros”. (idem, 21)

O caminho para fortalecer a mente começa por abrir o coração a Deus e orar claramente pelo problema, sem rodeios. A ligação com Deus afasta a tentação, pois o inimigo não tem poder. Faça isso através da leitura da Bíblia, oração, testemunho e envolvimento com as coisas de Deus.

Como resultado dessa relação mais forte com Deus, você precisa mudar alguns hábitos. Podem ser filmes ou programas de televisão, quem sabe algumas piadas, revistas, lugares ou outros alimentos impuros que você pode estar colocando na mente. São esses hábitos que fortalecem a tentação. Se eles não são abandonados, acabam bloqueando o milagre de Deus.

Procure conversar, também, com sua namorada sobre a dificuldade que você está tendo para manter os limites. Isso vai servir para que vocês possam definir juntos como enfrentar a situação, e ao mesmo tempo vai lhe ajudar, também, a conhecer melhor as convicções dela sobre essa questão. Além disso, as mulheres controlam melhor seus impulsos, e por isso sua namorada pode lhe ajudar.

Por outro lado, você precisa definir muito bem o que quer para sua vida, e agir hoje de acordo com aquilo que você está buscando para o seu futuro. A Bíblia é bem clara quando diz que “Tudo o que o homem semear, isso também ceifará” (Gál. 6:7). Aliás, essa é uma regra da vida. Você planta hoje, e colhe amanhã. Se sua prioridade é construir uma relação madura, baseada no amor, compreensão e aceitação e se também quer preservar sua namorada é preciso plantar isso hoje. Deixando esses conceitos e essa visão bem claros, você vai conseguir, pela graça de Deus, administrar melhor a situação. Quando você tem prioridades claras e definidas é mais fácil ajustar suas atitudes a elas.

Procure, também, planejar bem seu namoro. Não deixe que as coisas simplesmente aconteçam, pois assim vai acontecer o que não deve. Você pode definir bem os lugares e os horários aonde vocês vão se encontrar ou ficar juntos. Essa é uma questão muito séria, por isso Ellen White diz que “É comum o hábito de ficar conversando até altas horas da noite, mas isso não agrada a Deus, mesmo se vocês dois forem cristãos” (Só para Jovens, 105). Você pode, ainda, conduzir as conversas de vocês para que não sejam provocantes. Se você toma estes cuidados já vai sentir um alivio da situação.

Deus é o maior interessado em ver você e sua namorada fiéis e felizes. Por isso lembre-se de que com ação e oração é possível mudar a situação.

Fonte:
IASD Jovem
(http://iasdjovem.blogspot.com/2009/03/namoro-como-controlar-as-caricias.html)